21 de dez de 2016

Os melhores albuns de rock/metal de 2016



Mais um ano se passou na velocidade do som, talvez um dos anos mais longos da história recente da humanidade, 2016 foi cheio de reviravoltas, surpresas, reafirmação de valores que andavam meio esquecidos na já caquética ditadura do politicamente correto, enfim um ano difícil, desgastante mas  memorável.

Confesso, não tão memorável para esse humilde blog, tivemos pouco tempo para atualiza-lo como merece, sabe como é a vida adulta cobra dedicação e tempo, mas ao menos mantivemos a chama viva, e ainda neste mês de Dezembro vislumbramos mais atualizações, prometo um 2017 melhor!

No campo musical não posso reclamar de 2016, acredito que o Andreh também não, diversos lançamentos, muitos discos interessantes, das mais diversas gerações e nacionalidades, um dos gigantes que andou meio dorminhoco, me refiro ao Metallica, deu as caras e uma bela sacudida no cenário, a boa fase do rock e metal progressivo se fez presente com os ingleses do Hakken e por ai vai, além de algumas doloridas decepções, faz parte. 

O bom disso tudo é que escolher dez discos e alguns outros destaques foi uma árdua missão, bom  sinal que se produziu música de qualidade!



O Alter Bridge é um grande nome, em seus cinco discos demonstram uma determinação invejável, proposta sonora interessante e uma boa dose de livre arbítrio para transitar entre várias vertentes. The Last Hero é cativante, cheio de boas idéias e uma perfomance irretocável, poderia ser mais curto? Sim, mas isso não tira o poder do disco. Destaques: Show Me A Leader, My Champion, The Last Hero


O bluesman Joe Bonamassa é o maior nome de uma nova geração de guitarristas, um vocalista habilidoso e um instrumentista espetacular, o novo disco de Joe é certeiro, um trabalho autoral que reforça sua veia de compositor completo. Obrigatório! Destaques: Drive, No Good Place For The Lonely, How Deep Thsi River Run





Mais uma vez o Brasil veio bem representado, A Near Life Experience é o terceiro e melhor disco do Woslom, canções fortes, arranjos bem elaborados, maturidade e bastante potência, os caras podem se tornar expoentes mundiais do gênero. Destaques: Underworld Of Agression, A Near Life Experience e Brokenbones

07-  Hangar - Stronger Than Never



Uma das surpresas do ano, o Hangar retornou com material após um breve hiato devido a agenda movimentada de Aquiles Priester, e a espera valeu a pena, praticando um misto entre Power Metal, Progressivo e toques bem pesados de groove, vale conferir a abordagem moderna a uma formula que dá sinais claros de desgaste. Destaques: Reality is a Prision, The Silence Of Inocente e Hangar Of Hannibal

06-  Scorpion Child - Acid Roulette




Vindo de Austin no Texas o Scorpion Child lançou seu segundo disco recheado de boas músicas, o estilo setentista se mescla a toques de NWOBHM gerando uma combinação agradável, ótimas músicas, muito bem executadas, bom gosto a toda prova. Destaques: My Woman In Black, Twilight Coven e Moon Tension


05 -  Megadeth - Dystopia



Dave Mustaine, David Ellefson, Kiko Loureiro e Chris Adler, precisa dizer mais? Dystopia é um disco colossal do Megadeth! Destaques: The Treat Is Real, Dystopia e Call To Arms



Magma é um disco poderoso, Heavy Metal de vanguarda praticado pelos franceses, um encontro de influências fantástico, groove, peso, passagens progressivas envoltos de uma densidade sonora abissal, quem disse que a música pesada não produz mais grandes bandas? Destaques: Silvera, Magma e Pray

03- Haken - Affinity




Formado da Inglaterra, berço do Rock Progressivo o Haken é uma das maiores revelações da cena progressiva, constroem harmonias complexas, alternado leveza e acordes refinados com passagens mais pesadas e distorcidas. Um dos melhores discos do gênero dos últimos anos. Destaques: Initiate, The Architet e The Endless Knot

