27 de out de 2012

"Right In The Guts" - Herman Frank (2012)

Depois de vários textos sobre MMA/UFC e etc, percebi que tava na hora de por um pouco de conteúdo musical aqui no IT'S ELECTRIC. Assim como estou em falta com vocês, já que faz muito tempo que não escrevo aqui, mas a espera (espera?) acabou.

Tinha planos para fazer um review "fugindo" da minha zona de conforto, primeiramente ia fazer sobre o novo (e sensacional) álbum do TESTAMENT. Porém, um álbum que "não dava nada por ele" me roubou a atenção e audição. Estou falando do segundo álbum solo do guitarrista do ACCEPT: O sr. HERMAN FRANK!

Primeiramente antecipo que não conheço muito ACCEPT, respeito, mas não costumo ouvir muito, o review vai ser calcado em seu álbum solo MESMO e suas características. Ainda que, muito das características do Herman Frank em sua banda, são encontradas no seu mais recente trabalho: "Right In The Guts".



A Cozinha do Disco


Confesso que minha primeira surpresa do disco foi o vocalista Rick Altzi (At Vance, Thunderstone), que eu já conhecia pelo AT VANCE, sou fã desse vocal, que tem um "quê" de Jorn Lande (e consequentemente um timbre que remete ao Coverdale).

Mamalitsidis Cristos faz a base (guitarra) para o Herman, e o line-up fica completo com Peter Pichl (Yargos, ex-Running Wild) no baixo e Michael Wolpers na bateria.


Da esquerda para direita: Rick Altzi, Mamalitsidis Cristos, Herman Frank, Peter Pichl e Michael Wolpes.

Roaring Thunder!

A principal qualidade desse álbum é ser Heavy Metal tradicional, sem frescuras, e direto. E a música de abertura já chega CHUTANDO TUDO, sim, estou falando de "Roaring Thunder"! Intro com bateria rápida, e quando entra o "Waaaa waaaaaaaaaaa" da guitarra do Herman, nossa! Quase que derrubo o PC aqui!

A seguinte, que dá nome ao título do material, "Right In The Guts" chega com um riff sujo, simples, cru... mas car***, ele vicia! Sim, vai martelar na sua cabeça, juntando ao refrão grudento, essa música vai te "importunar" por um tempinho ... (demonstrando a qualidade do material). 

O trampo continua com a mesma porrada, riffs sensacionais, baterias rápidas, solos duplos. (muito bom saber que o Herman preferiu colocar mais um guitarrista, já que ele provavelmente poderia tê-lo feito sozinho ... indicios de algo ao vivo? Seria ótimo!)

Outro destaque do álbum é uma "semi-balada" "Falling To Pieces", nela percebe-se muito das características do vocalista do At Vance...  a música lembra (bem longe) algo do Whitesnake, quando fica na parte groovada (baixo segurando a música), e o Rick cantando em um tom baixo. Até a afinação no solo, lembra a banda do Sr. David Coverdale.


Resumo da Ópera (trocadilho vem a calhar) e Considerações finais

Se você gosta de Heavy Metal Tradicional, riffs marcantes (por sinal, o Sr. Herman Frank é um baita dum riffmaker, não tem UM ruim nesse disco), refrões que grudam, um baixo presente, e uma bateria rápida, você vai adorar o álbum, ele segue isso a risca, sem parecer plágio ou datado, é um resultado INCRÍVEL!
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Fiquei realmente impressionado com essa "bolacha" (antiga referência a vinil, mesmo eu ouvindo em mp3, e em breve pego o cd, porque vale a pena), conheci uma faceta nova do Rick Altzi, e mesmo cantando em tons altos, e fazendo algo novo para mim (Rick Altzi? Heavy Tradicional? ... pois é), ele mandou MUITO bem, canta em tons baixos também, um show a parte.

A base feita por
Mamalitsidis Cristos é muito competente, acrescenta muito ao material, além disso, os solos duplos são excelentes! Funciona muito bem aqui.

Bateria e baixo merecem destaque ... principalmente esse último, EXTREMAMENTE PRESENTE em todas as músicas, a parte grave contrasta muito bem com o peso das guitarras. Peter Pichl está de parabéns!

Sobre o cara das baquetas... Michael Wolpes manda MUITO BEM nesse disco, ora rápido, ora cadenceado, ora truncado (sim, em um álbum de heavy tradicional, ele consegue encaixar umas subidas e descidas de tom no meio da música), espetacular!
 
Agora, o que falar do Sr. Herman Frank? (além do baita riffmaker que eu citei anteriormente). Aliás, tenho que comentar mais sobre isso, ele não inventa, faz o basico, riffs simples, mas EXTREMAMENTE CATIVANTES, riffs que complementam e caracterizam/carregam a música.
Através desse material, me interessei em procurar mais material dele, além do ACCEPT, ouvi o álbum solo anterior, que mantém a mesma pegada/nível (porém, acho esse melhor), ouvi material do VICTORY, banda dele também, que tem uma carreira bem extensa. Além de projetos como MOON'DOC, POISON SUN e da participação dele no SINNER  (Touch of Sin, de 1985). 


P.S.: Confesso a vocês, adoraria um trampo dele com o Sinner + Ralf Scheepers. Com essa pegada, sairia um disco MATADOR!
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