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19 de jan. de 2017

Its Electric recomenda: Metal Nacional para sair da mesmice!



Que Sepultura e Angra são gigantes importantíssimos para a música pesada brasileira ninguém pode negar, muito menos que seus álbuns e músicos envolvidos construíram um legado enorme, além de uma boa plataforma para que músicos pudessem sonhar com a difícil tarefa de espalhar sua arte fora do espectro mais comum de nossa cultura.

Conformem-se Rock e Heavy Metal não fazem parte da cultura popular brasileira, tratam-se de segmentos de nicho que detém uma certa popularidade diante uma parcela da população, somente isso por enquanto, e claro que esperamos que isso mude algum dia, quem sabe? Não custa nada sonhar!

Entretanto, nós fãs, podemos dar mais chances as boas bandas que batalham por aqui, e não são poucas, assim decidi listar cinco  ótimos álbuns fora dos dois nomes citados acima que mostram muito do talento que fica escondido nesse Brasilsão...

Vamos a eles!



 Pastore - The Price For The Human Sins (2010)




Mario Pastore é um veterano na cena, vocalista com talento imenso, encontrou em seu projeto solo uma forma de colocar sua voz a serviço de músicas feitas para encaixar perfeitamente com seu estilo. The Price For Human Sins, seu debut solo,  é um prato cheio para quem gosta de um Metal Tradicional, bem feito, direto e reto.  Destaques: The Price For The Human Sins, Fallen Angel e Far Away


 King of Bones - Don't Mess With The King (2016)




Uma grande banda com uma proposta calcada no Hard Rock, músicos competentes, composições cativantes e uma produção bem acabada. Apesar de novos na cena o KoB se comporta como veteranos,  talento a serviço da música. O segundo disco dos caras é azeitado, tem personalidade e estilos próprios. Destaques: Hold Me Closer, Black Angel e Point Of No Return.


 Hibria - The Blind Ride (2011)




O Hibria é um dos melhores nomes surgidos no Brasil, são cinco discos algumas turnês no exterior. O terceiro disco dos caras é o inicio da guinada que elevou a banda de promessa para realidade, The Blind Ride é um petardo, empolgante e energético, a qualidade dos músicos envolvidos saltam aos ouvidos. Destaques: Welcome to the Horror Show, Nonconforming Minds e Blinded By Fate


 Shadowside - Inner Monster Out (2012)




Dani Nolden é uma frontwoman de responsabilidade, sua voz rouca e potente casa com estilo puxado para o Metal Tradiciocional, Inner Monster Out tem produções gringa, excelentes composições, trata-se de um disco é enxuto e eficiente. A prova que bandas brasileiras podem soar tão bem quanto qualquer outra. Vale acompanhar o trabalho deles! Destaques: Angel With Horns, Inner Monster Out e Whatever Our Fortuna



 Noturnall- Noturnall (2014)




O Noturnall é a banda mais inovadora surgida nesses últimos cinco anos por aqui, uma fusão de diversos estilos, do Prog Metal ao Groove, tudo envolvido em uma atmosfera caótica e pesada, excelentes músicos pisando no acelerador. O Debut de 2014 é grandioso, um choque para quem esperava que os ex-integrantes da segunda formação do Shaman mais Aquiles Priester iam descambar  em um Power Metal clichê se surpreendeu. Um petardo. Destaques: Nocturnal Human Side, St Triger, Hate!!


Gostaram? Sugestões? Críticas? Fiquem a vontade para comentar.


27 de dez. de 2015

Os melhores álbuns de Rock/ Metal de 2015




Quando 2015 começou eu não achava que teríamos uma safra tão rica de bons lançamentos no mundo da música pesada, registros das mais diversas vertentes e de diferentes gerações fizeram deste ano realmente especial, unindo desde novatos até lendas inquestionáveis.

Selecionar 10 discos sempre é complicado e deixa aquela sensação de que artistas x ou y poderia estar na lista em lugar de outro. A tarefa torna-se mais justa graças ao fato de poder citar ainda alguns concorrentes ao top 10, mas ao mesmo tempo é um dos melhores momentos musicais do ano, hora de pegar todos esses discos e curtir de verdade, e até reavaliar algumas opiniões porque música, antes de tudo, é estado de espirito.







