30 de abr de 2012

TUF Brasil - Uma caricatura Global

A imagem do TUF Brasil!
Quando anunciaram a primeira edição do The Ultimate Fighter realizada em solo brasileiro, com técnicos e lutadores locais, criou-se uma grande expectativa de quão interessante seria ver nossos atletas neste formato, que alavancou o MMA nos Estados Unidos em 2006.

A entrada da Rede Globo na jogada, bem como as transmissões de eventos ao vivo criaram uma atmosfera propicia para o crescimento do MMA por essas terras, bem como uma plataforma que poderia levar o TUF Brasil a patamares jamais visto em um esporte que não fosse o futebol por aqui.

Porém, caminhamos para o meio da temporada, e a cada programa fico mais decepcionado com o péssimo direcionamento que a Globo deu ao show.  Vitor Belfort e Wanderlei Silva são meros garotos propaganda   de produtos, os atletas da casa são direcionados a fazer merchandising, a cada vitória  somos bombardeados pela propaganda dos patrocinadores, que contou  até  com um ridículo banho de Açaí....

No fim das contas, não é mostrado o treinamento, a briga diária de cada um para ganhar o contrato gordo que o UFC oferece ao vencedor, sequer mostram a preparação dos atletas que vão lutar... basicamente o TUF Brasil se resume a propagandas de Shampoo, isotônicos, combate a dengue, automóveis... e uma luta no final do programa....

Quem assiste as edições americanas do TUF nota a  diferença gritante de profissionalismo, comprometimento e respeito da ZUFFA para com treinadores, técnicos, lutadores e principalmente o telespectador, que é o motivo maior disso existir.

É vergonhoso o que a Globo fez com o TUF,  simples assim, poderia ser um marco na história do MMA, virou piada, com anúncios e ações de merchan.

A Globo nocauteou o TUF....infelizmente

29 de abr de 2012

AB 3.5 - Alter Bridge em sua melhor forma!



O Alter Bridge é uma das melhores bandas do cenário atual do Rock, formado em 2004,  os 3/4 do Creed, Mark Tremonti (G), Scott Phillips (D), Brian Marshall (B) se juntaram à de Myles Kennedy nos vocais e guitarra e iniciaram uma trajetória de sucesso.

AB 3.5 é uma edição especial lançada em 2011 do terceiro álbum da banda, AB III de 2010, neste relançamento, foram inclusos 3 faixas bonus das sessões de gravação do álbum. Em seu terceiro registro o Alter Bridge se firmou definitivamente, mesmo considerando One Day Remains (2004) e Blackbird (2007) excelentes, é vísivel como o quarteto evoluiu e adquiriu uma sonoridade bem peculiar.

Vale ressaltar a qualidade dos músicos, excepcionais em seus postos, porém tudo funciona muito bem em conjunto, composições fortes, boas letras, e uma produção impecável. A banda transita muito bem entre elementos como peso, complexidade e ousadia, bem como consegue temas fáceis, cativantes.

Musicalmente o Alter Bridge  tem como alma os vocais inigualáveis, excelentes, de Myles, junto com boas bases de guitarras e bons solos em algumas canções. Mark Tremonti, é um monstro nas guitarras, riffs excelentes, harmonias, e claro, excelentes solos.... ele ficava bem escondido na fase áurea do Creed. Phillips e Marshall levam bem a banda, na ponta dos dedos, e ditam o ritmo, tocam de tudo, desde temas suaves até músicas que beiram arranjos progressivos e Heavy Metal, dois grandes músicos.

Afinal como podemos classificar o álbum? Para quem gosta de rótulos, é bem complicado, eu costumo falar que é simplesmente Hard Rock, mesmo que encontramos, influências do que chamam de Post Grunge, além das latentes incursões de Metal e Progressivo.

Destaques? Muitos, a abertura com Slip To The Void, e sua introdução perfeita. O excelente riff pesado e o forte refrão de Isolation. A Suavidade da bela balada  Wonderful Life se contrapõe  a aura progressiva de I Know It Hurts, e suas cativantes harmonias. A melancólica Words Darker Than Their Wings é dotada de um arranjo sensacional.


