28 de out de 2015

Heaviest - Nowhere



Nota 8,00

Confesso que o Heaviest me pegou de surpresa, não tinha idéia que a banda existia e muito menos que o talentoso vocalista Mario Pastore integraria as fileiras do conjunto, pois bem quando as primeiras músicas foram disponibilizadas me empolguei, a proposta original e abrangente dentro do Heavy Metal foram o grande atrativo naquele momento.

Com o disco em mãos percebi que o Heaviest é muito mais do que a banda de um ótimo vocalista, a dupla de guitarras Guto Mantesso e Marcio Edit (que assinam todas as composições) são os pilares criativos nos arranjos e conseguem tocar o barco com muita desenvoltura. Como referência me veio a cabeça nomes como Fight, Pantera, Black Sabbath até nomes mais recentes como Adrenalina Mob, Disturbed e Stone Sour com muitos elementos melodiosos em contraponto mostrando personalidade.

Os riffs de abertura na grooveada Buried Alive são marteladas na cabeça e esbanjam um timbre pesado e gordo, Pastore dispara seus poderosos e versáteis vocais alternando drives e partes mais cristalinas,  em Nowhere temos contrastes interessantes, cozinha pesada orientada pelos riffs dissonantes, com solos melodiosos, o refrão é marcante e fácil, um dos pontos mais altos do debut.

As influências mais atuais se intensificam em Crawling Back e Torment, uma dupla que faz ode ao Heavy Metal mais atual, alternando climas soturnos e calmos, com explosões de peso e intensidade, em Time, o que era pesado ficou ainda mais caótico, destacando o ótimo trabalho de Mario Pastore que utiliza de uma diversidade interessante de estilos nos mesmos versos explorando novos territórios, a dupla Mantesso e Edit se completa, o solo de guitarra é eficiente e completa a melhor faixa do play.

A balada Finding A Way quebra o clima e adiciona uma bem vinda diversidade ao trabalho, com foco na ótima atuação de Pastore que coloca sua voz muito bem, para fechar a estreia, Land Of Sin vem no up tempo com andamentos sincopados e desemboca em um quase Thrash Metal na linha do Forbidden, uma ótima forma de fechar uma grande estréia.

Nowhere é um grande passo na carreira do Heaviest, explorado terrenos novos em termos de cena brasileira, sem se prender em rótulos rígidos mas com uma proposta de se esquivar dos clichês,o único senão fica por conta de alguns momentos que a produção se perde nos graves, mas nada que comprometa o grande disco.

Uma ótima estréia, e espero de verdade um segundo disco para solidificar a proposta do Heaviest. Comprem sem medo!


Nowhere




Nowhere (2015)




A Banda

Mario Pastore (Vocal)
Guto Mantesso (Guitarra)
Marcio Edit (Guitarra)
Renato Dias (Baixo)
Felipe Perini (Bateria)

27 de out de 2015

Queensrÿche - Condition Hüman




Nota: 9,5


Existem discos que já são concebidos como clássicos de suas bandas antes de passar pelo teste do tempo, quase que de forma instantânea os ouvintes já adotam o registro como uma grande obra que será referência  em meio a discografia e possivelmente será um novo marco em termos musicais de um conjunto.


Isso acontece em Condition Hüman do Queensrÿche, um dos trabalhos mais fortes de toda a carreira, sim caro leitor, a nova empreitada dos americanos é comparável a qualquer registro da fase clássica, e com certeza eterniza o atual momento musical do quinteto de Seattle, se no álbum auto intitulado de 2013 tínhamos algumas questões na produção e na engenharia do som, aqui tudo funciona muito bem, Zeuss acertou a mão e fez a banda soar muito bem. 


Duvidar da qualidade dos músicos envolvidos é algo impensável, e quando pessoas talentosas estão inspiradas e determinadas os resultados são sempre excelentes, Arrow Of Time, faixa de abertura mostra um pouco das várias faces do disco, rápida, empolgante e puramente Metal é um aperitivo para a explosiva Guardian que expõe toda a qualidade de Scott Rockenfield na bateria que não deixa pedra sobre pedra.

