5 de abr de 2013

Test Time Review # 4 - Subhuman Race (1995)


O Skid Row vai lançar esse ano uma série de Eps Intitulado United World Rebellion, e a primeira parte será lançado dia 16 de Abril, e nada melhor do que olhar o passado para compreender o futuro.

 Aproveitando o gancho do lançamento vou falar do álbum mais controverso da primeira fase da banda, justamente, Subhuman Race , de 1995, terceiro álbum de inéditas dos caras,  e infelizmente é o capítulo final da formação clássica do Skid Row.

Um álbum marcado pela sonoridade pesada, intrincada e suja que foi rodeado de polêmicas ao longo de sue lançamento, e obviamente marca a saída do vocalista Sebastian Bach, que desde 1997 embarcou em sua empreitada solo. Um grande registro que por anos foi visto com desconfiança pelos fãs.

A Banda

O Skid Row era formado por:

Sebastian Bach - Vocal

Dave "Snake"Sabo - Guitarra

Rachel Bolan - Baixo

Scotti Hill - Guitarra

Rob Affuso - Bateria

O Contexto!

Em 1995 o mundo do Rock estava em uma transição caótica após o furacão de Seattle dos anos 90, entretanto a onda Grunge estava acabada e o Hard Rock oitentista já amargava o ostracismo desde os idos de 92. Com um cenário destes a banda que havia dominado as paradas com Slave To The Grind lançava um álbum mais cru, direto e pesado que seu antecessor.

Trilhando um caminho que misturava as raízes do Hard Rock com um toque de Alice In Chains e muito punk rock, Subhuman Race foi recebido com cautela pelos fãs. As vendas não foram ruins, com mais de 500 mil cópias ganhou disco de ouro nos EUA, mas para a Atlantic, isso foi uma decepção, esperavam mais da banda que com dois álbuns havia vendido mais de 15 milhões de discos.

As impressões do passado!

Cru e direto, Subhuman Race carrega consigo uma banda furiosa, buscando nas influências pesadas reciclar sua identidade, o sucesso avassalador de Skid Row e Slave to The Grind havia levado a banda a uma super exposição na MTV, estigmatizando seu legado como um grupo que só fazia baladas (excelentes por sinal), coisa que nunca foi verdade, a banda sempre fez um som que beirava o Heavy Metal.

O maior choque na nova empreitada, foi ouvir os timbres abafados, bateria seca, baixo carregado e vocais mais contidos, porém agressivos de Bach, as guitarras de Snake e Hill antes altas e mais cristalinas, aparecem mais pesadas, ouvimos timbres sujos e mais graves, mas acertando nos riffs, solos e licks. Teria o Skid Row se rendido ao Rock Alternativo, ou apenas estava mostrando seu lado mais Punk Rock?

Até hoje essa questão assombra Subhuman Race, e talvez essa mudança tenha gerado as tensões que culminaram no rompimento dessa formação, de fato, Subhuman Race não é unanimidade entre os fãs.

Como o álbum envelheceu?

Desde que ouvi pela primeira vez, dentre 1996 ou 97, não lembro ao certo, gostei da sonoridade, e confesso até hoje nunca entendi tamanha controvérsia sobre Subhuman Race, pelo contrário, o tempo passa e ele fica melhor e mostra-se muito atual.

My Enemy tem uma pegada moderna e um grande riff de abertura, o baixo de Bolan aparece carregado no groove, abrindo espaço para a bateria intrincada de Rob Affuso.

 Firesign mostra os vocais afiados e agressivos de Sebastian Bach, que apresenta maturidade e equilíbrio,  um bom refrão, as guitarras aparecem solando com eficiência. A faixa título, Subhuman Race é uma pancada na orelha, curta e direta na qual as influências de Heavy Metal e Punk Rock correm solta.

Into Another e Breakin' Down representam bem as baladas da banda, com grandes harmonias da dupla Snake/Hill e suas guitarras bem encaixadas e claro, as melodias vocais já consagradas aparecem bem, sem dúvida dois dos destaques do álbum.

A pergunta que fica é a seguinte: Subhuman Race  é um álbum injustiçado? Ao meu ver, sim, pois foi um registro corajoso, que mostrou uma face mais crua e direta da banda que ao mesmo tempo procurou um som alinhado com a música pesada feita na metade dos anos 90.

Johnny Sollinger assumiu os vocais em 2000, mas até hoje luta contra o fantasma de Sebastian Bach, uma vez que este realizou um excelente trabalho e deixou um legado e muitos fãs que até hoje aguardam uma reunião.


Todas as faixas por Rachel Bolan, Scotti Hill e Dave Sabo, exceto onde anotado.
  1. "My Enemy" (Rob Affuso, Rachel Bolan, Scotti Hill) – 3:38
  2. "Firesign" (Sebastian Bach, Bolan, Hill, Dave Sabo) – 4:54
  3. "Bonehead" (Bolan, Sabo) – 2:16
  4. "Beat Yourself Blind" – 5:02
  5. "Eileen" (Affuso, Bach, Bolan, Snake) – 5:36
  6. "Remains to be Seen" – 3:34
  7. "Subhuman Race" – 2:40
  8. "Frozen" (Bolan, Snake) – 4:43
  9. "Into Another" (Bolan, Snake) – 4:02
  10. "Face Against My Soul" (Affuso, Bach, Bolan, Snake) – 4:20
  11. "Medicine Jar" – 3:36
  12. "Breakin' Down" (Snake) – 4:30
  13. "Ironwill" (Affuso, Bolan, Hill, Snake) – 7:43



A Faixa título mostrou uma banda pesada e direta!


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