13 de mai de 2012

Test Time Review #2 - Visions

Aderindo a idéia do Andreh, a qual achei excelente, o Test Time Review, tem como proposta  pegar aquele álbum que já foi lançado há algum tempo, ou ainda, que conhecemos há alguns anos, e fazer um review ou ainda relatar as diferentes impressões desde quando ouvimos pela primeira vez até hoje.

Quando ele postou a estréia com da sessão com o MKII do Masterplan, logo surgiu em minha mente vários álbuns, porém cismei em falar sobre um álbum de um estilo que gosto, sempre gostei, mas qual nunca fui fanático, Power Metal,  trata-se de Visions do Stratovarius.




A Banda

Timo Tolki (Guitarra)
Timo Kotipelto (Vocais)
Jens Johansson (Teclados)
Jari Kainulainen (Baixo)
Jorg Michael (Bateria)



O contexto!


Conheci o álbum em meados de 1997 ou 1998 (não lembro ao certo), bem próximo do lançamento de Visions, ainda adolescente e descobrindo o Heavy Metal, e o chamado Power Metal/Melódico..enfim... pouco importa o rótulo. Vale resslatar que há 15 anos atrás o cenário era bem diferente do que vimos na explosão do estilo entre 2000/2001.

O Melódico ainda era um estilo que caminhava para ascensão, e no mercado fonográfico da época como um todo  não havia esta enxurrada de álbuns lançados todos os meses como vemos hoje em dia. Sendo assim o Stratovarius era visto como uma progressão do que o Helloween, Angra e Yngwei Malmsteen fizeram em seus trabalhos mais melódicos.

Visions abriu espaço para um Power Metal com toques progressivos,  o Statovarius já havia feito isso antes em Episode, incluindo coros e orquestras reais, porém desta vez pode-se ouvir a consolidação de um estilo, composições muito bem elaborada, e principalmente, uma produção dinâmica, cristalina e virtuosa.


As impressões do passado!


Na época, quando ouvi Visions, fiquei impressionado como a produção e a mixagem soavam cristalinas, com timbres bem distintos os instrumentos, bem evidentes, impressionavam  quem começou ouvindo os Keepers do Helloween, Metallica, Maiden, Malmsteen entre outros.

Eu ouvi esse álbum MUITAS vezes, fiquei muito empolgado com a velocidade, melodias, refrães e os vocais de Kotipelto, que na época eram bem lineares, mas que cativou meus ouvidos, talvez a "novidade"não fosse tãão original, mas para quem iniciava a trajetória na música pesada, soava muito forte, com um estilo próprio, e um punhado de excelentes canções.

Por anos Visions foi uma das coisas mais legais que eu ouvi, e com certeza, me cativou!

Como o álbum envelheceu?

A música contida em Visions sobreviveu bem ao tempo, por mais que teclados e guitarras duelando, bumbos duplos, baixo fraseados e vocais bem a frente soem totalmente ultrapassados há uns bons anos, neste álbum, tudo funcionou bem, e o mais importante, venceu o tempo e marcou época.

Talvez a qualidade dos músicos, muito bons por sinal,fez com que o  Stratovarius dessa formação tivesse seu auge neste álbum e com o evidente sucesso da proposta da banda, houve uma explosão do estilo que carregou consigo muitas bandas, levando tal o Power Metal ao esgotamento nos anos seguintes.

Ainda hoje a hard rock Kiss of Judas, as belas melodias de Black Diamond com seus teclados hipnotizantes, o melódico clássico de  Forever Free, lado progressivo de Abyss of your Eyes e a épica Visions e seus 10 minutos conseguiram mostrar que a boa música pode sobreviver ao tempo, e independente do gênero ainda diverte e cativa seu ouvinte.

O mais importante, anos após seu lançamento, é que ainda gosto do álbum, obviamente menos que a 15 anos atrás é verdade, porém os pontos fortes do álbum continuam lá, e acredito que Visions virou uma referência dentro da música pesada.

Entretanto, é evidente que a própria banda virou refém do bom trabalho deste álbum e não conseguiu evoluir muito desde então, ficando presa aos velhos clichês que cansou nosso ouvidos. Porém isso é outra história!
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