21 de set de 2013

Avenged Sevenfold - Hail To The King




Nota: 7,5

Existem bandas que nasceram para fazer sucesso, graças a competência, oportunidade, sorte e muitos outros fatores  conseguem se diferenciar de outras tantas em um universo tão competitivo e selvagem como o do showbiz. O Avenged Sevenfold (AV7X) é um desses casos, mesmo com poucos álbuns já desfrutam de uma grande popularidade, porém enfrentam o outro lado da moeda, ter que lidar contra um velho e conhecido problema, o preconceito.

Os californianos estão em evidência na música pesada desde a explosão do Metalcore em meados dos anos 2000, o gênero controverso angariou muitos admiradoress, assim como detratores  pelo fato de estarem na linha de frente dessa cena são alvos de críticas pesadas, entretanto, quantas chances essas pessoas deram para os caras?

Com o amadurecimento natural o Avenged Sevenfold foi mudando seu som e desde o ótimo City Of Evil (2005) até o maduro Nightmare (2011) pudemos ouvir uma banda mais distante do Metalcore e mais próxima do Heavy Metal e Hard Rock, sempre mantendo uma boa dose de originalidade com passagens recheadas de arranjos pouco convencionais.

Agora em 2013 é lançado Hail To The King, sexto álbum de estúdio que que tem como proposta uma sonoridade tradicional calcada no Heavy Metal e Hard Rock dos anos 80, um prato cheio para os conservadores, mas analisando cuidadosamente fica evidente que a banda soa menos expontânea.

Os arranjos são mais retos  e as estruturas das músicas caem no já batido esquema verso, refrão, solo, verso, refrão, mas isso não significa que Hail To The King é um álbum ruim, pelo contrário é um registro sólido e com músicas bem legais, produção impecável e execução certeira, a banda está muito afiada apesar das inúmeras passagens que remetam a grandes clássicos do gênero.

M Shadows evoluiu bastante como vocalista, gritando menos há uns bons anos, vem trabalhando melhor seu vocal rouco, usando bem os drives de sua voz e diminuindo a sensação de saturação do passado, é um vocalista bem melhor hoje, e pode ir além.

A dupla Zack Vengeance e Synyster Gates funciona muito bem, dois grandes guitarristas que se entendem bem, sempre se destacaram nos álbuns anteriores e desta vez não é diferente, riffs fortes, bases bem feitas e bom solos cumprem bem seu papel, sendo o ponto mais forte da banda.O estreante nas baquetas, Arin IIejay não tem a mesma desenvoltura do falecido The Rev, muito menos de Mike Portnoy, mas tem uma boa pegada e batidas secas o baixo de Johnny Chirst está alto na mixagem adicionando boa dinâmica na sessão rítmica.

 A cadenciada Shepherd Of Fire abre o álbum com uma batida tribal com bumbo duplo de IIejay e com um groove pesado do baixo de Christ, lembrando Megadeth da fase Friedman/Menza, os vocais de M Shadows estão mais limpos e ajustados, o solo de Gates é certeiro, uma boa abertura.

Synyster  Gates introduz Hail To The King que  foi a primeira música divulgada como single e vídeo clipe (muito bom), bem cadenciada, remete diretamente a nomes do Metal Tradicional como Manowar e Accept, tem um refrão fácil e uma letra macabra. Uma homenagem bem legal ao som oitentista.

Doing Time tem uma latente influência de Guns N'Roses, hard rock up tempo contagiante e This Means War carrega para o lado do Metallica, porém a enorme semelhança com Sad But True incomoda e depõe contra o trabalho, apesar de soar legal não soa honesto.

Requiem é um dos grandes momentos de Hail to The King, com um ótimo coro é uma das performances mais sólidas de M Shadows, aqui sua evolução é latente, outro grande solo de Synsyter Gates, que toca muito.

A balda Crimson Day é uma música boa, mas nada que eles já não tenham feito antes, Herectic mais uma vez caminha no Metal Tradicional, as boas bases de Zack Vengeance caminha junto ao baixo bem marcado de Johnny Christ, outro bom momento, mas a essa altura senti falta de músicas mais rápidas como Bat Country ou Welcome To The Family.

Comming Home é a melhor música do registro, começa devagar e vai ganhando intensidade, vale fazer justiça ao bom trabalho de IIejay que dá umas boas pancadas na pele da bateria com viradinhas bem colocadas. Synsyter Gates manda seu melhor solo neste disco. Faltou mais composições com essa intensidade.

O fim do álbum conta com a força de Planets que alterna momentos cadenciados com passagens de bumbo duplo, um som pesado que conta com bons riffs e incursões orquestradas lado a lado. Acid Rain é a segunda balada do registro, com bons arranjos fecha bem o track list regular de Hail To The King

Definitivamente Hail To The King tem uma proposta conservadora calcada nas raízes da música pesada gerando um bom disco,  bem executado mas longe de ser o melhor da banda, é divertido e chega a contagiar mas ficou faltando ousadia.


Hail To The King






Hail To The King (2013)

01. Shepred Of Fire
02. Hail To The King
03. Doing Time
04. This Means War
05. Requiem
06. Crimson Day
07. Heretic
08. Coming Home
09. Planets
10. Acid Rain
11. St James (bonus Track iTunes Version)

A Banda

M Shadows (Vocal)
Synyster Gates (Guitarra Rítimica e Solo)
Zack Vengeance (Guitarra Rítimica)
Johnny Chirst (Baixo)
Arin IIejay (Bateria)

Produzido Por Mike Elizondo e Andy Wallace

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