29 de abr de 2014

The Pretty Reckless - Going To Hell






Nota: 7,00

O rock precisa se comunicar com as novas gerações e cativar as antigas, além de novos nomes para se manter vivo. Ouvindo bandas novatas como o The Pretty Reckless fico satisfeito em saber que o estilo tem futuro e vai continuar incomodando muita gente (ainda bem).

A banda foi formada em 2008 e Going To Hell é seu segundo álbum completo, a vocalista Taylor Momsen, que também é atriz e modelo,  é o grande destaque, tanto por sua beleza e estilo rebelde, quanto por sua boa voz e excelente capacidade de interpretação, a banda que acompanha a loura é de primeira e faz jus ao destaque que vem recebendo nos últimos anos.

O The Pretty Reckless é um caldeirão interessante de influências, combinando Hard Rock, Heavy Metal, Rock alternativo e Folk  podemos notar a forte influência de grandes nomes como Black Sabbath, Guns'n Roses, Skid Row, Soundgarden até toques de Garbage. A pergunta que paira no ar é a seguinte: essa mistura funciona? Eu respondo, sim, e muito bem.

A abertura com a sacana Follow Me Down é o primeiro acerto de Going To Hell, com um grande riff Sabbathico e um baixo poderoso chama a atenção do ouvinte, música barulhenta e forte. A faixa título, Going To Hell, acelera o ritmo num Heavy Metal pulsante, as guitarras de Momsen e Ben Phillips mostram sua força, o refrão gruda e cativa.

Caminhando para o rock de arena Heaven Knows com um pé no som de Joan Jett, House On a Hill é uma boa balada, com bons arranjos e bons vocais, o interlúdio Dear Sister baixa demais a rotação e tira um pouco e deixa a intensidade do álbum.

Absolution é um dos pontos altos do disco, liderada pelo groove marcante da cozinha formada pelo baixista Mark Damon e o batera Jamie Perkins flertando com o rock alternativo e pitadas de Blondie, Blame Me traz diversidade e mostra a versatilidade das composições interessante.

Burn é mais um interlúdio com voz e violão que serve para mostrar a boa capacidade vocal de Taylor Momsem, Why'd You Bring a Shotgun to The Party, vem mais pesada e intrincada, uma boa música, Fucked Up The World tem uma inegável influência de Garbage, tanto nas linhas vocais quanto no instrumental recheado de experimentos na percussão e um bom riff de guitarra.

A latente influência Folk de Wainting For a Friend com violão, voz e gaita fecha bem o track list regular, mantendo a proposta eclética e bem elaborada

Bons músicos, canções fortes, e uma boa produção garantem um resultado interessante e surte efeito em uma popularidade crescente. Não espere revolução no rock, muito menos algo genial, mas sim um registro muito sólido e convincente, o The Pretty Reckless tem um futuro promissor




Going To Hell



Going To Hell (2014)


  1. Follow Me Down
  2. Going To Hell
  3. Heaven Knows
  4. House On a Hill
  5. Sweet Things
  6. Dear Sister
  7. Absolution
  8. Blame Me
  9. Burn
  10. Wy'd You Bring a Shotgun To The Party
  11. Fucked Up The World
  12. Waiting For A Friend
  13. Only You (Bonus Track)
A Banda

Taylor Momsen (Vocal, Guitarra e Gaita)
Ben Phillips (Guitarra e Backing Vocal)
Mark Damon (Baixo)
Jamie Perkins (Bateria e Percurssão)

28 de abr de 2014

UFC 172 - A Supremacia de Jon Jones

Jon Jones confirmou seu favoritismo batendo o brasileiro Glover Teixeira em cinco rounds de um bom combate, mesmo abusando do uso das mãos abertas para manter a distância, Jones comprovou ser o melhor lutador da história recente dos meio pesados e tem tudo para se tornar uma lenda do esporte.

Mesmo com a desvantagem de envergadura, Glover foi para cima e acertou bons golpes em Jones, que absorveu bem, principalmente potentes uppers, chegando a balançar no segundo round, mas mesmo com esse susto, Jones impôs seu jogo e venceu bem. 50 x 45 para o campeão

Agora com mais uma vitória, Jones está perto de limpar a divisão, Alexander Gustaffson vai ter sua sonhada revanche, e Daniel Cormier encara Dan Henderson visando sua chance, caso Jones vença as lutas Dana White terá que caçar lutadores para encarar o campeão.






Anthony Johnson surpreendeu e venceu Phill Davis (um dos possíveis desafiantes de Jones) na decisão dos juízes e pode surgir como um futuro desafiante se vencer mais lutadores do top 10 da divisão.