As três faixas bonus são um belo presente, e em Zero temos tudo que o Alter Bridge sabe fazer, boas letras, refrão forte, ótimos riffs e solos, um tema tipicamente Hard Rock.

ABIII enterrou qualquer comparação com o Creed (banda a qual eu gosto bastante!) e criou uma identidade única, e esse presente, .5 a mais fez diferença, e deixou o que era excelente, ainda melhor!

Mais informações, track list entre outros em Site oficial do Alter Bridge ou Winki Alter Bridge

27 de abr de 2012

Guns N' Roses (sim) no Rock N Roll Hall Of Fame!

Depois dessa apresentação, fico extremamente lisonjeado Julião! Primeiramente agradeço a oportunidade de poder postar aqui, um blog que acompanho há... uns ... 3 anos no mínimo (não sei precisar), mas que, mesmo com assuntos "pessoais", tem um conteúdo interessante e independente. E justamente por fugir de algumas tendências, o conteúdo do mesmo torna-se interessante. 

A "Indução"feita  aqui no "It's Eletric"... me fez vir a mente, primeiramente (a rima não foi proposital), a introdução do Guns N' Roses no Rock N' Roll Hall Of Fame e TODA sua polêmica.
                 
Mesmo que não foi o show que TODO MUNDO esperava. Ver aquele lineup representando o Guns N' Roses para seus FÃS é algo a salutar. Ainda que depois daquela "broxada" que o Sr. Leôncio Rose nos causou com aquela carta aberta. Respeito o ponto de vista dele, mas ele apenas provou  o que sempre FOI/FEZ, não cresceu o suficiente ainda. Mas, deixemos a parte NEGATIVA de lado, falemos da POSITIVA!
                 
Slash e Duff juntos não é algo que não estejamos acostumados, mas vê-los "representando" o Guns N' Roses, nos faz pensar o quanto a banda foi boa em seu ápice. Aquele feeling que mesmo colocando 6/7 músicos, não consegue ser substituido! Matt Sorum , ainda que mais técnico (e ter minha preferência), não foi tão ativo na banda, apenas o substituiu. Além do Gilby "Tapa buraco de todas horas" Clarke...
                 
A apresentação em si, não foi nada além do esperado, pra quem acompanha os trabalhos solos do Slash (Slash/Snakepit), ou do próprio Velvet Revolver, foi tudo aquilo que estamos acostumados a ver, aquela química inconfúndível que não se apagou com o passar dos anos.  Ainda mais com trio do Velvet Revolver (Sorum, Slash, Duff). Mas, duas coisas devem ser MUITO BEM comentadas:
                 
Myles Kennedy, pra quem conhece ele no trampo solo do Slash, nenhuma novidade, mas não é QUALQUER UM que tem a moral de ser frontman de uma apresentação daquele calibre, com aquela importância. O próprio Slash comentou que o Myles tava ressabiado em subir ao palco.
                 
Steven Adler, esse sim, pareceu representar um fã da banda, das antigas,ainda que o mesmo tenha feito parte do lineup original. Seu modo de tocar continua único pra proposta da banda... mesmo com um substituto mais técnico. Além as olhadas para o Duff... Aliás, acho que não preciso falar muito sobre o quão o Adler estava feliz por estar ali. Uma imagem vale mais que mil palavras:

Esse sorriso representa bem o que foi essa apresentação para os fãs da banda

                
Enfim, ao que parece, a história de reunião já foi dada por encerrado, e esse evento não poderia ter passado batido. É legal ver o reconhecimento em relação a banda, seja de quem for, seja os 21k que pagaram pra ir(1), seja com Axl desprestigiando o evento.
                 
A banda já tem seu nome na história, pelo seu material, sua música. Argumento citado por Duff no discurso antes do show. O que importa é fazer MÚSICA.

(1) Dizzy Reed, tecladista atual da banda, remanescente da formação dos Illusions, usou a desculpa dos 21 mil, para não comparecer ao show.

P.S.:  Julião, se a gente começou a se falar por causa de uma demo do Guns N' Roses (ou banda do Axl), nada melhor que começar aqui falando sobre a mesma.

