27 de jul de 2015

Muse - Drones





Nota: 7,5

O Muse deixou de ser uma promessa do Rock e se tornou realidade faz alguns anos, junto ao Foo Fighters divide o trono de maior banda do estilo do planeta, ao contrário da turma de Dave Grohl, o trio inglês viaja entre diversos estilos da chamada música popular.

Em um mesmo disco escutamos Rock, Metal, Hard Rock, Eletrônico, Dub Step, Pop e até Incursões sinfônicas, essa mistura funciona muito bem graças a habilidade e competência do principal compositor o guitarrista e vocalista Matthew Bellamy.

O sétimo disco de estúdio dos caras e apresenta uma sonoridade ligeiramente diferente do que ouvimos nos dois últimos discos, The Resistence (2009) e The 2nd Law (2012) que tinham mais influências eletrônicas em meio ao conceito de "Wall Of Sound" das produções do conjunto, desta fez as guitarras e as batidas Rock se fazem mais presentes.


Dead Inside abre o ambicioso trabalho com uma invariável batida dubstep mesclado a guitarras sintetizadas e uma linha de baixo hipnotizante do excelente Chris Wolstenholme, pegando carona no disco The Resistence, Psycho foi o primeiro single, e é iniciada em clima de guerra fria (tema do disco) com um oficial ordenando seu soldado a ser uma máquina de matar, o compasso em forma de marcha liderado pela bateria de Dominic Howard casa bem com o riff pesado e cheio de groove da guitarra de Bellamy.

O disco caminha bem com a pop e emocional Mercy, ganha contornos dramáticos e industriais em Reapers e flerta com o Rock e Metal Progressivo djent com a intrigante The Handler, uma grande música com um harmonias certeiras.

Apesar de metade do disco passar sem problemas, o Muse não consegue engrenar 100% graças uma vez que repete a fórmula adotada em seus discos recentes, causando uma impressão de que a criatividade de outrora vem perdendo força.

Defector tem um riff de guitarra interessante e um som de baixo robusto, porém a sensação de "já ouvi isso antes" fica no ar, talvez melodias mais ortodoxas quebrariam o tom experimental que muitas vezes não soa espontâneo. Revolt traz bons momentos vocais e um ar acessível bem vindo, mas novamente sem surpreender.

A tão elogiada sensibilidade musical do trio dá as caras na ótima Aftermath e sua veia melancólica que prepara o terreno para a épica e espetacular The Globalist, um dos momentos que remetem ao Muse que mostrou sua cara ao mundo com seus 10 minutos de viagem, megalomaníaca sim, mas bom gosto acima de tudo. A faixa título fecha o disco em clima pós apocaliptico transportando o ouvinte para o conceito do disco.

 Drones é um trabalho bem feito, com uma produção de primeira linha, e traz o Muse novamente mais próximo do rock pesado, entretanto, alguns momentos a fórmula de misturar tudo e criar uma massa sonora (pesquise o conceito de Wall Of Sound) cansa, e impede um trabalho ainda melhor. 

Entretanto a qualidade supera os defeitos, se você gosta da ousadia do Rock inglês, somado a complexidade sonora ímpar, pode conferir sem medo.



Psycho





Drones (2015)





A Banda

Matthew Bellamy (Vocais, Guitarras, Sintetizadores,Teclado)
Chris Wolstenholme (Baixo, Backing Vocals, Sintetizadores)
Dominic Howard (Bateria, Backing Vocals)

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