Resultado dos palpites: 3 Acertos (Jim Miller, Luke Rockhold e Jon Jones) 2 Erros (Max Holloway e Anthony Johnson)

Placar Geral 37 acertos 16 Erros = 70,00% de Acerto

24 de abr de 2014

Palpites UFC 172 - Jones x Teixeira





Mês de Abril é o mês do UFC, mais uma edição do evento vai acontecer no dia 26, colocando em colisão o campeão dos meio pesados Jon Jones contra o desafiante brasileiro Glover Teixeira,  Baltimore será o palco da disputa.

Como sempre vamos aos palpites do card principal.


Max Holloway (8-3) vs. Andre Fili (13-1)
Luta do pelotão de baixo dos pesos penas, Holloway não vem em um bom momento na organização, Andre Fili faz sua segunda luta no UFC. Dificil opinar, conheço pouco o estilo de ambos. Palpite: Andre Fili vence


Jim Miller (23-4, 1 NC) vs. Yancy Medeiros (10-1)

Jim MIller já viveu momentos melhores no UFC, mas é um lutador aguerrido, bom em pé e no chão, e pensa em retomar um momento melhor. Medeiros vem do Strikeforce e ainda não venceu no UFC. Palpite: Jim Miller vence.

Luke Rockhold (11-2) vs. Tim Boetsch (17-6)

Luta bem favorável para Rockhold, Boestch é forte, mas tem poucos recursos para vencer o ex-campeão peso médio do Strikeforce. Rockhold vai usar seus chutes e deslocamento para confundir seu adversário e anular sua potência. Palpite: Rockhold vence.

Phil Davis (12-1, 1 NC) vs. Anthony Johnson (16-4)

Phill Davis tem tudo para ser o próximo desafiante do título dos meio pesados, mas para isso tem que bater o monstro Anthony Johnson que retorna ao UFC após 2 anos fora. Luta que pende para Davis que usando seu bom jogo de wrestling e Jiu Jitsu pode cansar Johnson, que por sua vez pode nocautear com seus golpes potentes. Palpite: Phill Davis vence.

Jon Jones (19-1) vs. Glover Teixeira (22-2)

Para superar Jon Jones, Glover terá que usar seus potentes golpes, o campeão tem no boxe sua maior fraqueza, entretanto vem melhorando muito em todos os aspectos e mostrou muito coração quando enfrentou momentos difíceis. Não aposto contra Jon Jones, mesmo torcendo para Glover vencer. Palpite: Jon Jones vence.

22 de abr de 2014

UFC ON FOX 11 - Werdum esmaga Browne



No último sábado Fabricio Werdum assegurou sua chance de disputar o cinturão dos pesos pesados contra Cain Velasquez após atropelar Travis Browne, que também estava na fila para tentar superar o campeão.

Werdum dominou Browne em todos os aspectos da luta, em pé, no clinch e no chão, mesmo tomando um susto no primeiro round, soube superar a adversidade e dominar o havaiano sem passar sustos, trocando quando necessário, derrubando e dominando com seu Jiu Jitsu justo.

A verdade é que Travis Browne foi um saco de pancadas durante cinco rounds, com a vitória na decisão dos juízes, Werdum mostrou grande desenvoltura lutando 25 minutos e conseguindo impor um jogo de pressão. 

Resta saber se o brasileiro vai conseguir segurar o ímpeto de Cain Velasquez, uma vez que o campeão joga pressão o tempo todo e tem mãos afiadas mas já mostrou dificuldades na luta de chão apesar do excelente Wrestling.




Dominando na trocação

Mantendo a luta no chão



Palpites postado no Facebook 

Palpites UFC ON FOX 11

Vencedores

Yoel Romero
Edson Barbosa
Miesha Tate
Fabrício Werdum

Resultado dos palpites: 3 Acertos (Romero, Miesha Tate, Fabricio Werdum) 1 Erro (Donald Cerrone)


Placar Geral 34 acertos 14 Erros = 70,8% de Acerto


17 de abr de 2014

Resultados UFC Fight Night 39 e TUF Nation Finale




Os fãs de MMA não podem reclamar do mês de Abril, uma vez que o UFC recheou o calendário com e colocou um evento por semana, criando uma maratona de boas lutas e de constatações importantes.