Tem gente nova no pedaço!!

O It's Electric voltou com tudo esse ano, e com algumas mudanças, aos poucos o blog que era totalmente pessoal, começa a ganhar um foco Lutas e Música, duas paixões que tenho, e naturalmente são dois dos assuntos que mais apareceram no blog desde que o criei.

Porém ao longo do tempo, eu havia deixado os posts sobre música de lado, na verdade, andava pouco inspirado, e foquei totalmente nas lutas. Entretanto, com o passar do tempo, perecebi o quanto a música, mais precisamente o Rock 'N Roll , faz parte da minha vida, e quanto eu curto escrever sobre isso, seja com reviews, opiniões entre outros. 

Esse é o cara! ;)
Sendo assim, o título do blog mudou, as variedades e baboseiras se foram, mas as Lutas e a Música marcarão presença, ou seja, serão o foco deste modesto blog.

O que está mudança significa?  Mais  conteúdo, através de  um colaborador importante para falar de Rock, Andreh Braga, amigo de longa data, flamenguista, fã de rock, conhecedor de MUITAS bandas e um polêmico nato, sabe instigar, provocar e fazer pensar...  

Novidades a qualquer momento, mais conteúdo, mais Música e Lutas, mais Lutas e Música!

Bem vindo Andreh!

Bellator FC - Uma (boa) alternativa no MMA




Acredito que os fãs hardcore de MMA já acompanham o Bellator FC, organização americana de MMA que tem como um dos maiores investidores a MTV2 americana, e aos poucos vem crescendo, e virou uma alternativa de médio porte contra a força do gigante UFC da Zuffa.

Desde a compra do Strikeforce pela Zuffa, o Bellator é um do únicos, se não único evento com um bom plantel de lutadores sob contrato, e vem conquistando telespectadores ao redor do mundo. Mas como o Bellator se difere do UFC?

No sentido de regras, nada, ambos são sancionados pelas Comissões Atléticas, o UFC tem o octagon como formato de cage patenteado, o Bellator utiliza um Cage Circular. No UFC as disputas de cinturão seguem critério de vitórias consecutivas do atleta, popularidade e capacidade deste realizar bons combates, já no Bellator o formato principal são GPs eliminatórios, com quartas, semi e finais, os lutadores vencedores avançam, e o campeão leva o cinturão da categoria, além de disputas de cinturões convencionais.

Porém justamente esse formato de temporadas, com GPs, vem fazendo do Bellator um evento interessante e muito bem organizado, existem muitos brasileiros contratados, lutando pelo evento.

O Brasil não ficou de fora, já que o evento é transmitido pelo canal Esporte Interativo, via parabólica, site do canal, ou perfil no Faceboock ao vivo, às sextas feiras a noite, geralmente as 21:00. O canal por assinatura Space, também exibirá reprises do evento.

Como não podia ser diferente, a partir de 04 de maio, irei postar resenhas sobre o evento também!!

Mais informações em: www.bellator.com


26 de abr de 2012

The Mercy House - News from UK

Como foi postado ontem, a música está de volta ao Its Electric, e venho  com boas novas da Terra da Rainha, o berço de grandes nomes do Rock, Hard Rock e Heavy Metal vem passando por mudanças no cenário musical, e aos poucos revelando bons nomes para quem curte som mais pesado.






The Mercy House é uma nova banda de Hard Rock, formada em 2009, e vem com  seu debut,  
A Broken State of Bliss, elogiado pela mídia local como a Metal Hammer inglesa, e por Bruce Dickinson.

Credenciais a parte, o que podemos esperar desta nova banda?  As primeiras audições do álbum remetem diretamente ao Alice In Chains, com seus andamentos lentos e guitarras bem a frente, além da influência de Tool no que remete aos timbres dos instrumentos.

Os vocais lembram  algo entre Rob Halford e Layne Stanley, essas influências distintas são muito bem agregadas, criando grandes músicas e o principal, poucos clichês. A personalidade do vocalista Drew é um ponto forte da banda, assim como o bom trabalho das guitarras de Dan e Deny, a cozinha bastante influenciada por bandas Black Sabbath, Tool e Korn, ditam o ritmo com muito groove e peso.

