31 de mar de 2015

Discografia Comentada: Iced Earth (1988-2014) - Parte 1

Começa agora mais uma série de posts  de discografias comentadas, o nome escolhido para a próxima nossa próxima 'saga" é o Iced Earth, banda a qual fui apresentado nos idos de 1998 e me tornei um admirador do som e da atitude incansável de seu mentor.

A banda foi formada em Tampa, Flórida que tem como líder/mentor/principal compositor/dono o guitarrista Jon Schaffer, que é o maior responsável pelo sucesso e também pelos tropeços da banda em mais de 25 anos  de uma jornada árdua e gloriosa dentro do Heavy Metal.

Com uma discografia extensa e diversas fases, começaremos agora uma viagem em cinco etapas, espero que gostem!

O Inicio

Nos primórdios de sua existência, o embrião do Iced Earth se chamava Purgatory e após as demos Burning Oasis e Horror Show, nos idos de 1986, a então jovem banda trilhava um caminho para lançar um full leght e captar um momento efervescente dentro do Heavy Metal americano.

Com os devidos ajustes, um novo nome foi escolhido (já existia outra banda chamada Purgatory) e sob a alcunha de Iced Earth lança a primeira demo Enter The Realm em 1988



A demo Enter The Realm foi relançada no Box Dark Genesis


Iced Earth (1990)





Com a estabilidade da formação desde a demo, Schaffer encontrou no guitarrista Randy Shawver um grande parceiro, que além de tocar os solos, ajudava em algumas composições contribuindo com o estilo que consagrou o Iced Earth.

No debut auto intitulado a banda chamou a atenção de uma cena em transformação, a Flórida já despontava como berço do Death Metal nos Estados Unidos e muitas bandas do estilo faziam seu nome no Underground, enquanto o Iced Earth caminhava em uma estrada diferente.

A mistura de influências de Metal Tradicional como Judas Priest e Iron Maiden com bases Thrash Metal que lembravam o Metallica eram unidas com uma produção típica das bandas de Death metal, ou seja, um som seco e cru. Esse caldeirão de influências metalicas forjaram o Iced Earth e assim começavam a chamar a atenção.

O disco é direto e empolgante, as bases metralhadas da guitarra de Jon Schaffer viraram marca registrada, bem como as harmonias de metal tradicional exploradas com precisão. 

A faixa Iced Earth é o maior ícone da carreira dos caras,sendo tocada até hoje, Written On The Walls segue a linha da faixa título, sem dar trégua aos ouvintes,  mas com o belo interlúdio acústico adiciona a dramaticidade certa, Colors foi a primeira música do EP Enter The Realm e até hoje é festejada pelos fãs com seu riff certeiro.

A épica When The Night Falls é um momento grandioso, seus oito minutos provam que a dupla Schaffer/Shawver funcionava muito bem, guitarras perfeitas e arranjos impecáveis, vale destacar o baixo incansável de Dave Abel

Apesar do excelente resultado do debut, Gene Adam não era um vocalista a altura do restante da banda, e apesar da perfomance correta, claramente destoa do restante, mas não compromete o resultado final. O barulho foi grande, com um contrato da Century Media, e músicas poderosas o Iced Earth conseguiu destaque maior em solo Europeu. 

Ouça no Spotify



  A Banda

Jon Schaffer (Guitarra e vocal)
Randy Shawver (Guitarra)
Dave Abel (Baixo)
Gene Adam (Vocal)
Mike McGill (Bateria)


Night Of Stormrider (1991)







O giro pela Europa foi proveitoso para a banda que viu no velho continente a oportunidade de se tornar grande, o cenário americano já estava em mudança, a explosão do Rock Alternativo era questão de tempo e o Heavy Metal mais uma vez transitava no Underground.

O resultado do debut foi animador  com um pouco mais de 10.000,00* dólares de orçamento o Iced Earth finalizou um dos seus maiores clássicos, Night Of The Stromrider, que ainda é o sinônimo da sonoridade do Iced Earth. 

Guitarras com palhetadas velozes, bateria e baixo incessantes e vocais agressivos com fortes doses de emoção, a produção assinada por Tom Morris é mais cristalina e a mixagem melhor acabada deu mais poder aos graves, o novo vocalista John Greely era o homem certo para o posto, com um timbre próprio e bastante versátil.

O trio Jon Schaffer, Randy Shawver e Dave Abel estava em perfeita sintonia, montando uma parede sonora impecável, a bateria veloz e precisa de Rick Secchiari dita o ritmo sem pestanejar.

