21 de nov de 2016

Metallica - Hardwired...To Self- Destruct





Nota: 9,00

Oito anos e uma certeza, o Metallica ainda  é um hard hitter, um gigante o qual seus passos representam padrões para a música pesada, após o caos de St Anger e o peso e velocidade de Death Magnetic, decidiram mergulhar em suas influencias e puxar de suas raízes inspiração para o algo novo em seu décimo disco, sem querer reinventar a roda

Escutamos aqui ecos de suas influencias mais profundas, e isso é  nítido,  entretanto um novo caminho começa a ser construido, paradoxalmente o todo soa mais Metallica do que nunca, lembrando, Metallica, de todas as fases, de Hit The Lights a My Apocalypse, incluindo tudo o que aconteceu nesse meio tempo. E o porque do tamanho sucesso do album se não há nada exatamente novo? Bem, o disco é um dos trabalhos mais coesos da carreira, é a essencia do Metallica em estado bruto.

Como não relacionar a abertura Hardwired com os primeiros anos? Um soco bem dado no ouvinte desavisado, Atlas Rise! Por sua vez se estrutura em linhas melódicas bélissimas, aliado ao peso e trocas de andamento, um belo trabalho de Hetfield e Ulrich, reiterando a influência de NWOBHM que norteou a banda nos primórdios

Now That We’re Dead é a minha predileta, talvez pelo fato de eu ser um grande fã da fase maldita, sim leitor, Load e ReLoad, os discos aos quais tive muito contato, (comecei comprando a discografia com os patinhos feios lá no final de 1996). Deixando a nostalgia de lado, a música é um petardo, com uma grande levada  cadenciada de Lars Ulrich na bateria, amparado pelo baixo bem colocado de Robert Trujillo, vale destacar o refrão fácil, excelente.

Quando Moth Into Flame foi lançada há uns meses como single, era evidente a influência grande de Death Magnetic com alguns toques do famigerado St Anger (o disco mais odiado da banda, ao qual, gosto também, sim me julguem!) pegada rápida, letras de cunho pessoal de Hetfield e seu dilema com a fama, tudo isso embalado em uma nova (velha aura), diferentemente de  Dream No More, que funciona como o encontro da banda que gravou Master Of Puppets em The Thing That Should That Be com linhas vocais próximas aos trabalhos mais recentes cadenciada, pesada destacando como Hammet e Hetfield conseguem empolgar em suas harmonias.

O novo e o velho mais uma vez duelam em Halo On Fire,  longa, lenta e épica, o diálogo entre The Outlaw Thorn e The Day That Never Comes, vale destacar a habilidade do Metallica em conseguir criar atmosferas e explosões de climax, as vezes auto indulgente, mas muito eficiente.

Chegamos ao segundo disco, e com ele Confusion inicia-se com uma bateria em marcha, marcada pela batida forte de Lars e uma parede de guitarras de Hammet e Hetfield e com o baixo de Trujillo acompanhando, a sede de experimentos se faz presente em ManUnkind, uma viagem setentista, um ode ao Sabbath, ainda que um pouco fora de contexto.

Hardwired to Self -Destruct se alonga, mas com qualidade e propósito, Here Comes Revenge e Am I Savage? dão ao segundo disco a cara do Black Album (Metallica, de 1991), ou seja, alternância de andamento entre média e lenta, bateria e baixo marcados além de  guitarras bem definidas entre riffs básicos e solos melodiosos, sem tantas harmonias em duetos, mais Metallica impossível.

Para encerrar o trabalho de forma grandiosa encontramos a homenagem a Lemmy Kilmster  em Murder One na letra auto explicativa e na thrash motorhediana Spit Out The Bone, uma pedrada que não deixa nada de pé. O Metallica fecha mais um capitulo de sua carreira de forma gloriosa, e a crescente de Death Magnetic se mantém, eles estão mais fortes do que nunca.

Hardwired...To Self -Destruct (2016)



A Banda

James Hetfield (Vocal e Guitarra)
Lars Ulrich (Bateria)
Kirk Hammet (Guitarra)
Robert Trujillo (Baixo)


15 de nov de 2016

UFC 205 - O Reinado de McGregor





A estréia do UFC no Madison Square Garden teve um grande vencedor, Conor McGregor pode afirmar com todas as letras, saiu do evento ainda maior do que entrou, uma vez que já é o campeão dos pesos penas (título ao qual não defendeu ainda, Aldo é o campeão interino) e com o nocaute arrebatador contra Eddie Alvarez, tomou de assalto o maior evento de MMA do planeta.

McGregor tem sim muitas falhas no seu jogo, principalmente na luta agarrada e no chão, mas seu deslocamento, velocidade e precisão são mais do que suficiente para assombrar seus adversários, todos esperavam que Alvarez usasse seu wrestling para controlar o Irlandês, mas ao optar por trocar golpes foi facilmente batido, dois knockdowns e um round depois, Alvarez foi nocauteado no segundo assalto e deu adeus ao seu cinturão.

O irlandês é capaz de capitalizar muito bem sua ascensão e está se tornando um padrão de promoção para o evento.

Antes do main event, Tyron Woodley e Stephen Thompson duelaram por cinco rounds de um bom combate, os estilos antagônicos, Woodley um wrestler que bate pesado e de muita explosão, porém mais curto e retido contra Thompson que ganha suas lutas usando sua envergadura e movimentações de forma efetiva, técnico e preciso. Foi o duelo entre a potência x eficiência, e deu um empate majoritário,  dois juízes anotaram vitória empate, um juiz deu a vitória de Woodley. 

