1 de mai de 2012

Masterplan - MKII (2007) "Test Time Review" #1

Existem álbuns que não resistem ao tempo, aquele disco que você viciou em determinada época, e quando vai re-ouvir, anos depois, ou você ouve com saudosismo, ou você não consegue ouvir! Assim como existem aqueles que você fica anos sem ouvir, e quando ouve novamente, sente aquele mesmo "hype" de quando viciou nele.

Por isso, cá estou eu inaugurando o "TEST TIME REVIEW", que consiste em uma análise de um álbum que já não é novo, mas que pode ter sido ruim na época, mas que ficou bom com o passar do tempo, ou o contrário...

O escolhido para o TEST TIME REVIEW #1 (parece nome de chamada de sorteio em rádio americana, PQP!) foi o terceiro disco da banda germânica MASTERPLAN, intitulado MKII, referência  a segunda formação da banda, algo que influenciou DIRETAMENTE na sonoridade dela.


O material até hoje não é visto com "bons olhos" para os fãs mais puristas, mas é SIM um som autêntico, moderno, mesmo remetendo as características de Power Metal, que não é um gênero dos mais inovadores...

As linhas vocais de Mike DiMeo (ex-Riot) encaixam-se como uma luva na proposta do material, mais melódico (nada a ver com power metal/metal melódico, e sim do vocal ter mais melodia), porém ainda agressivo e rápido! Foi uma ótima escolha de Roland Grapow  preferir um vocal TOTALMENTE diferente do antigo vocalista.

Já a linha instrumental da bateria, me remete a um material já gravado pelo Uli Kusch, porém, regravado pelo Mike Terrana (ex-Rage), que deve ter acrescentado alguma coisa aqui e ali.

O Disco em si (não, não é a nota musical).

Phoenix Rising - Introdução instrumental, que ainda não tinha sido utilizada em nenhum material da banda. Pode assustar alguns, mas mostra bem o que está por vir (vide a linha de cordas e samples no teclado).

Warrior's Cry - Depois daquela intro calma... entra a banda já CHUTANDO TUDO! Extremamente rápida e melódica! Destaque pra base do Grapow, e o Terrana detonando no bumbo duplo. Além do teclado de fundo...  Ah sim,  BAITA solo!

Lost And Gone - Música que dá nome ao EP da banda, e que também teve um clipe gravado. Mostra bem a diferença do material para os demais já lançados da banda.  Axel (tecladista) participa diretamente dela com uma ótima base . Soa meio sombria, com bastante melodia, mas com partes rápidas. E sim, algo que não creio que muita gente tenha percebido, mas tem uma linha de "cravo" na música. Demonstra bem a proposta do álbum.

Keeps Me Burning -  Primeira música que tive contato do novo material, em meados de 2006 (final de 2006), soa como "Heroes" (música do primeiro álbum da banda), acho que devido a batida da bateria. Que ainda assim tem umas partes truncadas com bumbo duplo. DiMeo manda bem nela!

Take Me Over - A intro dela é bem calma com violão, depois passa a BEM pesada com a bateria/guitarra/teclado entrando juntos...  ora bem melódica, ora bem pesada, e com um show de Mike DiMeo. 

I'm Gonna Win - Já disse que gosto de letras positivas? Então...  o teclado se sobressai aqui, provavelmente é uma música do Axel.

Watching The World - Outra que mostra bem o álbum, ora rápido, ora melódico. Nesse caso, com um toque meio sombrio (no seu início).

Call The Gipsy - Tem uma levada mais hard rock, mas com o peso do Masterplan... e um show a parte de Mike Dimeo.

Trust In You - Com um belo começo Vocal/Piano/Bateria, e mais um ótimo trampo do DiMeo nos vocais, aparenta ser uma possível balada, porém, pesada demais pra ser uma. Gosto da carga melódica dela, e das partes truncadas na bateria.

Masterplan - Achamos a minha preferida... ironicamente, é uma música do Uli Kusch (ex-baterista), extremamente rápida, pesada, e truncada. Além de um refrão bem grudento. Ah... e pra não esquecer, mais um show do Mike DiMeo. Aliás, a banda toda se sai bem aqui.

Enemy - Mais uma música mais melódica, não tão rápida quanto a anterior, mas que mantém o a pegada. Ótima letra também.

Heart Of Darkness - Soa como "continuação" de Lost And Gone, é uma música mais triste, melódica, e bem pesada e longa.

*The Master's Voice - Sim, intro instrumental até no EP, de violoncelo/violino, passando por metais ... e coral. Não podia deixar passar o comentário sobre ela: Belíssima.

*Dying Just To Live - Música acústica/elétrica, me lembra "Lord I'm Dying", música de trabalho solo de Roland Grapow. Linda letra, e mais um ótimo trabalho vocal do DiMeo. 

 (*) Músicas lançadas do EP "Lost And Gone" (2007) e "bônus tracks" na versão Russa de MKII.

Passados 5 anos de seu lançamento, MKII continua a ser um "Masterpiece" pra mim. Creio eu, devido a variação do mesmo, e soar diferente de qualquer material da banda. Outra coisa a salientar, é que com esse tempo, dá pra entender muita coisa relacionada a banda/material/época:

Roland Grapow se virou sozinho com a banda, e conseguiu "revelar" um GRANDE material, mesmo tendo que repor peças, e etc. Carregou a responsabilidade da banda pra si, e saiu-se MUITÍSSIMO bem. Não citei tanto a linha dele no review "música a música", mas mostrou um leque impressionante de material. Além da composição, claro.

Axel Mackenhott, acho que foi um dos responsáveis da banda soar mais melódica, conseguiu suprir a lacuna de composição deixada pelo Uli Kusch de forma própria, e autêntica. (Esse fato de surprir composição, foi confirmado pelo Roland Grapow, anos depois).

Mike DiMeo, independentemente dos problemas ao vivo, mostrou MUITA competência no álbum. Encaixou-se PERFEITAMENTE na sonoridade do mesmo. Além do processo de composição que foi parecido com os primeiros: "Estamos com a música pronta, se vira, encaixa a letra e vocal!" (coisa que Roland e Uli fizeram nas composições anteriores). Enfim, uma pena não ter dado certo, mas é responsável por algumas principais características que me fazem gostar do material. Ironicamente, na época, o criticava muito.

P.S.: Pensei que ia sair altas trolladas aqui, mas nem saiu. Na próxima, prometo chutar o pau da barraca!
Postar um comentário