Sem tempo para conversa, a faixa Angel's Holocaust abre o disco demolindo qualquer estrutura com teclados grandiosos e riffs impecáveis, mais um clássico absoluto do Iced Earth, que é emendada pela implacável Stormrider, um Thrash Metal de primeira linha na qual Schaffer assume os vocais.

Falando em clássicos, The Path I Choose não economiza em intensidade, John Greely dá um show a parte com vocais agressivos e cativantes, o refrão é muito forte e o tom épico e apocalíptico mantém o ouvinte tenso. Aumentando a quantidade de canções memoráveis, Pure Evil engrossa as fileiras das músicas aclamadas, remetendo ao Metal Church principalmente no refrão forte e nas harmonias e solos de guitarra.

Para fechar, Travel To Stygian, um tema épico com 9 minutos de muito peso, melodia e intensidade, a influência de Iron Maiden é bem nítida principalmente nas linhas de baixo de Dave Abel, o trabalho de guitarra de Randy Shawver  é digno de aplausos.

Em Night Of Stormrider o Iced Earth se lançou para o mundo do Metal e passou a ser uma das promessas do gênero.



Formação do Night Of Stormrider
*Informação tirada do encarte do box set Dark Genesis




Angels Holocaust e Stormrider ao vivo 1992




Ouça no Spotify



A Banda

Jon Schaffer (Guitarra e vocal)
Randy Shawver (Guitarra)
Dave Abel (Baixo)
John Greely (Vocal)
Rick Secchiari (Bateria)


Os problemas de relacionamento com o vocalista John Greely, que até hoje é bem quisto pelos fãs resultou em sua saída, sem um frontman mas colhendo bons frutos de um grande disco, Schaffer se viu pela primeira vez (em muitas na história da banda) tendo que substituir um integrante marcante. Até que o carismático e talentoso Mathew Barlow apareceu.

Na segunda parte da discografia cobriremos o inicio e o auge da fase que projetou o Iced Earth para o mundo.

Até lá!!

29 de mar de 2015

Europe - War Of Kings






Nota: 7,5


Os veteranos da Suécia estão de volta, o Europe engrenou novamente após um grande hiato (1991-2004) e desde Start From The Dark vem soltando álbuns bastantes consistentes graças a adaptação da sonoridade ainda melódica mas essencialmente mais madura.

War Of Kings é o décimo trabalho de estúdio dos caras e em termos sonoros está muito mais próximo do Hard Rock clássico de nomes como Rainbow e Deep Purple do que o Hard'n Heavy/AOR dos anos 80, o que já não é novidade para quem vem acompanhando os nórdicos desde o retorno.


A maior virtude do Europe sempre foi a combinação de grandes músicos gravando grandes canções sem cair no erro da auto indulgência e egos enormes, tanto que tudo é executado em prol de um grande resultado final.


Lógico que destacar os vocais sempre certeiros de Joey Tempest, as guitarras magnificas de John Norum, os teclados de Mic Michaeli que é o principal elemento dos arranjos e a cozinha super competente de John Levén no baixo e Ian Haugland na bateria é quase que uma obrigação.


Toda essa qualidade se transforma em grandes canções como na explosiva War Of Kings, a faixa título é poderosa, um grande cartão de visitas  na abertura do álbum, explorando vocalizações potentes de Tempest aliados a combinação de teclados e guitarras em harmonia.


Hole In My Pocket sobe a rotação com um Hard Rock up tempo comandado pela bateria pulsante de Ian Haugland, o refrão é bem fácil e contagiante, o solo de John Norum é de tirar o chapéu, técnico e versátil, voltando aos tempos de Start From The Dark, Second Day, é cadenciada e mais carregada no groove de baixo de Levén, que ao lado de Joey Tempest é um dos principais compositores da banda.

Após o começo bem forte podemos afirmar que a nova empreitada do Europe é mais complexa que os discos anteriores em termos de arranjos, existem mais teclados em toda a mixagem, várias bases de guitarras criando uma experiência sonora bem rica para os ouvidos, a bluseira Praise You é uma das jóias do disco, com guitarras perfeitas e Nothing To Ya adiciona peso e um riff com influências de Black Sabbath fase Dehumanizer (impossível não lembrar de I) .


Quando Califórnia 405 começa a tocar percebemos como aquela banda de hits explosivos de arena se modificou em sua essência, mesmo contando com os mesmos músicos, aqui o som tirado por Michaeli remete a Jon Lord da fase Perfect Strangers.  Days Of Rock N Roll também se aproxima do som da 'Familia Deep Purple" ao evocar a levada de muitas músicas do Rainbow, a voz peculiar de Tempest se apoia em uma sessão instrumental afiada.