Hellfire transporta o ouvinte para a atmosfera de Operation: Mindcrime, um Hard'n'Heavy com ótimos ganchos das guitarras dobradas de Wilton e Lundgren e linhas vocais arrojadas de LaTorre, daqui em diante o disco inicia sua transformação e acentua seu acento progressivo revivendo memórias de um passado distante, Toxic Remedy poderia estar em Rage For Order, mas seus timbres modernos mostram o novo caminho que a banda deve seguir daqui em diante.


O Queensrÿche contemplou todos os trabalhos (dignos de serem lembrados) nesse novo passo, Selfish Lives foca primordialmente na fase Promissed Land com toques do controverso Hear In The Now Frontier, principalmente no riff principal, as guitarras brilham no solo, um dos melhores do petardo.


Eu ainda não falei do grande baixista e um dos fundadores, Eddie Jackson, certo? Pois é, a melhor faixa do disco é de sua exclusiva autoria, Eye9 é um portal para o futuro da banda, com uma linha de baixo que evoca o Tool, e vocais em várias camadas de LaTorre, essa é a maior diferença entre o trabalho dele e de Geoff Tate, totalmente progressiva, com um coro de vozes espetacular dentro de um grande refrão, clássico absoluto.


Caminhando para a parte final, Bulletproof, é uma power-ballad estruturada nas harmonias e orquestrações, com um grande trabalho de Parker Lundgren, já Hourglass traz as coisas para o terreno mais experimental, com guitarras pesadas logo no inicio, Michael Wilton é um grande motor criativo durante todo o disco, sua guitarra está em todos os cantos da mixagem e isso é muito, mas muito bom.


Com um tema recheado de violões e alguns leads de guitarras, Just Us, transporta a banda para o passado novamente, desta vez mais recente, ecos de Tribe podem ser ouvidos aqui e acolá, All There Was reedita o lado mais direto do inicio da carreira com bons riffs e solos, aliás as guitarras com harmonias dobradas se fazem presentes durante toda audição.


Para fechar, The Aftermath serve de introdução para a épica Condition Hüman, com 7 minutos do que podemos chamar de novo Queensrÿche, essencialmente progressiva, com timbres pesados, várias camadas vocais e um clímax empolgante no final, um momento inspirado.

Não resta dúvida que o Queensrÿche está mais vivo do que nunca, um ótimo passo adiante em seus 30 anos de estrada, e o melhor de tudo, honrando seu legado. Mais um disco obrigatório!



Guardian



Condition Hüman (2015)



A Banda

Todd LaTorre (Vocal e Orquestrações)
Michael Wilton (Guitarras)
Scott Rockenfield (Bateria, Orquestrações e Efeitos)
Eddie Jackson (Baixo e Vocal)
Parker Lundgren (Guitarras)

26 de out de 2015

Discografia Comentada: Iced Earth (1988-2014) - Parte 5


Stu Block, Jon Schaffer, Brent Smedley, Freddie Vidales, Troy Steele

Costumo dizer que o Iced Earth poderia ser um gigante em popularidade dentro do Heavy Metal se Jon Schaffer conseguisse manter o ritmo de discos como The Dark Saga e Something Wicked This Way Comes, o que de fato não ocorreu, uma sequencia de álbuns que alternaram entre medianos e bons deram uma esfriada na carreira vitoriosa dos caras.

Quando Dystopia foi lançado, o bom e velho Iced Earth renasceu, uma pena que em uma outra era e com muita desconfiança de parte dos fãs.



Dystopia (2012)

O debut de Stu Block nos vocais é um dos melhores trabalhos do Iced Earth, musicalmente coeso e forte, ressuscita a sonoridade abandonada nos idos dos anos 90, podendo destacar a personalidade Jon Schaffer, que persistente e perseverante carrega todo o peso do nome nas costas.

O estreante vocalista tem um timbre que combina perfeitamente com todo o catálogo dos caras, graças a versatilidade e conhecimento técnico do canadense. O material gravado ajudou, uma vez que a sonoridade esperada pelos fãs finalmente deu as caras aqui.

Individualmente essa é uma das formações mais fortes do Iced Earth que ainda conta com o preciso veloz baterista Brent Smedley, Troy Steele consolidado como guitarrista solo e Freddie Vidales no baixo.

Quando Dystopia começa a tocar já sabemos que um novo clássico nasceu, a pegada power/thrash, bumbos a toda velocidade e os riffs palhetados abriram espaço para o despejo de fúria de Block, levando um refrão fácil e espetacular.