A derrota de Minotauro para Roy Nelson por nocaute em Abu Dhabi mostra o fim do ciclo deste gigante brasileiro que venceu batalhas épicas mas vê sua jornada chegar ao fim. Roy Nelson respira aliviado e ganha mais um tempo no UFC, mesmo sabendo que não será fácil chegar a uma luta pelo título, ele vem tentando, ganhando de alguns, perdendo de outros se mantém no TOP 10 dos pesados.

O UFN 29 terminou de maneira triste para Minotauro, mas acredito que com a missão cumprida em mais de 40 lutas ele pode se dedicar a outros aspectos do mundo das lutas, fora dos ringues e cages, mas ainda envolvido com as batalhas travadas lá.


 
O Golpe que levou Minotauro a nocaute

A luta entre John Howard e Ryan Laflare foi boa para quem gosta de luta em pé e no chão, movimentada valeu a pena e honrou o card principal


O TUF Nations Finale também contou com um card intermediário mas com boas lutas, Patrick Cote mostrou boa estratégia e queixo duro para superar o competente Kyle Noke na decisão.

Já no main event Michael Bisping foi amarrado por Tim Kennedy que usando bem o jogo de chão despachou o inglês e conseguiu galgar mais passos rumo ao destaque dos pesos médios. Venceu na decisão dos juízes

Tim Kennedy montando em Bisping
Resultado dos palpites UFN 29  : 3 Acertos (Nijem, Laflare, Guida) 1 Erro (Roy Nelson)
Resultado TUF Nation Finale: 4 acertos (Poirier, Kaprise, Theodorou, Cote) 1 Erro (Tim Kennedy)


Placar Geral 31 acertos 13 Erros = 70,4% de Acerto

15 de abr de 2014

Palpites The Ultimate Fighter Nation Finale - Bisping x Kennedy





O UFC não para, a próxima parada é o Canadá, que vai abrigar a final do TUF Nations (team Canada x team Australia), mais um evento com lutadores razoavelmente conhecidos mas que podem protagonizar grandes lutas. 

No evento principal Michael Bisping enfrenta Tim Kennedy pelos pesos médios, essa é a chance de Bisping lutar pelo título, uma vez que se vencer, pode conseguir sua chance devido ao equilíbrio no top 10 dos médios, com exceção de Vitor Belfort e Lyoto Machida temos 7 lutadores embolados querendo a coroa de Chris Weidman, como Bisping vende boas lutas, pode ganhar sua chance.

Como sempre vamos aos palpites do card principal, vale lembrar que o resultado de acertos e erros do evento passado será agregado ao desse evento.




Dustin Poirier (15-3) vs. Akira Corassani (12-3) => Poirer Vence

Chad Laprise (7-0) vs. Olivier Aubin-Mercier (4-0) => Kaprise vece

Sheldon Westcott (8-1) vs. Elias Theodorou (8-0) => Theodorou vence

Patrick Cote (19-8) vs. Kyle Noke (20-6-1) => Cote vence

Michael Bisping (24-5) vs. Tim Kennedy (17-4)=> Bisping vence

10 de abr de 2014

Palpites UFC Fight Night 39 - Minotauro x Nelson




O UFC vai para os Emirados Árabes Unidos com um card interessante, tendo como evento principal a luta de pesos pesados entre duas lendas do esporte Rodrigo Minotauro e Roy Nelson, mesmo sem uma constelação de astros, o evento promete lutas movimentadas.

Vamos aos palpites do card principal do evento que ocorre hoje, a 12:00.



Ramsey Nijem (9-4) vs. Beneil Dariush (7-0) => Nijem vence.


John Howard (22-8) vs. Ryan LaFlare (10-0)=> LaFlare Vence.


Clay Guida (30-14) vs. Tatsuya Kawajiri (33-7-2)=> Clay Guida Vence.


Antonio Rodrigo Nogueira (34-8-1, 1 NC) vs. Roy Nelson (20-9)=> Minotauro vence.


3 de abr de 2014

Iced Earth - Plagues Of Babylon




Nota: 7,5

O Iced Earth finalmente acertou a mão quando lançou o aclamado Dystopia em 2011, estreando com Stu Block nos vocais, o sucesso dessa nova fase levou a uma longa tour mundial de quase 3 anos.

Apesar de mais mudanças na formação, o núcleo formado por Jon Schaffer, Stu Block e Troy Steele aparece mais uma vez, e aparentemente garantem uma certa estabilidade à banda, aliás, falar em formação sólida do Iced Earth soa quase como piada.

Entretanto o trio se entendeu bem e dividiu boa parte dos créditos das composições mostrando que Jon Schaffer confia no trabalho de seus colegas e aos poucos vai abrindo mão de estar 100% a frente de tudo, e isso gerou um grande resultado.