Children Of The Mind remete diretamente ao disco anterior, Bag Of Bones, com a guitarra de Norum falando alto e o Baixo de Leven comandando todo o ritmo  montando uma parede sonora interessante. As harmonias orientais de Micheli em  Rainbow Bridge chamam a atenção assim como Tempest arrasa em Angels (With My Broken Hearts) uma balada blues impecável, uma das melhores faixas do disco.


Fechando War Of Kings, Light Me Up é um show aparte de Ian Haugland na bateria, viradas extravagantes e precisas com uma leve influência de The Who, vale ressaltar mais uma vez a maturidade nas composições e a força de conjunto dos suecos.

Para quem (ainda) acha que o Europe é apenas a banda de grandes hits dos anos 80 é bom ouvir os trabalhos mais recentes dos caras, especificamente no caso de War of Kings somos brindados com um time de primeira, músicos talentosos tirando grandes músicas e uma produção impecável, confiram que vale a pena!



War Of Kings






War Of Kings (2015)



A Banda

Joey Tempest (Vocal)
John Léven (Baixo)
Michael Michaeli (Teclados)
John Norum (Guitarra)
Ian Haugland (Bateria)


26 de mar de 2015

Test Time Review # 13 - Tim "Ripper"Owens no Judas Priest - Jugulator (1997 - Parte I)







Quando elaborei  o post Heavy Metal anos 90, 15 discos excelentes (e pouco lembrados) pelos fãs , fiquei com a fase Tim "Ripper"Owens no Judas Priest na cabeça, tanto que Jugulator, Live Meltdown '98, Demotlion e Live In London estão rodando no meu player com frequência nas últimas semanas. 

Inspirado pensei inicialmente em fazer um Test Time Review do disco Demolition (2001), até que o Andreh fez uma sugestão interessante, porque não cobrir a fase Tim Owens em um TTR diferente? Achei a idéia legal e resolvi revisitar esse período, dividindo em 2 partes. 


Talvez o caso de Tim "Ripper" Owens seja único, um fã chegar a substituir sua maior influência em termos vocais, Rob Halford. Carregando uma enorme responsabilidade o americano encarou o desafio e fez um grande trabalho. Começa aqui a jornada de volta aos tempos do Priest sem o Metal God.







A Banda

Tim Owens (Vocal)
Glen Tipton ( Guitarra)
K.K Downing (Guitarra)
Ian Hill (Baixo)
Scott Travis (Bateria)

O Contexto

O Judas Priest vivia um período de incertezas, após a saída de Rob Halford em 1992 no término da tour mundial de Painkiller, ele montou o Fight e lançou War Of Words em 1993 (contando com Scott Travis na bateria). Os rumores do fim da banda eram grandes, mas logo foram desmentidos, Travis ainda seguiria no posto e a dupla Glenn Tipton e KK Downing iam atrás de um novo vocalista.

Ralf Scheepers (ex-Gamma Ray e atual Primal Fear) chegou a ser cotado, mas não foi oficializado, Tim "Ripper"Owens, de Ohio,  cantava numa banda tributo ao Priest chamada British Steel e que havia gravado um disco com a banda Winter's Bane (Heart Of A Killer de 1993) foi aprovado para o posto em 1996. 

Ripper, que ganhou este apelido graças a perfomance espetacular na música The Ripper nos tempos de British Steel, tinha atributos suficientes para substituir Rob Halford, um bom alcance nas notas altas, agressividade e boas tonalidades graves. O jovem vocalista americano finalmente entrou em estúdio em 1996, para gravar Jugulator, um disco que já estava escrito antes de sua chegada. 

Cantando com seus ídolos, Owens, realizava um sonho e embarcaria em uma jornada impensável para quem assistiu a banda ao vivo pela primeira vez em 1984 e ia enfrentar o mais cruel dos julgamentos, dos fãs.

As Impressões do Passado

Jugulator foi lançado em 1997 e tinha uma missão espinhosa, superar toda a expectativa gerada pós Painkiller (1990), os sete anos que separaram os registros juntamente com a saída de Rob Halford criaram uma atmosfera pouco favorável para mudanças, mas o então reformado Judas Priest contra-atacou de maneira surpreendente.

Abraçando uma sonoridade pesadíssima, flertando com o Thrash Metal e alguns toques industriais, Glen Tipton e KK Downing buscavam elementos que transportasse o Priest para a década de 90, vale lembrar que o silêncio de 7 anos foi recheado de especulações.