Outros clássicos são apresentados aos fãs ainda ressabiados, Anthem e Anguish of Youth trazem a fase de ouro de volta com muita melodia e toques emocionais, impossível não lembrar do legado de Mathew Barlow,  a esta altura Dystopia já se mostra um peso pesado dentro da vasta discografia.

Revisitando o inicio da carreira, Days Of Rage se solidifica como a herdeira da primeira fase do conjunto tendo seus alicerces cravados em um lado mais cru do Heavy Metal, End Of Innocence herda as melodias da clássica  Melancholy e Tragedy and Triumph coloca o lado épico e mais recente em evidência.

Quando o disco termina, a sensação de um renascimento do Iced Earth é incontestável, Jon Schaffer e Stu Block constroem uma nova base musical, se valendo de um passado brilhante e olhando para o futuro, a desconfiança que pairava no ar se dissipou e os fãs que sempre acreditaram no potencial dos caras, abraçaram a causa novamente.

Dystopia é o disco que recolocou o Iced Earth no topo e consolidou todo o legado construido por todos esses anos.


Dystopia




Ouça no Spotify



A Banda

Jon Schaffer (Guitarras e Vocal)
Stu Block (Vocal)
Troy Steele (Guitarra)
Freddie Vidales (Baixo)
Brent Smedley (Bateria)



Após a tour de sucesso, o Iced Earth lança o duplo ao vivo Live In Ancient Kourion no Chipre, evidenciando a boa fase e todo o poder de fogo da nova formação.

O registro é interessante e fiel as apresentações ao vivo do conjunto, colocando música de todas as fases, uma prova de fogo para Stu Block, que consegue levar tudo com muita desenvoltura.





Plagues Of Babylon (2014)




Com a ausência temporária de Brent Smedley (que retornou a banda recentemente) o Iced Earth vem com o brasileiro Rafael Saiani como músico convidado, o núcleo Schaffer/Block/Steele se solidifica e assina a maioria das composições do então novo disco, o baixista estreante Luke Appleton substitui Freddie Vidadels (assumindo o posto de guitarrista e baixista do Ashes Of Ares, banda do Ex-Iced Earth Matt Barlow e do ex baterista do Nevermore Van Williams).

Em linhas gerais, Plagues Of Babylon não repete o mesmo desempenho do trabalho anterior, mas é um grande disco e supera facilmente a fase anterior, apesar de não alcançar o status de clássico, honra com propriedade o legado das melhores fases do Iced Earth.

O review completo pode ser visto aqui: Plagues Of Babylon

Plagues Of Babylon



Ouça no Spotify




A Banda

Jon Schaffer (Guitarras e Backing Vocals)
Stu Block (Vocais)
Troy Steele (Guitarras)
Luke Appleton (Baixo)
Raphael Saiani (Bateria, convidado)


Considerações finais

Pois bem, chega ao fim a última parte da discografia comentada do Iced Earth, espero que tenham viajado em meio a tantos discos, clássicos, acertos e erros, uma vez que a história da banda já se confunde com parte da história do Heavy Metal.

Atualmente o Iced Earth está em estúdio com o mesmo núcleo desde 2012, contando com o retorno de Brent Smedley nas baquetas, intitulado provisoriamente de The Judas Goat, o novo disco está prometido para 2016, espero que a boa fase continue por muito tempo.

22 de out de 2015

Trivium - Silence In The Snow


Nota: 7,00

A nova geração do Heavy Metal vem se firmando aos poucos diante do público, ao contrário dos medalhões dos anos 70, 80 e 90 que explodiam em popularidade, a geração do século XXI cresce de forma mais fragmentada e mundial, em uma indústria mais modesta e com consumidores com hábitos diferentes, e nesse grupo podemos incluir o Trivium, um dos conjuntos mais populares e fortes desses novos nomes.

Silence In The Snow amplia a mudança sonora iniciada anos atrás,consolidando a presença de guitarras melodiosas, músicas mais cadenciadas e desta vez sem vocais guturais, sim, o Trivium soa sensivelmente mais melodioso e menos pesado. Isso é bom ou ruim? Depende.

A mudança de direcionamento visa uma expansão sonora e claro preservação da qualidade das apresentações ao vivo, uma vez que o desgaste vocal era uma das preocupações de Matt Heaffy durante as tours, colocando isso de lado temos que nos ater de como o Trivium soa efetivamente.