02 - Testament - The Brotherhood Of The Snake




Alguém ainda dúvida da capacidade do Testament em produzir grandes discos? Os quatro anos de espera valeram a pena, e mostrou quão forte é o som do quinteto, técnica, peso, velocidade em prol da música. Mais um clássico! Destaques: The Brotherhood Of The Snake, Centuries Of Suffering e Neptune's Spear 





Sem maiores delongas, o Metallica é a maior (vejam bem MAIOR não MELHOR) banda de Heavy Metal do planeta, demorou oito anos para o sucessor do ótimo Death Magnetic, e quando o fez, bem, simplesmente não deixou pedra sobre pedra! Destaques: Hardwired, Now That You 're Dead e Spit Out The Bone

Quase Entraram 

Last In Line - Heavy Crown 

A Homenagem ao saudoso Ronnie James Dio é digna de aplausos, foi o disco que quase entrou no top 10, Heavy Crown é espetacular grandes músicos fazendo música de primeria com um tom saudosita bom de ouvir, que venha o segundo trabalho.

Metal Church - IX

O retorno de Mike Howe fez bem aos veteranos de Seattle, um grande disco de uma banda cult do gênero.


Rival Sons - Hollow Bones

Rival Sons  é o grande nome do Rock da nova geração, sempre com grandes lançamentos dentro de uma proposta interessante, Rock esperto com um ar setentista indefectível.


Decepções 

Dream Theater -  Astoshining

Sou um grande fã do Dream Theather, a banda que já produziiu trabalhos espetaculares em sua longa carreira e vem conseguindo se manter relevante após tantos anos, pois bem a nova empreitada não me cativou, a história é fraca, e falta grandes músicas, valeu a ousadia, apenas isso...

Volbeat - Seal The Deal & Let's Boogie

O Volbeat é uma das melhores bandas da nova safra, som arrojado, melodias cativantes e muita criatividade, entretanto o último disco dos caras é bem aquém das expectativas, mal acabado sem pegada, fica para a próxima.

Que venha 2017!

19 de dez de 2016

Black Sabbath, do pior ao melhor




Em 2016 se encerrou o ciclo da banda que em linhas gerais definiu o Heavy Metal, quando Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward estrearam em 1970 mudaram de uma vez por todas a história da música. 

Para celebrar o fim dessa gloriosa e polêmica carreira, decidi por um post mais polêmico, ordenar os discos da banda, do pior ao melhor na opinião desse que vos fala, sim caro leitor, uma pequena jornada pela historia da banda vai começar.


#20 - Forbidden (1996)




Um exemplo de uma boa idéia, mas mal executada, Forbidden dá continuidade a fase Tony Martin, com Cozzy Powell na bateria e Neil Murray no baixo, formação base de Headless Cross e TYR. A proposta é interessante, o disco é soturno e tem seus momentos, mas no geral escorregou em composições pouco inspiradas e produção meia boca, não é tão ruim quanto dizem, mas é de fato o mais fraco do Sabbath.

#19-  Seventh Star (1986)




Seventh Star é um grande disco, mas não para o Sabbath, originalmente era um projeto solo de Iommi que por pressões contratuais foi lançado como a lendária banda, Glenn Hughes faz um excelente trabalho vocal, e Eric Singer comanda muito bem as baquetas, uma pena que não saiu como projeto solo, prejudicando o desempenho comercial.

#18-  Technical Ecstasy (1976)



O declínio da formação clássica se inicia, todo o poder inventivo de Sabbath Bloody Sabbath ou o retorno as origens de Sabotage se foi, temos uma banda perdida tentando se adequar a uma cena musical estranha à suas origens.

#17- Never Say Die! (1978)




A tentativa de reagrupar e se entender com Ozzy surtiu algum efeito, como na ótima Junior's Eye (música que já estava escrita antes do disco) mas longe de mostrar o melhor dos caras. O resultado foi mediano, aqui termina a primeira fase do grupo

# 16 - TYR (1990)




TYR é um pouco deslocado da essência do Black Sabbath, desde algumas letras com mitologia nórdica/pagã arranjos grandiosos de teclados e um clima levemente voltado a AOR, mas quando Anna Mundi toca, sentimos a aura de Iommi. Um ótimo disco para qualquer banda, um disco mediano do Sabbath.