Logo na abertura, Jugulator começa com sons industriais, guitarras dissonantes e dois bumbos fritando, Ripper solta sua potente voz, os timbres estão mais pesados e afinação mais baixas que Painkiller, a aproximação com o Thrash Metal é latente.

Outra diferença que notamos em relação ao passado é o volume do contra baixo de Ian Hill, bem mais forte na mixagem, carregando de grooves pesados como na aclamada Blood Stained, um dos maiores hits da fase Tim Owens.

As novas influências se espalham ao decorrer do disco, e a alternância de grandes sons com músicas medianas é um fator que incomoda, Dead Meat é dispensável, Death Row por sua vez é cativante com um refrão muito forte. Decapitate não sai do lugar comum, enquanto Burn In Hell é um dos maiores hits do Judas Priest com Owens nos vocais, uma música que estaria facilmente em Painkiller  com uma perfomance extraordinária do então novato vocalista.

Brain Dead é a faixa mais fraca do disco, um tanto arrastada, mas a trinca final é digna de aplausos, Abductors remete ao Mercyful Fate nos arranjos de voz, Bullet Train carrega bases pesadíssimas e solos de guitarras de Glen Tipton e KK Downing, e Cathedral Spires é a grande surpresa do álbum, épica e desoladora com mais de nove minutos, espetacular.

O Judas Priest soava mais pesado do que nunca, e provavelmente Jugulator será o registo mais brutal da carreira dos ingleses, essas mudanças soaram polêmicas e nem todos os fãs aprovaram, mas com certeza foi um diferencial para uma fase nova.

Como o álbum envelheceu?

Jugulator não é um disco fácil para quem vinha acompanhando a carreira deles, mas com o passar dos anos ele faz muito sentido, o Priest tinha que mostrar algo novo, mais atualizado e o fez muito bem, talvez a ausência dos duetos de guitarras tenha sido um dos pecados dos arranjos, entretanto, a cozinha de Scott Travis e Ian Hill nunca esteve tão bem.

Ripper (o foco desse TTR) foi muito bem, e ouvindo hoje, fica evidente que ele foi um substituto a altura de Rob Halford, conseguindo impor seu estilo mais agressivo se saindo muito bem nas músicas antigas.

O fato do Priest não ter lançado nada realmente espetacular depois da fase Tim Owens reforça minha opinião de que Jugulator é sim um bom trabalho, focado em soar bem pesado, diferentemente de Demolition (falarei dele na segunda parte).


*o primeiro registro ao vivo oficial do Priest desde 1987
Fatalmente Jugulator ficará esquecido uma vez que a banda em si não mais tocará nada do mesmo (pelo menos não existe qualquer previsão disso). Mas os ecos do debut de Tim Owens no Priest ainda podem ser ouvidos nas empreitadas solo do vocalista em seus inúmeros projetos e turnês mundo afora.

Para a sorte dos fãs a primeira tour com Ripper Owens foi registrada no duplo ao vivo Live Meltdown '98* que impressiona pela extrema desenvoltura do vocalista ao cantar os clássicos imortalizados na fase Rob Halford, e mostrar músicas do novo trabalho da época ( Blood Stained, Death Row, Abductors e Bullet Train).




Burn In Hell




Cathedral Spires



Electric Eye Live'98



Track List
  1. Jugulator
  2. Blood Stained
  3. Dead Meat
  4. Death Row
  5. Decapitate
  6. Burn In Hell
  7. Brain Dead
  8. Abductors 
  9. Bullet Train
  10. Cathedral Spires
Na segunda parte, teremos a analise de como Demolition,um dos discos mais polêmicos do Judas Priest, sobreviveu ao tempo e como a banda lidou com a repercussão de suas escolhas, até lá!


25 de mar de 2015

UFC FIGHT NIGHT 52- Demian Maia vence mais uma!


Demian Maia vinha cercado de desconfiança, um período de afastamento graças a uma infecção e apresentações inconstantes que colocaram seu nome em xeque dentro do UFC, quando foi anunciado que enfrentaria Ryan LaFlare, invicto em ascenção poucas pessoas esperariam um duelo como transcorreu no Sábado.

Apesar de sentir a inatividade, Demian Maia dominou LaFlare em quase todos os momentos, aplicando seu jogo eficiente de quedas e controle magnifico das posições com seu Jiu Jitsu justo, ele literalmente amassou LaFlare que em cinco rounds pouco fez, apenas no quinto round Demian perdeu  a iniciativa mas com a vitória nas mãos e bastante fadigado o brasileiro optou por administrar o resultado.