Quando a dobradinha Silence In The Snow e Blind Leading The Blind surgem percebemos claramente a cara do novo Trivium, mais harmonias e melodias das guitarras, vocais cantados, e menos peso na produção, mas não menos cativantes, as duas faixas grudam na cabeça e abrem muito bem o disco.

Entretanto com o decorrer da audição alguns elementos que moldaram o Trivium fazem falta, principalmente nas levadas de bateria der Mat Madiro (Substituindo Nick Augusto)  que faz um trabalho correto, com bastante técnica, mas nitidamente contido, como em Dead And Gone, cadenciada com uma boa quebra de bumbos mas evidentemente mais suave.

The Ghost That Haunting You tem um bom trabalho de transposição vocais, e as guitarras de Heaffy e Corey Beaulieu comandam os riffs e os solos remetendo ao trabalho mais recente do Megadeth, aliás o foco central do novo disco são as guitarras, elas estão por todos os lados.

A essa altura do play é perceptível que o velho Trivium, ou mesmo aquele dos últimos dois discos não vai dar as caras por aqui, Pull Me From The Void tem um início Power Metal (!?) surpreendente e desemboca com grooves pesados no baixo de Paul Gregolleto, assim como a cativante e melodiosa Until The World Goes Cold, que carrega mão em grooves e nas melodias.

Confesso que senti falta do peso da intensidade do passado, mesmo compreendendo a nova proposta sonora, sadia e eficiente, mas inferior ao que vinha sendo feito, mas gosto quando as bandas exploram novas nuances, em Rise Upon The Tides o Heavy Metal clássico dá as caras com louvor, refrão marcante e grudento.

O disco fecha com uma boa trinca, The Thing Thats Killing Me, Beneath The Sun e Breathe In The Flames seguem a linha mais clássica e melódica, com menos peso e agressividade mas sem deixar a qualidade cair.

Em linhas gerais Silence In The Snow tem elementos fortes, como melodias vocais cativantes, guitarras excepcionais e um bom trabalho nos timbres, mas faltou um pouco da agressividade que norteou os melhores trabalhos do Trivium, o disco é bom, mas longe de ser um clássico dos caras.



Silence In The Snow




Blind Leading The Blind





Silence In The Snow (2015)




A Banda

Matt Heaffy (Vocais e Guitarra)
Corey Beaulieu (Guitarra e Vocal)
Paul Gregolleto (Baixo)
Mat Madiro (Bateria)



11 de out de 2015

Its Electric Recomenda: Discos para curtir # 3


Eu duvido que exista estilo musical que produziu e produz tantos discos relevantes durante tantos anos, quem gosta de Rock e Metal de uma forma geral é brindado todos os anos com muita música boa, mesmo com uma evidente saturação em termos mercadológicos.

Devido a isso, tento indicar nessa série de posts alguns trabalhos que me agradam e podem adicionar mais diversidade as playlists alheias.

Aumenta o volume!

Bruce Dickinson - The Best Of (2001) 




Não sou um grande fã de coletâneas, mas essa é especial, um disco duplo com duas faixas novas, clássicos e out takes da ótima carreira solo do vocalista, um baú lotado de boas canções, interessante que foram abordadas todas as fases, incluindo Skunkworks. Destaques: Broken, Silver Wings, The Wicker Man e Jersusalem (Live)


Broken



Royal Blood - Royal Blood (2014)





Little Monster




O duo Inglês pratica uma sonoridade interessante, formado por Mike Kerr (Baixo e vocal) e Ben Tatcher (Bateria). Os caras misturam rock alternativo, stoner rock e uma pegada próxima ao Metal, o baixo usa e abusa de distorções de pedais parar abrir o som, muitas vezes o som se aproxima de guitarras, simples e bem pensado. 
Destaques: Out Of The Black, Little Monster, Ten Tonne Skeleton

Tesla - Mechanical Resonance (1986)




Changes




O Tesla é uma das bandas mais talentosas do Hard Rock americano, mesclando as batidas empolgantes e refrães grudentos com toques de Southern Rock, Mechanical Resonance é um disco empolgante, grandes composições e execução impecável, o Tesla sempre primou mais pela música do que pela imagem.
Destaques: Cumin' Atcha Alive, 2 late 4 Lov, Modern Day Cowboy, Changes


Andrew Watt - Ghost In My Head EP (2015)




Andrew Watt ficou mais conhecido quando integrou o ótimo California Breed, junto a Glen Hughes e Jason Bonham, o jovem guitarrista nova-iorquino é também produtor musical, multi instrumentista e vocalista. Em seu primeiro registro solo, um Ep com 4 faixas que viaja entre o Hard Rock, Rock Alternativo e toques de soul e blues. Vale destacar as presenças de Chad Smith e Joey Castillo (ambos bateristas). Confira!
Destaques: Como é um Ep, ouça inteiro!