Os suecos do Enforcer representam a novíssima  safra que tenta resgatar um Heavy Metal tradicional de raiz, sem apresentar de fato algo novo. Confesso que só por esse fato pensei que não ia curtir muito o som dos caras até ouvi-los com atenção em 2013. A energia me contagiou e apesar de não trazer muitas novidades o quarteto executa tudo com qualidade e talento, o disco é empolgante e traz uma sensação de vitalidade impressionante. Ponto para os caras! Destaques: Destroyer, From Beyond e Below The Slumber.





Disparado a maior surpresa do ano vinda diretamente aqui do Brasil, o Heaviest surgiu "do nada"e anunciou o grande Mário Pastore nos vocais e o resultado foi realmente grandioso. Heavy Metal atualizado mesclando grooves pesados com melodias certeiras, impossível não lembrar do saudoso Fight com toques mais complexos. Um achado de 2015, um disco obrigatório. Destaques: Decisions, Betrayed e Nowhere.






#8- Symphony x - Underworld

O Symphony X é um dos maiores expoentes do Prog Metal surgido nos anos 90, um time entrosado dotado de técnica, musicalidade e até pretensões ímpares, o quinteto de New Jersey sempre consegue grandes resultados graças ao trabalho árduo do guitarrista e líder Michael Romeo que molda suas obras sem pressa de lançamento, trazendo sempre ótimas canções. Destaques: Nevermore, To Hell And Back e Run With Devil





#7- Act Of Defiance - Birth and Burial

Chris Broderick e Shawn Drover saíram do Megadeth para dar vida a música própria longe do QG de Dave Mustaine e acertaram a mão, com um material riquíssimo deram uma aula de Thrash Metal técnico e moderno que não deixa pedra sobre pedra. Sim Mustaine deveria ter dado mais ouvido a seus ex colegas de banda. Desataques: Throwback, Refrain and Re-Fracture e Desastrophe 








Mais um nome da nova geração do Heavy Metal, de forma oposta ao Enfrocer os norte americanos do Periphery investem em uma sonoridade totalmente calcada em elementos Progressivos misturados com Groove Metal e Metal alternativo explorando diversas estruturas sonoras, trabalho duplo que impressiona pela ousadia e competência. Destaques:  Heavy Heart, Rainbow Gravity, The Bad Thing e Omega.





#5- Noturnall - Back to Fuck You Up

As bandas brasileiras de Heavy Metal  vem fazendo bonito com produções decentes, grandes músicos e muita personalidade, o Noturnalll lançou seu segundo disco um ano após seu debut, e Back To Fuck You Up é certeiro, som pesado, agressivo sem barreiras, uma banda nova fazendo algo novo. Ótima pedida. Destaques: Back To Fuck You Up, Zombies (The Holy Trinity) e Fight The System







#4- Iron Maiden - Book Of Souls

Sinceramente eu não esperava que o Iron Maiden ainda poderia surpreender seus fãs  a essa altura da carreira, mas Book Of Souls quebrou a banca e mostrou todo o poderio do Metal Inglês, sim é um Maiden mais progressivo e maduro, mas sem perder a pegada consagrada. Um disco realmente excelente. Destaques: If Eternity Should Fail, The Book Of Souls e Empire Of The Clouds.






#3- Hibria - Hibria

Os gaúchos do Hibria não perdem o pique, com uma discografia sólida e uma reputação ascendente a banda vem se consolidando como um dos protagonistas do cenário do Power Metal mundial, quando grandes músicos conseguem escrevem boas músicas o resultado é sempre ótimo, ouça bem alto. Destaques: Pain, Tightrope e Ghosts





#2- Queensrÿche - Condition Hüman

"O melhor ainda estar por vir" essa frase me veio a cabeça quando ouvi o disco de retorno do Queensrÿche em 2013 com Todd LaTorre nos vocais. Pois bem, o melhor chegou, Condition Hüman compete em pé de igualdade com os melhores discos da carreira dos caras. Não ouviu ainda? Então não perca tempo. Destaques: Hellfire, Eye9 e Condition Hüman










#1 - Lamb of God -Sturn Und Drang 

O Lamb Of God merece todo o reconhecimento que vem recebendo, com uma discografia sólida recheada de hinos da música pesada o quinteto lança um disco absurdamente bom, Sturn Und Drang é a prova viva que o Heavy Metal sempre terá grandes bandas para perpetuar o legado da música pesada. Uma obra prima. Destaques: Still Echoes, 512 e Overlord.