#15 - Born Again (1983)




O disco que conta com Ian Gillan nos vocais é macabro, sombrio e recheado de peso, mas a produção conseguiu atrapalhar bastante, mesmo sendo puramente Black Sabbath faltou qualidade, tem horas que a guitarra some em meio a ruídos da caixa de bateria... uma pena, poderia ser bem melhor.

#14- The Eternal Idol (1987)




Aqui tratamos de fato de um trabalho subestimado, The Eternal Idol foi concebido também como um disco solo de Iommi, mas no meio do projeto teve o status alterado, Ray Gillen assumiu as vozes ainda em 1986, gravou as demos, e saiu por pressões do manager, então Tony Martin terminou o trabalho. Um bom disco com grandes canções.

#13 - Cross Porpouses (1994)




Podemos dizer que o Sabbath estava soando realmente como Sabbath por aqui, arranjos soturnos, Geezer e Iommi reataram a parceria dois anos antes e era para sair sob o nome de Iommi/Bulter, entretanto os planos mudaram, e a sonoridade casa perfeitamente com o nome. Registro sólido, digno do nome.

#12 -  The Devil You Know (2009)




E daí que o disco saiu como Heaven And Hell? É Black Sabbath, e com todas as letras, Dio retorna para seu último registro, Vinnie Appice assume as baquetas, Iommi e Geezer continuam em suas posições. Trata-se de um conjunto alinhado, macabro como de costume, mostrou ao mundo que Dio sempre foi o cara certo para o posto quando Ozzy saiu. 

#11 - 13 (2013)




O último full leght dos caras foi digno de sua carreira, com Ozzy, Iommi e Bulter (Ward ficou fora, infelizmente) o quarteto Inglês retornou as raízes com a orientação de Rick Rubin, 13 é forte, inspirado em seus quatro primeiros discos, tem seus grandes momentos e soa forte e vigoroso

#10 - Headless Cross (1989)




Tony Martin tem seu clássico absoluto dentro da carreira do Sabbath, e ele se chama Headless Cross, o disco foi um sucesso na Europa, e o trio Martin/Iommi/Powell mostravam que poderiam entregar bons resultados, o vocalista teve uma grande perfomance. Top 10 com louvor.


#09- Vol 4 (1972)





Os três primeiros discos da formação original são clássicos absolutos, Vol4 é um grande registro mas os efeitos da cocaína consumidas a doses sobre-humanas influenciou demais, Snowblind é a prova disso, com as viagens em drogas o Sabbath manteve sua qualidade alta e inventividade, mas desenhou o futuro que selaria a primeira encarnação do grupo.


#08 - Dehumanizer (1992)




Ronnie James Dio retorna ao Sabbath dez anos depois, em uma troca mútua, o bom momento de sua carreira solo passaria após Dream Evil de 87, e a formação que entregou Headless Cross não conseguiu o mesmo resultado em TYR, Iommi, recruta Geezer, e Appice. Dehumanizer é o disco mais sombrio da carreira, um grande sucesso aclamado mundialmente.

#07 - The Mob Rules (1981)




O sucesso de Dio a frente do Black Sabbath impulsionou as vendas e a repercussão em cima do nome da banda, soando revigorado e forte deu margem para a continuidade de Heaven And Hell, mesmo não tendo o mesmo impacto do predecessor, The Mob Rules tem um caminhão de clássicos definitivos.

#06 - Sabbath Bloody Sabbath (1973)




A magia da formação original continuava forte, os experimentos com teclados e arranjos mais elaborados deram origem a um dos mais ousados discos da música pesada, Sabbath Bloody Sabbath é a prova cabal da química de quatro grades personalidades, arrojo, criatividade e talento em prol da música.

#05 - Sabotage (1975)




Mergulhados em polêmicas em meio ao caos administrativo, o Black Sabbath vivia "falido" apesar do alto faturamento, e Sabotage faz alusão à péssima gestão em seu título, musicalmente Sabotage remonta a sonoridade do começo de carreira, mas com uma dose extra de peso e grandiosidade, dizer o que de Symphony Of The Universe e Megalomania?

#4 - Master Of Reality (1971)




Mais um clássico em sequencia, a melhor fase do Sabbath é concretizada nesse grande momento, definiram um estilo, e mostraram para o mundo que o Rock tinha muito a dizer, a sonoridade Sabbath ganhou corpo e sua identidade foi imortalizada.