5 de out de 2015

UFC 192 - Cormier e Gustafsson provam seus valores


No último sábado, Daniel Cormier e Alexander Gustafsson ofuscaram todas as lutas da noite em um embate épico, confesso que o card principal foi muito morno, tendo na luta entre Rashad Evans e Ryan Bader alguns momentos de emoção, em um combate técnico mas ligeiramente decepcionante, com Ryan Bader saindo vencedor na decisão dos juízes.

Porém no evento principal, Cormier e Gustafsson provaram seus respectivos valores com perfomances digna de aplausos, os estilos de ambos são antagônicos, Daniel Cormier é um wrestler, pequeno para categoria, com braços e pernas encurtados, veloz, muito forte, Alexander Gustafsson é um lutador alto, de grande envergadura, striker,  preciso e ágil, as características de ambos favoreceram o espetáculo.
A batalha no clinche
Em cinco rounds, os dois foram testados fora de suas áreas principais, Cormier aplicou uma queda fantástica no primeiro round e Gustafsson teve que se virar usando o Jiu Jitsu defensivo, saindo de guarda passada para ficar em pé e voltar e se defender, no terceiro round, Gustafson acertou uma joelhada que levou Cormier a lona, e ainda foi duramente golpeado, mas teve força para se levantar e controlar o ímpeto do sueco, e até trocar golpes até o fim do round.



Cormier é muito forte
Gustafsson respondendo a altura
Troca franca


Em linhas gerais, Cormier dominou a maioria das ações, não foi uma luta fácil, mas o americano foi mais eficiente na maioria dos momentos e impôs seu jogo por mais tempo, mesmo que Gustafsson ficou muito perto do nocaute no terceiro round.

Na noite de sábado Daniel Cormier conseguiu defender seu cinturão pela primeira vez, mas Gustafsson não tem motivos para abaixar a cabeça, ele também saiu vencedor dentro do UFC, ficando muito próximo do ouro, sua reputação continua intacta.

Daniel Cormier venceu Alexander Gustafsson na decisão dividida dos juízes.

Ambos saíram vencedores
Resultado dos palpites UFC 192 : 4 acertos (Peña, Benavidez, Bader e Cormier) 1 Erro ( Magomedov)
Placar Geral: 62 Acertos, 36  Erros  - 63,2 % de Acerto


4 de out de 2015

Iron Maiden - The Book Of Souls





Nota: 8,5

Poucas bandas na história do Rock e do Metal conseguiram atingir o status de inabalável, o Iron Maiden atravessa gerações representando a integridade da música e provando que apesar de todas as tempestades e equívocos a qualidade musical vai sempre falar mais alto.

Desde o retorno de Bruce Dickinson e Andrian Smith em 1999 (o tempo passa rápido!!) o então sexteto inglês vem entregando discos a altura do seu legado, talvez, não tão empolgantes e espetaculares como a magnifica fase oitentista, mas honrando suas tradições e principalmente produzindo materiais que ainda são referência na música pesada.

The Book Of Souls é o ponto mais alto da nova fase, uma empreitada ambiciosa e pretensiosa que gerou um resultado final até certo ponto surpreendente, vejamos, um disco duplo, de músicas majoritariamente longas, tinha tudo para ser mais do mesmo, mas felizmente a inspiração bateu na porta e de certa forma surpreendeu os mais céticos.

Com If The Eternity Should Fail abrindo o petardo temos o Maiden pegando emprestado a vibração do magnifico The Chemical Wedding, disco solo de Bruce Dickinson, que assina a composição, Heavy Metal robusto com um grande trabalho no refrão e arranjos ricos nas harmonias, os fãs esperavam por algo assim.