Demian Maia venceu na decisão dos juízes, e agora luta para subir no ranking dos meio médios do UFC.


Dominio Amplo



Grande raspagem


Nas outras lutas do card principal os atletas deram um show de finalizações, Godofredo Pepey, Leo Santos e Gilbert Burns finalizaram seus oponentes fazendo o maracananzinho respirar Jiu Jitsu, um card sem muitas estrelas mas com excelentes lutas e atletas proporcionando grandes duelos.


Durinho passou apertado mas finalizou


Guilhotina justa de Erick Silva em Josh Koscheck

 Resultado dos palpites 4 Acertos (Amanda Nunes, Gilbert Durinho, Leo Santos e Erick Silva) , 2 erros (Godofredo Pepey e Demian Maia)

Placar Geral: 22 Acertos, 14 Erros  - 61% de Acerto

20 de mar de 2015

Palpites UFC FIGHT NIGHT 62 - Maia x LaFlare




Após a conquista de Rafael Dos Anjos, o UFC vem ao Rio de Janeiro para mais uma edição em terras brasileiras, com algumas baixas no card o evento acabou sofrendo para encontrar nomes de peso para chamar mais atenção, porém, Demian Maia e Ryan LaFlare vão duelar para se firmarem nos meio médios, a luta é vital para Demian que precisa vencer, LaFlare tem uma posição mais confortável e vem de franco atirador.

Vamos ver como a pressão por uma boa apresentação vai mexer com o experiente brasileiro que tem em seu Jiu Jitsu excelente sua maior arma, LaFlare tem um chão bom, troca bem e uma boa base de Westriling, não esperem uma luta fácil.


Vamos aos palpites do card principal!


Godofredo Pepey (11-3) vs. Andre Fili (14-2) => Palpite: André Fili vence.

Gilbert Burns (9-0) vs. Alex Oliveira (10-1-1) 
=> Palpite: Gilbert Burns vence.

Amanda Nunes (9-4) vs. Shayna Baszler (15-9) => Palpite: Amanda Nunes vence.

Leonardo Santos (13-3-1) vs. Tony Martin (9-2) => Palpite: Leo Santos vence.

Erick Silva (17-5, 1 NC) vs. Josh Koscheck (17-9) => Palpite: Erick Silva vence.

Demian Maia (19-6) vs. Ryan LaFlare (11-0) => Palpite: Ryan LaFlare vence.



19 de mar de 2015

Heavy Metal anos 90, 15 discos excelentes (e pouco lembrados) pelos fãs


Quando se fala em Heavy Metal muitos fãs,  tendem a lembrar das décadas de 70 e 80 como eras douradas, e acabam relegando os anos 90 a alguns discos  aclamados, que logicamente são excelentes e essenciais como  Black Album, Rust In Peace, Empire, Seasons In  The Abyss, Angel's Cry, Images and Words, Cowboys From Hell, Chaos AD, Painkiller, No More Tears, The Sound Of White Noise e tantos outros.

Entretanto fora os maiores registros do período, existe muita coisa fora do "eixo clássico",  dentro de um universo menos lembrado, e até um pouco obscuro. Nesse contexto foram produzidos grandes jóias, alguns aclamados mas com reconhecimento abaixo do que merecem, outros sequer são lembrados. 

Aproveitando as boas memórias do passado, selecionei 15 registros que honraram o estilo e deixaram sua marca de 90.
 

Preparem-se a lista é bem variada!


15) Primal Fear - Jaws Of Death - 1999


O Primal Fear sempre será comparado a uma versão germânica e melódica do Judas Priest, principalmente no inicio da carreira dos alemães, Jaws Of Death não foge a regra, o segundo disco dos caras bebe direto da fonte, mas com competência e classe indiscutíveis. Metal em estado bruto

Destaques: Final Embrace, Church Of Blood, Under Your Spell









14) Symphony X - The Divine Wings Of Tragedy - 1997




Muitos fãs do Symphony X não titubeiam ao falar que esse disco é o melhor da carreira da banda e que dificilmente será superado, afirmação que eu concordo, The Divine Wings Of Tragedy é um espetáculo do Heavy Metal Progressivo com toques sinfônicos, Michael Romeo e Cia entregaram um disco espetácular, um clássico pouco lembrado.