#3 - Heaven And Hell (1980)




No fim dos anos 1970 o Black Sabbath estava sendo atropelado pelas novas bandas, Ozzy estava fora e compondo novo material com um jovem brilhante guitarrista, Iommi e Butler recrutram Dio que havia saído do Rainbow, assim ganharam o mundo. Escreveram um clássico abaoluto, Ronnie James Dio era tudo que a banda precisava.

#2 - Black Sabbath (1970)




O Debut mudou a história do Rock. Dizer mais o que de um disco gravado com alguns trocados por quatro ingleses malucos? Os perfeitos anti-heróis de várias gerações.

#1- Paranoid (1970)




O segundo disco da carreira é uma das obras definitvas da música, mandando a mensagem de paz e amor as favas, Ozzy, Iommi, Bulter e Ward sintetizaram tudo o que ocorria no mundo  cantando sobre ameaças nucleares, guerras e destruição. Eram os caras estranhos fazendo sucesso mundial.

Concordam? Discordam? Opinem a vontade!

9 de dez de 2016

Palpites UFC 206 - Holloway x Pettis





O Canadá recebe mais uma edição do UFC e coloca frente a frente dois nomes em situações distintas, Max Holloway é um nome ascendente que quer disputar o cinturão dos penas, enquanto Anthony Pettis vem de resultados ruins, vencendo sua estréia nos penas, mas ainda despertando desconfiança.

O combate promete ser movimentado, e foi promovido a luta principal depois da lesão do campeão Daniel Cormier, que enfrentaria Anthony Johnson pelo titulo dos meio pesados, mesmo com essa baixa no card, o evento é recheado de boas lutas e promete esquentar a fria noite Canadense.

Vamos aos palpites do card principal

Jordan Mein (26-10) vs. Emil Meek (8-2-1) => Palpite: Mein vence.

Tim Kennedy (18-5) vs. Kelvin Gastelum (12-2) => Palpite: Gastelum vence.

Cub Swanson (23-7) vs. Doo Ho Choi (15-1) => Palpite: Swanson vence.

Donald Cerrone (31-7, 1 NC) vs. Matt Brown (20-15) => Palpite: Cerrone vence.
Max Holloway (16-3) vs. Anthony Pettis (19-5)** => Palpite: Holloway vence.



7 de dez de 2016

In Flames - Battles




Nota; 7,5

Os suecos do In Flames possuem uma carreira vitoriosa em meio a diversas mudanças ao longo de mais duas décadas de serviços prestados a música pesada, muita coisa mudou desde sua estréia, tendo em Reroute To Remain sua maior mudança de paradigma, o qual  perdura até hoje, sai de cena o Death Metal com toques melódicos das bandas de Gotemburgo, para embarcar numa jornada nos mais diversos estilos dentro do rock.

Batltles é a continuação do que eles vem fazendo nessa década, misturando Industrial, Alternativo, Heavy Metal clássico e umas pitadas mais extremas, sem ser brilhante, porém cativante e competente, o vocalista  Andres Fridén e o baterista Bjorn Gellote juntamente com o baixista Peter Iwers (que gravou o disco mas saiu da banda mês passado) são os membros mais antigos que participaram de quase  todas as fases mais conhecidas do conjunto, ou seja, as mudanças fazem parte do histórico dos caras.

Em termos musicais o In Flames continua afiado, mesmo sem grandes surpresas, faixas como The End e In My Room são retratos fiéis do In Flames, que investe pesado em grooves, e boas melodias nas guitarras, e tem em Fridén um ponto de apoio forte, seus vocais casam perfeitamente com o estilo praticado.

O equilibrio de momentos melodiosos e progressivos com toques mais pesados e recheados de grooves ditam o ritmo do disco, como em Before I Fall imersa em grandes melodias das guitarras, enquanto Through My Eyes reativa o antigo In Flames com um pé no acelerador, frisando o grande trabalho de Bjorn Gellote e Niclas Engelin nas seis cordas.

Apostando pesado em investidas progressivas, a faixa título Battles se destaca, um grande acerto, principalmente no que tange a dinâmica sonora, guitarras e baixo criando camadas e os vocais se sobrepondo entre melodias e gritos desesperados, sem dúvida a melhor faixa do play.