A sequencia vem com a boa, porém manjada, Speed Of Light, a música acessível do disco, remetendo o trabalho de No Prayer For The Daying, com riffs mais crus e uma pagada mais reta na bateria de Nicko McBrain, The Great Unknown explora os climas soturnos e  progressivos explodindo na sessão de solos dando espaço as melodias de Smith, Murray e Gers.

Steve Harris assina The Red And The Black com um riff e uma levada imortlaizada em The Rime Of Ancient Mariner também com seus 13 minutos, fica evidente que o teor progressivo que está cada vez mais latente nos discos do Maiden é a principal orientação estética, porém o excesso de repetição atrapalha, poderia ser mais econômica, longe de ser ruim, mas igualmente longe dos melhores momentos do disco.

Colocando o Metal Inglês em primeiro plano When The River Runs Deep tem nos riffs das guitarras e no andamento up tempo suas maiores virtudes,  sendo direta e potencial forte para os shows, é o que o Maiden sabe fazer de melhor.

Fechando o primeiro disco, The Book Of Souls, enfatiza o Maiden dos 2000's em peso, o Riff de Janick Gers acompanhado do baixo de Harris em primeiro plano abrindo as portas para as vocalizações poderosas de Bruce Dickison, um forte apelo épico, recheado de teclados e orquestrações colocadas no fundo.

A jornada continua no segundo disco, Death Or Glory traz contornos de Piece Of Mind nas batidas de McBrain, Shadows Of The Valley começa com as mesmas notas de Wasted Years para desembocar em um tema que poderia estar em Dance Of Death, inclusive nos solos. 

O disco vai ganhando em carga emocional, como em Tears Of A Clown, inspirada em Robin Williams, a sonoridade aqui se aproxima do Maiden de Fear Of The Dark, caindo para o lado mais Hard Rock, Adrian Smith faz o riff principal e acompanhado do Baixo de Harris.

The Man Of Sorrows ( Bruce Dickinson também tem uma Man Of Sorrows),tem contribuição de Dave Murray, o fiel companheiro de Steve Harris, um acento prog com muitas guitarras e melodias, especialidade da casa. 

De forma esplendorosa Empire Of The Clouds finaliza do disco em seus 18 minutos dignos de uma trilha sonora de um filme, ouçam e viajem na obra que Bruce Dickinson escreveu, simplesmente épica.

The Book Of Souls é a essência do Iron Maiden, que não economizou em explorar seu legado criado adicionando alguns elementos novos, nessa altura da carreira eles não precisavam provar nada a ninguém, mas de forma incansável deixaram a zona de conforto dos últimos dois (bons) discos e surpreenderam a todos.

Compre!

Speed Of Light





Book Of Souls (2015)





A Banda

Bruce Dickinson (Vocal e Piano)
Steve Harris (Baixo e Teclado)
Adrian Smith (Guitarra)
Dave Murray (Guitarra)
Janick Gers (Guitarra)
Nicko McBrain (Bateria)


2 de out de 2015

Palpites UFC 192 - Cormier x Gustafsson




O UFC retorna com um grande evento em Houston, Texas, colocando frente a frente grandes competidores dos Meio Pesados, o campeão, Daniel Cormier enfrenta Alexander Gustafsson, o sueco quase venceu Jon Jones em uma luta épica.

O combate coloca dois lutadores de estilos opostos em colisão direta, Cormier é um Wrestler veloz que tem potência nas mãos, e Gustaffson é um striker técnico de grande envergadura e boa movimentação.

Ao meu ver Cormier é favorito.

Dificil opinar, mas como sempre,vamos aos palpites do card principal, uma pena que a luta entre Johnny Hendricks e Tyron Woodley pelos meio médios foi cancelada, porque Hendricks passou mal no corte de peso na quinta-feira.


Jessica Eye (11-3) vs. Julianna Pena (7-2) => Palpite: Peña vence.

Joseph Benavidez (19-4) vs. Ali Bagautinov (13-3) => Palpite: Benavidez vence.

Shawn Jordan (18-6) vs. Ruslan Magomedov (13-1) => Palpite: Jordan vence.

Ryan Bader (19-4) vs. Rashad Evans (19-3-1) => Palpite: Ryan Bader vence.

Daniel Cormier (c) (16-1) vs. Alexander Gustafsson (16-3) => Palpite: Cormier vence.