 Destaques: Of Sins And Shadows, The Acolade e Candelight Fantasia








13)  Angra - Fireworks - 1998



Após a tour mundial do aclamado Holy Land, o Angra se viu diante de um dilema, intensificar os experimentalismos com música brasileira ou emplacar um som mais direto calcado no Heavy Metal, pois bem, foram pela segunda opção, e acertaram, apesar da critica de alguns fãs, Fireworks é um disco bem pensado, que apesar de mais tradicional não cai nos clichês do gênero. Ótima pedida

Destaques: Lisbon, Metal Icarus e Paradise







12)  Bruce Dickinson - Balls To Picasso - 1994



 Apesar do mega hit Tears Of The Dragon, o álbum Balls To Picasso, segundo disco solo de Bruce Dickinson não é muito lembrado além da épica balada. O disco é variado e caminha entre Heavy metal e Hard Rock com um alguns leves toques de sons mais alternativos. Um grande disco, mas que não desfruta do mesmo prestigio dos clássicos Accident Of Birth e Chemichal Wedding.

Destaques: Gods Of War, Laughing In The Hiding Bush e Tears Of The Dragon







11) Black Sabbath - Dehumanizer- 1992


Dehumanizer é um disco aclamado pelos fãs do Sabbath, mas nunca foi elevado ao patamar de clássicos como Masters Of Reality e Heaven And Hell, convenhamos que o retorno de Ronnie James Dio (Rip) foi triunfal, o disco é sombrio, pesado e recheado de melodias inesqueciveis, apesar de bem cotado, Dehumanizer merece mais destaque, um clássico!

Destaques: Computer God, TV Crimes, I





10 ) Sanctuary - Into The Mirror Black - 1990


O Sanctuary despontou em 1988 como uma promessa no debut Refuge Denied, que apesar dos exageros nos vocais de Warrel Dane, tinha qualidade para se firmar, no segundo trabalho, Into The Mirror Black, o quinteto amadureceu gerando um grande resultado, composições acertadas, execução precisa. Um arsenal  de temas  Heavy/Thrash Metal que fez história, uma pena a banda ter acabado em 1991 e ter retornado só em 2014 com o forte The Year Sun Died. 

Destaques: Future Tense, Long Since Dark e Communion




09) Judas Priest - Jugulator  - 1997




O Judas Priest havia chocado o mundo do Metal ao se reinventar em Painkiller em 1990, ao adicionar mais peso, distorções e velocidade ao seu som, Rob Halford abandonou o barco em 1992 e montou o Fight, o Priest recurtou Tim "Ripper"Owens nos vocais e gravou o brutal Jugulator, um disco injustiçado, mostrando uma banda mais agressiva e flertando com o Thrash Metal e Industrial. Jugulator é impiedoso e primou por atualizar a sonoridade da banda.

Destaques: Burn In Hell, Bullet Train e Cathredal Spires




08) Hammerfall - Glory To The Brave - 1997




No fim dos anos 90 ninguém achava que o Metal Tradicional iria ressurgir, até que o Hammerfall apareceu para mudar um paradigma, reciclando o som das bandas oitentistas, principalmente as mais obscuras aliando a sua inegável influência de Accept e Helloween, os suecos quebraram tudo, e foram  a banda sensação de 1997. Os frutos do debut foram tão proveitosos que até hoje a banda toca para grandes plateias na Europa.

Destaques: Dragon Lies Bleeding, Stone Cold, Glory To The Brave 

 







07) Pantera - Far Beyond Driven - 1994



O Pantera foi a grande banda de Metal dos anos 90 ao lado do Sepultura, após Cowboys From Hell e Vulgar Display Of Power os texanos se viam no topo do mundo, mas com problemas internos motivados aos abusos da vida de rockstars, mesmo assim Far Beyond Driven arrancou aplausos com sua sonoridade raivosa densa, pesada e até certo ponto melancólica, é um clássico, mas muitos fãs da banda dão mais ouvidos aos dois discos anteriores do que a esta pérola. 

Destaques: Becoming, I'm Broken, This Love





06) Forbidden - Twisted Into Form - 1990


 



Aqui temos um caso de injsutiça, o Forbidden tinha tudo para estourar, a banda praticava um Thrash Metal ultra técnico dotado de composições empolgantes e perfomances impecáveis, e após o debut Forbidden Evil teve os holofotes voltados para o segundo disco, Twisted Into Form supera o antecessor e é o melhor registro da carreira dos americanos. Pesado, dinâmico e melódico. Obrigatório.

Destaques: Infinite, Step By Step, Twisted Into Form





05) System Of A Down - System Of a Down  - 1998





Em meio ao turbilhão do New Metal, um quarteto de armênios radicados nos Estados Unidos começou a chamar a atenção dos fãs de música pesada, o em seu debut o SOAD reuniu influências de Heavy metal, Hardcore, Punk Rock, Rock Alternativo e um pouco de harmonias da música árabe. Foi o começo de uma trajetória explosiva.