Com solidez e competência, os suecos ainda soltam alguns bons momentos como a surpreendente Underneath My Skin e seu solo esperto e Wallflower que mistura Gothic Rock, Metal Progressivo e altas doses de efeitos e carga dramática no refrão, para fechar, Us Against The World encerra o trabalho com ecos do antigo In Flames com uma batida up tempo cativante.

Se não estamos diante de uma obra prima do In Flames (e de fato não estamos) Battles é um disco divertido, recheado de boas canções, carece sim de um ou outro momento mais inspirado, mas sem deixar de ser arrojado e cativante.

Battles (2016)




A Banda

 Andres Fridén (Vocal)
 Bjorn Gelotte (Guitarra)
 Niclas Engelin (Guitarra)
 Peter Iwers (Baixo)
 Joe Rickard (Bateria e Programação)

2 de dez de 2016

Avenged Sevenfold - The Stage




Nota: 7,5

A minha relação com o som feito pelo Avenged Sevenfold pode ser resumida em uma frase: "Eu nutro um pouco mais de respeito do que admiração pelo trabalho do quinteto californiano." Sem dúvida estamos diante da maior banda surgida na música pesada desde o Slipknot, maior, no sentido de repercussão, atingem altas vendagens, exploram muito bem sua marca e possuem turnês altamente  concorridas, queiram ou não estamos diante de uma banda importante.

Mais de uma década depois muitas coisas mudaram no fronte, inclusive a perda de um dos principais membros, o baterista The Rev (uma espécie de Cliff Burton, para a garotada dos dias de hoje) um músico competente, importante na estrutura sonora e um líder silencioso, desde então a maturidade veio com as mudanças, e é impossível não perceber que a banda de fato evoluiu.

Em The Stage notamos um salto qualitativo grande, evolução essa que vem ocorrendo há alguns anos, principalmente pelo fato de  abandonarem boa parte dos clichês do Metalcore e gradativamente melhorarem suas músicas uma vez que sempre foram excelentes músicos  Entretanto a questão dos vocais de M Shadows continua evidente, é a cara da banda, mas tem horas que lhe falta consistência, longe de ser ruim.

A dobradinha The Stage e Paradigm evidenciam o que o disco tem de melhor, ou seja, músicos competentes, grandes arranjos, fim da gritaria non sense, tendo nas guitarras um trunfo, sem dúvidas um ótimo começo, destaque para as guitarras afiadíssimas de Zack Vengeance e Synyster Gates 

Quando Sunny Disposition das as caras,nos remete a numa espécie de revival de Bat Country e sua pegada para cima, eclética, com um par de metais, na qual o baterista Brooks Wackerman  aparece mandando muito bem. Gostem ou não, eles sabem levantar a poeira quando pisam no acelerador.

A supracitada  evolução em termos de composições é nítida e demonstra que música representa muito o momento de quem está compondo, God Damn sintetiza bem isso, uma das melhores e mais maduras músicas do disco, com M Shadows mandando muito bem, e um belo trabalho da cozinha da banda, ao contrário de Creating God que padece de força com um refrão chatinho.

Angels, é uma ótima balada munida de um grande arranjo (como toca Synyster Gates!), ainda temos bons momentos com a pesada e progressiva Simulation cheia de nuances e variações, porém o novo trabalho perde um pouco a intensidade na trinca Higher, Roman Sky e Fermi Paradox, ai faltou um produtor para trabalhar melhor boas músicas que poderiam ser espetaculares.

Para fechar a longa Exist explora a veia progressiva e a qualidade do quinteto ao longo de seus quinze minutos, tendo uma longa passagem instrumental atmosférica, é o Avenged Sevenfold ousando e saindo de sua zona de conforto.

The Stage é de fato um bom disco e vai garantir um bom momento de diversão, mesmo não sendo brilhante.

The Stage (2016)



A Banda

M Shadows (Vocal)
Synyster Gates (Guitarra Rítimica e Solo)
Zack Vengeance (Guitarra Rítimica)
Johnny Chirst (Baixo)

Brooks Wackerman (Bateria)