Quase Entraram

Art of Anarchy - Art of Anarchy

Um dos grandes discos do ano, ficou de fora por muito pouco e talvez no futuro me arrependerei de deixa-lo na lista dos que bateram na trave. Hard Rock vigoroso, cativante com execução exemplar, o falecido Scott Welliand brilhou mais uma vez.

Vintage Trouble - 1 Hopeful Rd.

Rock com forte influência de Soul Music recheado de melodias excelentes e muito bom gosto, o Vintage Trouble merece sucesso pois aposta em algo que estava esquecido na música atual. Recomendo.

Angra - Secret Garden

O Angra também fez bonito em um álbum de retorno, com Fabio Lione nos vocais mostrou novas nuances e experimentou em diversos momentos. Um grande disco.

Winery Dogs - Hot Streak

Hot Streak mantém a pegada Hard Rock fundida com progressivo, com Kotzen, Sheehan e Portnoy fica difícil sair algo ruim. Pode conferir sem medo!

Decepção

Shinedown -Threat To Survival

O novo disco do Shinedown é uma verdadeira decepção, a banda que transitava bem entre o Hard Rock com toques de Heavy Metal, Country e Pop Rock, desbancou para uma sonoridade batida e descartável. A nova empreitada dos caras é BEM mais ou menos...

Pior Resultado

Operation Mindcrime - The Key

Não entendo os motivo os pelos quais Geoff Tate ainda insiste em tamanha presepada, seu projeto é uma verdadeiro fiasco e arranha sua imagem, e não é pelo fato de se afastar de seu passado glorioso, mas por evidenciar seus piores defeitos, os mesmos que quase arruinaram o Queensrÿche. Faça um favor a si mesmo e fique longe desta fria!


9 de ago. de 2015

Hibria - Hibria





Nota: 9,00

O Hibria é uma realidade dentro da música pesada mundial, uma banda que consegue se destacar em um cenário adverso, saturado, marginalizado que é a cena de Metal aqui no Brasil, os gaúchos possuem uma identidade musical latente, talento e profissionalismo, uma combinação que transforma o quinteto em uma das maiores forças do Power Metal.

Em sua nova empreitada, intitulada de Hibria, os caras consolidaram um estilo que vem se desenhando de forma mais acentuada desde os ótimos Blind Ride (2011) e Silente Revenge (2013), ou seja, é um som pesado, calcado na velocidade e no peso, refrães marcantes e guitarras ferozes, tudo isso envolto a vocalizações certeiras e uma cozinha que é hoje uma das melhores do estilo.

A responsabilidade de entregar um disco a altura dos dois anteriores fez a banda dar um passo um pouco mais ousado, adicionando mais elementos jazzisticos e vocais diferentes como a parceira excelente entre Iuri Sanson e o baixista Benhur Lima na excelente faixa de abertura, Pain.

A dupla de guitarras Renato Osório e Abel Camargo se mantém fiel a proposta que norteou o som do Hibria desde o inicio, um meio termo bem acertado entre riffs bem construídos e pesados, harmonias discretas e solos virtuosos, as porradas Abyss e Tightrope evidenciam essas características e mostram porque o  trabalho em conjunto fala alto.

O amadurecimento traz mudanças sonoras, mesmo que singelas, fica perceptível uma banda soando mais direta e trazendo uma maior carga de interpretação vocal, Iuri entrega de fato sua perfomance definitiva, nem tanto por fazer malabarismos vocais mas sim por incorporar as letras com muita convicção e talento. Life é um groove metal com linhas vocais espetaculares, cadenciada, com ótimos arranjos de fundos orquestrados e um belo refrão.

Ghosts, uma das melhores do play,  é um simbolo de como o Hibria atinge seu auge musical, guitarras dissonantes, melodia cativante e um show a parte da bateria de Baldo, que sabe encaixar suas viradas e dosar cada batida de forma certa, Legacy é direta e grosseira, trazendo uma bem vinda influência de Pantera. Ashamed é toda levada pelo baixo de Benhur, grooveada e lotada de influências jazzisticas, um momento grandioso que abre espaço para as guitarras ferozes de Osório e Camargo numa reviravolta Thrash/Neoclássica, uma mistura surpreendente.

Uma viagem aos discos anteriores, Church é simplesmente Hibria, direta veloz, recheada de punch e técnica, mais uma vez Iuri e Benhur fazem uma dobradinha vencedora com bons contrapontos vocais, em Fame, Iuri divide os vocais com Mia Coldheart (do Crucified Barbara) em um momento mais cadenciado e acessível, Words fecha o track list regular opondo velocidade e momentos cadenciados com um belo arranjo das guitarras.