Destaques: Sugar, Spiders e Soil




 


04) Fight - War Of Words - 1993


 Rob Halford largou o Priest, montou a banda Fight, junto do baterista Scott Travis (que continuou na banda), War Of Words explora uma sonoridade mais voltada ao Thrash Metal com muito groove, acordes dissonantes e uma influência sutil de Rock Alternativo. Grande disco!

Destaques: Into The Pit, Nailed To The Gun, Immortal Sin


03) Control Denied - The Fragile Art Of Existence - 1999






Quando Chuck Schuldiner (RIP) iniciou uma mudança no som de sua banda, o Death, os fãs começaram a chiar, uma vez que trilhou um caminho mais complexo com arranjos próximos ao metal progressivo em algumas passagens. Aproveitando a inspiração, Chuck montou o Control Denied com os membros do Death e chamou o vocalista Tim Aymar, o resultado foi espetacular, um épico do Prog Metal, imperdível. 

Destaques: Breaking The Broken, Expect The Unexpected, The Fragile Art Of Existence





02) Iced Earth - Something Wicked This Way Comes - 1998


O grande momento do Iced Earth, a banda vinha de um disco muito forte, The Dark Saga (para muitos, o melhor disco da banda) mas em Something Wicked a carreira dos americanos mudou de patamar, o disco é um petardo que caminha do Heavy ao Thrash sem pudor, com arranjos fabulosos de Jon Schaffer e vocalizações imponentes de Matthew Barlow. Muitos apostavam que se Schaffer mantivesse o núcleo criativo a banda seria um gigante, o novo Iron Maiden, infelizmente isso não aconteceu...

Destaques: Burning Times, Watch Over Me e Prophecy




01) Savatage - Edge Of Thorns - 1992



Vamos aos fatos, o Savatage deveria ser muito maior do que foi, a banda de Jon Oliva é um marco do Heavy Metal, inspirados no estúdio e impecáveis no palco, Edge Of Thorns é o último registro de Criss Oliva nas guitarras (Morto em um acidente automobilistico em 1993). É impossível questionar as composições certeiras e a execução magistral, a estréia do vocalista Zack Stevens não podia ser melhor. Simplesmente essencial.

Destaques: Edge Of Thorns, He Carves His Stone e Damien






E ai o que acharam da lista? Curtiram? Esqueci alguém? Ou quem deveria sair? Opinem!


17 de mar de 2015

UFC 184 - Rafael Dos Anjos dá show!



O UFC 184 consagrou Rafael dos Anjos, o brasileiro desafiante e azarão não deu chances ao campeão Anthony Pettis, conhecido por seu talento e capacidade de improvisar e liquidar seus adversários em pé e no chão, em uma luta de cinco rounds Rafael sobrou utilizando a estratégia correta na qual consistia em pressionar Pettis, combinando golpes duríssimos com o jogo de grade, sem espaço o campeão ficou acuado sem conseguir soltar seu jogo.

Nos cinco rounds da disputa, Rafael não deu chances a Pettis, vencendo todos os rounds com larga margem, um domínio similar ao de Cain Velasaquez sobre Junior Cigano, obviamente com menos contundência devido ao peso dos atletas. 

Com essa vitória avassaladora, o brasileiro se consagrou como primeiro peso leve  brasileiro campeão do UFC, uma marca e tanto, e vale lembrar que o começo de Rafael dos Anjos no UFC foi difícil, sofrendo duas derrotas, mas ao aliar o trabalho duro de Roberto Gordo e Rafael Cordeiro, junto com seu talento e dedicação, conseguiu chegar no ponto mais alto de sua carreira.




Esquerda certeira

Chute na linha de cintura

Dominio no chão
Coroado campeão


Resultado dos palpites 1 Acerto (Johnny Hendricks) , 4 erros (Henry Cejudo,  Alistair Overeem, Joanna Jedrzejczyk e Rafael Dos Anjos)

Placar Geral: 18 Acertos, 12 Erros  - 60% de Acerto

13 de mar de 2015

Palpites UFC 185 - Pettis x Dos Anjos




O Texas vai receber um grande duelo de pesos leves, Rafael dos Anjos desafia Anthony Pettis pelo título da categoria, luta muito complicada, mas que pode coroar o grande lutador brasileiro, Pettis é talentoso e imprevisível, tem o favoritismo nas mãos mas é um combate duro e não há espaço para menosprezar o adversário. 

