5 de nov de 2007

Um review das antigas

Revirando meus arquivos, achei um review do Jugulator do Judas Priest, originalmente postado no Disconnected.

O inicio da Era Ripper, e não é que Jugulator tem seu valor?

Vida longa ao Priest!



Judas Priest

Jugulator

01. Jugulator
02. Blood Stained
03. Dead Meat

04. Death Row
05. Decapitate
06. Burn in Hell

07. Brain Dead
08. Abductors
09. Bullet Train
10. Cathedral Spires




O Judas Priest passou por momentos distintos nos anos 90, o sucesso de Painkiller, de 1990, levou a banda ao topo da cena mundial novamente, posteriormente a saída de Rob Halford, (Vocalista e um dos principais compositores), em 1993, que montou o Fight, foi um golpe e tanto para os demais membros ,e por fim em 1996 vem o primeiro disco com o novato vocalista Tim " Ripper" Owens, Jugulator , com um novo direcionamento musical. Sendo assim as expectartivas eram enormes.
Quando o play começa a rolar encontramos um inicio com influências Industriais, seguidos de riffs palhetados e bateria veloz arrasando nos dois bumbos é a faixa título, um belo cartão de visitas, e já mostrava a mudança de direcionamento de outrora ícone do Metal Tradicional, o Priest passava a flertar um Thrash Metal agressivo, uma continuação mais pesada e moderna de Painkiller , impossível não destacar a voz potente, aguda, agressiva, versátil e marcante do então estreante Ripper Owens.
Blood Stained segue numa pegada um pouco mais cadenciada, com as guitarras abafadas e recheadas de efeitos, o refrão marcante e fácil é uma ótima pedida nos shows, grande faixa. Já em Dead Meat, começa a aprecer o defeito de Jugulator, músicas pouco inspiradas ao lado de grandes canções, esta música passa batida, pesada, rápida, agressiva e crua, porém sem brilho.
Mais um bom momento, Death Row, é um dos pontos altos de Jugulator, começa soturna, e angustiante, mas depois entra riffs poderosos, e com tendencias industriais de Tipton e KK Downing, acompanhados pelo baixo consistente de Ian Hill e a Bateria sempre afiadíssíma de Scott Travis, Owens então parece um veterano, cantando com segurança, usando tons mais baixos mas muito interessantes, O Grande rerfrão mais uma vez é destaque!
A Gangorra contnua, Decapitate tem apenas um bom riff, contudo falta brilho à composição, que poderia ser melhor trabalhada, já que tem um riff bem forte, mas deixou a desejar, em compensação, na sequência temos Burn In Hell, a melhor música do álbum, uma das mais legais da carreira do Judas Priest.Cadenciada e com compassos alternados, e até uma parte bem Thrash Metal, lembrando o Sepultura do Chaos AD, porém com as guitarras bem fortes que consagrou a banda, executando os melhores solos de do álbum.
Na Parte final do disco ainda temos, a mediana Brain Dead, que tinha tudo para ser um dos momentos bons do álbum, mas acaba enjoando devido a simplicidade excessiva dos arranjos, Abductors vem bem, sombria, e com vocais alternando agudos, médios, graves e urros, ótima desempenho de Owens, Bullet Train acelera o ritmo, e é um soco no estomâgo, pesada, empolgante e totalmente Thrash Metal.
Cathedral Spires, épica, com ótimos arranjos, e um fabuloso trabalho instrumental e vocal, hora melodiosa e calma, hora mais agressiva, uma ótima música.
O Priest conseguiu um ótimo vocalista que ficaria mundialmente conhecido por substituir Halford com Maestria e personalidade, porém este deixaria a banda após mais 2 discos ao vivo e o álbum Demolition.
Musicalmente faltou os típicos duetos e solos de guitarra da dupla Tipton e Downing, desagradando aqueles que esperavam o retorno da banda ao estilo oitentista. Entretanto Jugulator consegue êxito na proposta de trazer uma sonoridade pesada, agressiva e moderna, mas faltou regularidade, deixando o álbum com muitos altos e baixos ao longo da audição.
Postar um comentário