Os destaques, o single Greed, que tem um ótimo refrão, a épica The End, que lembra um pouco o que o Guns 'N Roses fez em Chinese Democracy, e a cativante Inversions com riffs muito bons e melodias bem fáceis dos vocais. Os bons solos de guitarra são muito bem colocados evidenciando a  latente influência de Jerry Cantrell.

O ponto negativo fica na mixagem um pouco abafada e com guitarras um pouco baixas, mas nada que comprometa (muito) a audição, o que é plenamente aceitável em um debut, ainda mais com budgets menores por parte das gravadoras.

Entretanto A Broken State of Bliss agrega muito, se você procura novas bandas, e principalmente, personalidade, podem conferir, eu baixei via iTunes e não me arrependi. The Mercy House tem futuro!

 Greed, primeiro single do álbum:




25 de abr de 2012

A música está voltando por aqui!

Pois é amigos, ultimamente tenho focado o blog com breves análises dos eventos de MMA, em especial no UFC, porém, como no inicio deste blog, vou postar sobre música também! Alternando dois assuntos que sou aficcionado, Lutas e Rock'n'Roll.

Vou colocar algumas sugestões e pequenos reviews de álbuns, comentário sobre bandas que acho interessante, bem como álbuns que me chamaram a atenção, sem grandes pretensões de crítica musical, só registro mesmo!

Fica o recado!!

Ao som de Rival Sons - Menphis Sun do álbum Before The Fire de 2009, quem curte Hard Rock dos 70's eu recomendo muito, comprei com um Gift Card na iTunes Store, disponível mundialmente. Vale a pena. Nesta semana comentarei mais sobre esse álbum!!




24 de abr de 2012

UFC 145 - Jones x Evans - Poderia ser melhor?


O UFC foi a Atlanta nos Estados Unidos para promover a uma das lutas mais comentadas dos últimos anos no MMA, os ex-parceiros de treinos da Jackson's MMA GYM Rashad Evans e Jon Jones se enfrentariam pelo cinturão da categoria Light Heavyweight (até 93 Kgs). Rashad ex-campeão da categoria, saiu do time após o jovem Jones demonstrar que lutaria com qualquer um pelo cinturão.

Assim, o pacto de não lutar entre amigos e companheiros de treino havia sido quebrado, Jones, já campeão consagrado enfrentou Evans, mordido com a suposta traição.
Contra Golpe de Rothwell, demolidor! 

Porém antes da luta principal tivemos uma das viradas mais espetaculares do UFC,  os pesos pesados Brendan Schaub e Ben Rothwell fizeram uma luta espetacular, um único round, demolidor!

Schaub era favorito, e quase nocauteou o adversário com uma cotovelada giratória e um potente swing, porém, Rothwell atordoado, e de costas na grade, contra golpeou com um cruzado no queixo de Bredan.... nocaute de virada, melhor nocaute da noite, espetacular.



Jones usando bem os cotovelos
Após as expectativas, o evento principal vem recheado de provocações e desafios, porém na luta, as coisas esfriaram um pouco... muita estratégia e bons golpes, porém ficou devendo.

Evans conseguiu bons golpes, como um forte chute na cabeça de Jones, no primeiro round, que balançou o campeão, e mais alguns cruzados fortes.

Jones conhecendo o poder de nocaute do ex-companheiro de treino, lutou com cautela, e usou sua envergadura e manteve  o desafiante afastado, disferindo boas cotoveladas, jabs velozes, e bons chutes, ele foi minando o frustrado Evans.           O campeão comquistou a vitória round a round. A luta mostrou muita técnica dos dois wrestlers que não conseguiam as quedas, exceto em uma oportunidade no quinto round no qual Jones derruba Evans, mas que se levantou rapidamente.

Jones se consolidou como o maior campeão da Light Heavyweight da história do evento, em 15 meses, bateu no top 5    Ryan Bader, Mauricio Shogun, Quinton Jackson, Lyoto Machida e Rashad Evans.
Dos cinco, os quatro últimos foram campeões da categoria. Que venha Dan Henderson e sua bomba de direita...