Rafael buscará uma luta mais amarrada combinando sua trocação afiada e seu excelente jogo de chão, Pettis é bom em todos os aspectos do combate, mas tem em seus pés um diferencial, chutes poderoso, rápidos e certeiro, além de um chão competente e solto. Veremos!


Vamos aos palpites do card principal


Chris Cariaso (17-6) vs. Henry Cejudo (7-0) => Palpite:  Cariaso vence.


Roy Nelson (20-10) vs. Alistair Overeem (38-14) => Palpite: Roy Nelson vence.

Johnny Hendricks (16-3) vs. Matt Brown (19-12) => Palpite: Johnny Henrdicks vence.


Carla Esparza (10-2) vs. Joanna Jedrzejczyk (8-0)=> Palpite:Carla Esparza vence.

Anthony Pettis (18-2) vs. Rafael dos Anjos (23-7) => Palpite: Anthony Pettis vence.


6 de mar de 2015

Enforcer - From Beyond




Nota: 8,00

O Heavy Metal como qualquer outro estilo musical tem períodos de predominâncias de tendências sonoras, e atualmente a avalanche de bandas de Groove, Stoner e Sludge Metal e o tal Djent predominam em parte do globo, principalmente nos Estados Unidos, e em outras partes o Heavy Metal feito na NWOBHM renasceu, tanto no som quanto no visual, encartes e capas, e capitaneando esse movimento temos os suecos do  Enforcer, que ao lado dos canadenses do  Skull Fist são as grandes promessas do estilo para o futuro.

Nesse novo registro o Enforcer tem a dura missão de superar o empolgante e explosivo Death By Fire (2013), e apesar de diferenças sutis percebemos que From Beyond cumpre sua missão ao soar mais encorpado e equilibrado, um grande passo no amadurecimento da banda.

Não esperem aqui novidades dentro do que se fez no Heavy metal em seus 40 anos, mas sim composições feitas sob medida para quem gosta de um som melodioso, intenso, pesado e com uma avalanche de guitarras da dupla Olof Wikstrand, que também assume os vocais, e Joseph Tholl.

O disco começa com a veloz e proto Thrash Destroyer, um belo tapa na orelha que é sucedida pela ótima Undying Evil, aqui notamos a evolução nos arranjos do Enforcer, um junção de Accept da fase Metal Heart com o Metallica do Kill'em All. 

Apesar da produção com a cara dos anos 80 tudo está muito bem mixado, o baixo de Tobias Lindqvis se destaca no comando da faixa título From Beyond, que tem nas suaves mudanças de andamento sua maior virtude. A essa altura o atual trabalho já se distanciou bastante de Death By Fire, apesar da proposta similar em termos de estética, One With Fire é um tema mid-tempo que poderia estar em qualquer disco do saudoso Riot.

Below The Slumber apresenta um Enforcer mais ambicioso em seus mais de  6 minutos,  os vocais de Olof Wikstrand se aproxima de Joe Elliot do Deff Leppard, as guitarras de destacam com o final apoteótico. A melhor faixa do disco. 

Como manda a tradição, Hungry They Will Come é uma faixa instrumental aos moldes da NWOBHM, com ótimos riffs e melodias das guitarras, vale destacar o batera Jonas Wikstrand que desce o braço. Banshee evoca uma pegada acelerada, com uma ótima paradinha no refrão, já em Farewell notamos a melhora nos arranjos com uma intro acústica seguida por um ótimo solo seguida de uma pegada devastadora, eles sabem como soar empolgantes, outro momento grandioso.

Para fechar o disco, Hell Will Follow escancara a influência do Metallica dos primóridos, inclusive nos vocais gritados de Olof Wikstrand e nas batidas secas de Jonas Wikistrand, os harmônicos no baixo foram muito bem colocados, Mask Of Red Death encerra o trabalho de forma cadenciada e recheada de guitarras, lembrando em alguns momentos o Mercyful Fate do inicio da carreira.

O Enforcer segue sua proposta de maneira firme e convicta, se por um lado ainda exagera em soar extremamente oitentista, por outro lado conseguiu resgatar melodias que empolgam, linhas vocais marcantes e guitarras em profusão. 


São músicos competentes que sabem exatamente onde querem chegar, o Enforcer demonstrou um salto tremendo em From Beyond e pode conquistar ainda mais, a evolução é visível e constante.



 Destroyer




From Beyond (2015)



 
A Banda

Olof Wikstrand (Vocal e Guitarras)
Jonas Wikistrand (Bateria)

Joseph Tholl (Guitarra)
Tobias Lindqvis (Baixo)