O combate em si teve seus momentos como a vitória clara de Woodley em alguns momentos, uma guilhotina e golpes no ground and pound, enquanto Thompson tomou e centro e caçou o campeão em alguns momentos, mas sem dúvidas Woodley mereceu ficar com o cinturão, foi mais efetivo, aplicou seu wrestling com mais precisão, e quando acionado foi efetivo.

Outros pontos de destaques foram a vitória contundente de Yoel Romero (anti doping vai derruba-lo...) sobre Chris Weidman, que após as glórias de três defesas de cinturão, amarga sua segunda derrota consecutiva, graças a uma joelhada brutal do cubano no terceiro round. Veremos o que Dana White fará com Michael Bisping, atual campeão dos médios e seus desafiantes Ronaldo Jacaré e Romero, veremos.


Resultado dos palpites Resultado dos palpite UFC 205 1 Acertos (Jedrzejczyk)  4 Erros (McGregor,Empate do Woodley, Romero e Pennington Placar Geral: 52 Acertos, 43  Erros => 54%  de acerto.

12 de nov de 2016

Palpites UFC 205 New York - Alvarez x McGregor






O dia 12 de Novembro vai ficar marcado na história do MMA Mundial, desde a proibição das lutas de vale tudo no fim dos anos 90, a cidade de Nova York não permitia lutas de artes marciais mistas na cidade, o UFC com seu poderoso e competente Staff derrubou o lobby contrário e conseguiu, após muitos anos realizar seu evento por lá, e  convenhamos não é qualquer evento.

Para celebrar a festa foi montado um card muito bom, com três disputas de cinturão, a principal entre Eddie Alvarez e Conor McGregor, pelo título dos pesos leves, e o combate promete grandes emoções, Alvarez, campeão, buscará encurtar e encurralar o Irlandês, enquanto o campeão dos penas vai buscar a distância e seus golpes precisos, luta MUITO difícil de prever o resultado.

Outro destaque fica por conta de Woodley e Thompson, disputando o cinturão dos meio médios, aqui vejo uma boa vantagem para Woodley nos dois primeiros rounds, mas se Thompson souber usar sua envergadura e os chutes precisos, pode frustrar e liquidar o campeão.

Vamos aos palpites do card principal 


Miesha Tate (18-6) vs. Raquel Pennington (8-5) Palpite => Tate vence.

Chris Weidman (13-1) vs. Yoel Romero (12-1) Palpite => Weidman vence.

Joanna Jedrzejczyk (12-0) vs. Karolina Kowalkiewicz (10-0) Palpite => Jedrzejczyk vence.

Tyron Woodley (16-3) vs. Stephen Thompson (13-1) Palpite => Thompson vence.

Eddie Alvarez (28-4) vs. Conor McGregor (20-3) Palpite => Alvarez vence.


11 de nov de 2016

Testament - The Brotherhood Of The Snake



Nota: 9,00

O Testament é uma instituição do Thrash Metal, os veteranos do estilo demoraram quatro  anos para soltar o sucessor de Dark Roots Of The Earth, aliás, os longos ciclos entre os álbuns é uma constante na carreira dos caras atualmente, e vem se mostrando uma atitude certa, pois acabam entregando grandes trabalhos para os fãs, sem produzirem no modo automático

É inegável que um time que conta com Chuck Billy, Eric Peterson, Alex Skolnick, Gene Hoglan e Steve DiGiogio tem tudo para matar a pau, e aqui os objetivos foram atingidos, The Brotherhood Of The Snake é um grande disco, potente, furioso e magistralmente executado, evidenciando o excelente momento vivido pela banda.

A explosão de fúria movida pelo peso cavalar da bateria de Hoglan na faixa titulo, The Brotherhood of The Snake, já mostra que eles não vieram para brincar, Eric Peterson dispara um riff poderoso em The Pale King, na qual estão presentes as linhas vocais da fase clássica de Chuck Billy no refrão, uma boa demonstração do alto grau de inspiração das composições.


Stronghold descamba num Thrashão clássico recheado de peso e backing vocals guturais, destaque para a cozinha formada por DiGiorgio, que dá um show no baixo e Hoglan que demole sua bateria, Alex Skonlick nos brinda com um solo magistral, mostrando sua classe e talento, Seven Seals evoca grooves pesadíssimos e gruda logo na primeira, cadenciada e bem sacada, um dos pontos altos do play.

Seguindo uma linha mais cadenciada e calcada em grandes vocais de Billy, Born In a Rut lembra o estilo imortalizado pelo Pantera, cadência peso, alternância de momentos tensos e pesados e guitarras distorcidas e furiosas, Centuries Of Suffering podia estar em The Gathering devido a sua pegada brutal, a versatilidade das composições de Eric Peterson dão uma excelente dinâmica aos discos da banda.

A frenética Black Jack, é descontraída e tem um belo solo de Peterson, Neptune's Spear tem o DNA do Testament em seus arranjos, Alex Skonick deixa sua assinatura em um belíssimo e harmonioso solo, um monstro das seis cordas, uma das melhores músicas aqui.

Fechando o disco temos a polêmica Canna-Business e a imponente The Number Game fecham mais um grande sucesso do Testament, The Brotherhood Of Snake dá continuidade ao que os caras vem fazendo desde nos últimos tempos ou seja, Thrash dinâmico, pesadíssimo em sua essência mas com momentos mais melodiosos e leves. 

A atual formação reúne o que o Testament tem de melhor, ou seja, classe e energia. Disco Obrigatório!

Brotherhood of The Snake (2016)



A Banda


Chuck Billy (Vocal)
Eric Peterson (Guitarra)
Alex Skolnick (Guitarra)
Steve DiGiorgio (Baixo)
Gene Hoglan (Bateria)