29 de mar de 2008

Em Homenagem ao hard rock anos 80

Banda: Badlands
Album: Badlands
Ano: 1989

Nota 10

Ray Gillen (Vocal)
Jake E Lee (Guitarra)
Craig Chaisson (Baixo)
Eric Singer (Bateria)


O mundo do rock consagra astros, elege líderes, cria mitos e...comete MUITAS injustiças, Músicos Famosos, Músicas Excelentes uma combinação de sucesso certo? Nem sempre... O Badlands foi formado em 1989 por Ray Gillen (V); Jake E Lee (G); Craig Chaisson (B) e Eric Singer (D).
Todos músicos já eram relativamente experientes, tendo passagens por bandas como Black Sabbath, Ozzy, Steeler (ex banda de Malmsteen), Lita Ford e entre outros. Ao se juntaram, deram ínicio a uma banda excelente, que praticava um Hard Rock empolgante e fabuloso, numa mistura de Whitesnake e Led Zepellin com muita personalidade.

High Wire abre o álbum com um riff forte e harmônico, com ele entra a voz cristalina e poderosa de Ray Gillen, que não deixa dúvidas sobre seu talento e autenticidade, o mid tempo da bateria e o baixo muito bem trabalhado encantam com um groove digno dos melhores momentos já vistos no Hard Rock oitentista. A bateria de Eric Singer lembra bastante Joh Boham nesse som, com uso das conduções e ataque o tempo todo.

Sem parar entra Dreams in The Dark, o hit do álbum que figurou na MTV e nos charts por alguns meses, nada de farofa, muito pelo contrário, um tema rock, com um belo arranjo digno dos melhores momentos de Jake E Lee no Ozzy, e uma linha de baixo muito dinâmica, o ótimo refrào é guiado por Gillen com muita competência e Carisma.

A terceira música, jade's song, um belo tema acústico estrutrada no folk, serve de introdução para outro Hit, Winters's Call, a fusão entre os power chords e acordes dissonantes e violões de Jake E Lee, vocal inspiradíssimo de Gillen, , a estrutura ritmica intrincada, com ótimo trabalho da cozinha, aliás uma das mais criativas em anos, constroem uma das melhores músicas do álbum. Vale ressaltar o melhor solo de Lee desde Bark At the Moon!

Entrando no limite!!! Living On the Edge chega com os dois pés, Hard Rock, num tempo mais acelerado, mostrando o lado bom da simplicidade, com Vocal, bateria, Baixo e Guitarras fazendo um belo som!! Rápida e eficiente.

Um dos melhores momentos do Badlands, Streets Cry Freedom, um som épico e imponente, o começo calmo, com A voz de Gillen e a Guitarra de Lee preparando o terreno para o melhor refrão do álbum, com uma métrica impecável! A música vai crescendo e culmina numa parte bem Black Sabbath,com um andamento mais acelerado, Basicamente um encontro entre Sabbath, Led e Whitesnake. Ao meu ver a melhor música do álbum.


Eric singer solta o braço, dois bumbos na velocidade certa, e um solo inicial de tirar o folêgo, em Hard Driver, o Badlands acelera o andamento e Gillen não deixa a adrenalina baixar, com uma atuação fantástica trabalhando sua voz em notas bem altas, e Chaisson não quer saber de brincadeira, trabalhando seu baixo como um instrumento que não se limita a acompanhar a banda, e sim se destacar.

O Blues aparece em Rumblim Train, numa levada arrastada, bem acompanhada dos históricos licks de Jake E Lee, o destaque nessa faixa é Ray Gillen, sua voz trabalha bem nos graves como pede o estilo, e na hora do refrão aparece com um tom médio bem amparado por drives, o que faz a perfomance vocal crescer em feeling, essencial para o Blues, Vale também os solos bem velozes de Lee, quebrando o protocolo do Blues!


Devil's Stomp mostra um inicio acústico, num dueto com a voz afinadíssima, talvez o maior diferencial do Badlands fosse a qualidade de seus músicos em compor e executar, a banda trabalha muito bem no groove que antecede um riff alá Jimmy page, e a cozinha sempre trabalhando no ritmo, sem deixar brechas e fugindo da monotonia. A Dinâmica da canção contagia, numa interessante mistura de guitarras bem distorcidas e violões.

Seasons vem anunciando os momentos finais do álbum, uma balada fantástica, passando longe do romantismo barato das músicas mais lentas, ela soa emocionante na voz perfeita de Ray Gillen, todos os arranjos são cuidadosamente elaborados, promovendo uma densidade sonora impressionante, cada instrumento prepara o terreno para a voz, os riffs mais pesados , a bateria marcada, e o baixo bem fluente, transportam o ouvinte para dentro da canção.

Para fechar Ball & Chain, incialmente bonus japonês, e em 99 foi inserida no track list do relançamento (que ja encontra-se novamente fora de catálogo). Groove comanda o som Funkeado, a guitarra e o baixo duelam na mesma harmonia, os licks de Lee fazem presente, e a bateria bem ritmica e economica de Singer soam perfeitas nessa canção.


Um álbum sem falhas, muito superior a maioria do que foi lançado nos anos 80, nào foi bem divulgado, Lee e Gillen também não queriam muitas fotos promocionais e etc..acabaram colhendo isso... mas musicalmente o Badlands é fantástico. Obrigatório!

Para quem quiser, podem conferir o clip de Dreams in The Dark logo abaixo:

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