O novo baixista Luke Appleton adicionou muito tecnicamente e  apareceu como compositor em 2 faixas logo em sua estreia, mais uma prova que o Iced Earth (ou seja Jon Schaffer) está mais disposto a ouvir novas idéias.

Musicalmente Plagues of Babylon é mais denso e obscuro que Dystopia, e retorna com o conceito de Something Wicked em metade das músicas. Se perde um pouco em intensidade,  ganha em novos contornos soturnos e arranjos complexos, de fato  não superou seu antecessor mas certamente conseguiu atingir um alto padrão de qualidade.

O disco é muito bom de ouvir apesar de não ser fácil de digerir,  contudo tem todos os elementos que consagrou a banda, passando a fase clássica, de Iced Earth ao Something Wicked This Way Comes (1991 a 1998) até a que compreende Horror Show, The Glorious Burden e as duas partes de Something Wicked (2001 a 2009). Se olharmos extensa discografia da banda, Plagues Of Babylon se coloca bem e crava sua posição entre os acertos da banda.

As guitarras maciças nas bases de Schaffer galopam com o baixo e a bateria, Steele adiciona boas melodias nos solos e Stu Block consegue entregar performances convincentes honrando o legado de Matthew Barlow.

O clima épico e sombrio da abertura na faixa título Plagues Of Babylon é um grande cartão de visitas, são mais de 7 minutos que reflete o bom momento do Iced Earth,  a longa introdução com a bateria e as guitarras abrindo espaço para um som clássico, Heavy Metal em sua essência.

Democide traz a junção Thrash e Power Metal que consagrou a turma de Jon Schaffer, vocais ferozes mas melodiosos, parede de guitarras e baixo e bumbos ditando o ritmo, Stu Block gravou duas linhas vocais sobrepostas, uma boa sacada!

The Culling traz  a mente o trabalho realizado nas duas partes de Something Wicked, uma música intrincada, com doses de peso e um refrão forte, vale destcar o bom trabalho de Luke Appleton que tira grandes linhas de baixo.

A dupla Among The Living Dead e Resistance apostam em melodias diretas mas com incursões mais complexas explodindo em bons refrães, podemos notar a maior presença da guitarra solo.

O acento épico de The End? explora muito bem os vocais de Stu Block, um grande momento da banda como um todo, é como uma visita aos tempos do clássico The Dark Saga, a influência de Iron Maiden é nítida e bem vinda, Troy Steele acerta em cheio com um grande solo.

If I Could See You mantém a tradição de fortes power ballads dos americanos, vocais bem limpos em tons médios, guitarras melodiosas e um refrão grudento, todos os fãs esperam algo do gênero nos álbuns deles, Cthulhu muda a atmosfera, começa introspectiva até explodir abrindo espaço a cavalgadas pesadas das guitarras e bateria pulsante flertando com prog metal, outro grande momento do álbum.

Caminhando para o fim do álbum, Peacemaker traz a tona a sonoridade do controverso The Glorious Burden, muito próxima das raízes do metal tradicional enfatizando as melodias das vozes e das guitarras, Stu Block é o destaque com sua interpretação indefectível.  Parasite apresenta uma quebradeira na bateria muito interessante por parte do brasileiro Raphael Saiani,  os grooves do baixo e as guitarras cheia de efeitos combinam e reascende a parede sonora tipica do Iced Earth.

A balada Spirit Of Times e o cover Highwayman fecham o álbum de forma convincente mas não brilhante, mostrando que poderiam ter colocado mais músicas aceleradas, talvez para distanciar de Dystopia eles optaram por trabalhar os arranjos de forma mais complexa e mostrar novos rumos que essa formação pode chegar.

O resultado final é certeiro, consolidando um novo núcleo criativo e mostrando um passo a diante na discografia , poucas bandas tem o privilégio de viajar por suas fases passadas e mesclar com seu presente sem soar oportunista, o Iced Earth é uma delas.



Plagues Of Babylon 




Plagues Of Babylon (2014)


  1. Plagues Of Babylon
  2. Democide
  3. The Culling
  4. Among The Living Dead
  5. Resistance
  6. The End?
  7. I I Could See You
  8. Cthulhu
  9. Peacemaker
  10. Parasite
  11. Spirit of The Times
  12. Highwayman
  13. Outro

A Banda

Jon Schaffer (Guitarras e Backing Vocals)
Stu Block (Vocais)
Troy Steele (Guitarras)
Luke Appleton (Baixo)
Raphael Saiani (Bateria, convidado)