4 de jun de 2013

Megadeth - Super Collider





Nota 6,5


O Megadeth é um dos gigantes do Heavy Metal, a banda é a imagem e semelhança de seu líder e criador Dave Mustaine, um dos músicos mais geniais do gênero, por isso cada novo album de sua banda é cercado de expectativas, e claro assombrado pelas comparações com clássicos seminais tais quais Peace Sells, Rust in Peace e Contodwn To Extincion, mesmo com o passado glorioso a banda segue entregando bons trabalhos ao longo dos 30 anos de carreira.

 Sendo assim,  o Megadeth ainda pode apresentar músicas boas e relevantes sem tentar recriar seus clássicos. Em  Super Collider, Mustaine apresenta composições variadas buscando sonoridade mais amplas e com uma aproximação ao Hard Rock e Heavy Metal (como já havia feito no passado). 

Se você  espera um petardo calcado no Thrash Metal  nos moldes de Endgame, um clássico recente, esqueça, a proposta aqui é outra, mesmo considerando a mudança proposta o álbum é sensivelmente inferior ao registro de 2009.

Comparações a parte, gostei de algumas idéias da nova investida de Mustaine & Cia,  as guitarras do chefão e do excelente Chirs Brodrick estão afiadas, David Ellefson vem com suas linhas de baixo que remetem Youthnasya e Cryptic Writtings, com muito groove e diversidade, o batera Shaw Drover é correto e preciso, como as músicas pedem.

Como um bom amante e defensor da ousadia dentro do estilo, a proposta de Super Collider é válida, e tem seus bons momentos, sendo mais cadenciado e melódico do que os álbuns lançados pelo Megadeth a partir de 2004. Contudo, faltou algo, talvez uma ou outra canção mais rápida e pesada para acrescentar um pouco da essência da banda no disco.

 King Maker remete a Sweating Bullets. Com um vocal cativante, a faixa  titulo, Super Collider, causou polêmica, com seu andamento hard rock e arranjos mais simples e diretos desagradando quem esperava uma nova Head Crusher, mas no fim das contas a música não é de todo ruim.

Burn! aparece com a guitarra fritando no solo inicial e um bom andamento em mid tempo com os bumbos de Drover ditando o ritmo junto ao baixo criativo de Ellefson. A agressividade e o peso dão as cara em Built For War, Mustaine e Broderick mostram suas armas com um bom trabalho nas 6 cordas.

A parceria com David Draiman (Disturbed e Device) rendeu bem em Dancing in The Rain, uma grande música!  Don't  Turn Your Back acerta ao colocar energia e velocidade após uma intro bem calma, as duas são as melhores músicas do album!

O acento Southern Rock em The Blackest Crow falha miseravelmente em dar um tom de diversidade ao album, seria uma boa música para um trabalho solo de Mustaine, e músicas como Off The Edge e Begining Of Sorrow não levam o album a lugar algum.

Super Collider  tem momentos inspirados, mas tropeça na monotonia, além de  carecer da fúria de Mustaine, me parece que faltou um pouco de  testosterona nesse track list.




Super Collider




King Maker






Super Collider  (2013)


01. Kingmaker
02. Super Collider
03. Burn!
04. Built For War
05. Off The Edge
06.Dancing In The Rain (Feat David Draiman) 
07. Begining of Sorrow
08. The Blackest Crow
09. Forget To Remember (Feat David Draiman) 
10. Don't Turn Your Back 
11. Cold Sweat ( Thin Lizzy Cover) 

Produzido por Johnny K

A Banda

Dave Mustaine (Guitarra e Vocal)
Chris Broderick (Guitarra)
David Ellefson (Baixo)
Shawn Drover (Bateria)



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