O quinto disco do Hibria acerta justamente em ousar, não querer repetir uma fórmula, apesar de manter seu estilo ainda intacto, e tudo isso é perfeitamente compreensível, a banda já fez 10 anos, vem galgando degraus importantes e precisa se mostrar ousada, o único porém ficou por conta de alguns timbres e o volume de alguns instrumentos que sofre uma oscilação sensível, nada que desabone o disco, mas o distancia da perfeição.

Simplesmente comprem, um disco ousado e bem sucedido.




Pain




Ouça no Spotify




A Banda

Iuri Sanson (Vocal)
Abel Camargo (Guitarra)
Renato Osorio (Guitarra)
Benhur Lima (Baixo e Vocais)
Eduardo Baldo (Bateria)


12 de fev. de 2015

10 músicas para fugir do carnaval em 2015!




Mais um ano vai começar no Brasil, afinal é carnaval, tempo de alegria, de gente pelada na TV, da mais nova sensação do verão brasileiro, até porque, todo tupiniquim ama carnaval correto? Não! E tem muita gente que vive fugindo da grande folia brasileira, e como no ano passado preparei uma play list para chutar o clima carnavalesco para bem longe dos nosso ouvidos.

Divirtam-se!



#10 In Flames - Trigger

Da Suécia para o mundo, os pioneiros do chamado Death Metal Melódico mudaram de cara ao longo de sua carreira, e em Reroute To Remain se livraram dos rótulos e criaram um estilo único, alegria de uns tristeza de outros.





#9 Metal Church - Badlands

Viajando de volta aos anos 80, um dos pioneiros do metal americano, Metal Church conseguiu agregar sonoridades mais tradicionais do Metal com boas doses de Thrash Metal, ícones absolutos!




#8 Kyng - Electric Halo

Esse trio tem potencial para crescer muito, praticando um som que se aproxima do Stoner, com toques de Hard Rock e Alternativo, cativante e diversificado, o Kyng tem estilo.





#7 - Enforcer - Mesmerized By Fire

Mais um sueco que ajudará a chutar o carnaval longe, o Enforcer é uma banda simples e presa em resgatar uma sonoridade do Metal Tradicional, direto e reto, apesar de não apresentar novidades o ritmo das músicas são alucinantes!





#6 - Hibria - Reborn Form The Ashes

Os gaúchos do Hibria tem adrenalina correndo nas veias, impossível não querem chutar as fantasias alheias ao ouvir petardos como Reborn From The Ashes, uma pancada impiedosa, aquecendo para o novo disco que sai esse ano.







#5 - Pride & Glory - Horse Called War

Um projeto interessantíssimo de Zakk Wylde, que aqui além das guitarras assume os vocais, e conta com James Lomenzo no Baixo e Greg D'Angelo na Bateria, uma aula de música que mistura Southern Rock, Hard Rock e Heavy Metal. Artilharia pesada!





#4 - Foo Fighters - The Feast And The Famine 

Dave Grohl é um dos ícones do Rock, o cara é carismático, determinado e talentoso, fez do Foo Fighters um gigante, baseado na competência, garra e um espirito rebelde e inquieto.




#3 - Slipknot - The Heretic Anthem 

Não existe carnaval sem máscaras, e no nosso top 3, vamos com 3 mascarados, para coroar a grande festa brasileira chamamos o "bloco de Iowa" os 9 mascarados chutam tudo. Impiedosos e brutais





#2 Mercyful Fate - A Dangerous Meeting

Nada como uma boa dose de Horror, o Mercyful Fate é um legítimo representante dos pesadelos alheios graças ao macabro (pero no mucho) King Diamond, aumenta que é sonzeira!





#1 Kiss - Creatures Of The Night

Os reis das máscaras a música é manjada, mas o som de bateria de Eric Carr faz as baterias de escolas de samba terem inveja de um homem só, um som que jogou o Kiss ao Heavy Metal, deixando um pouco de lado o Hard Rock característico. Grande som!




Claro que essa lista é uma brincadeira com o clima carnavalesco, e como vivemos no país da diversidade é importante que as diferenças sejam respeitadas, assim como a lista é variada, e heterogênea, como nosso próprio povo.

Divirtam-se com muita sonzeira!


Ouça também no Spotify, só cadastrar, é gratuito.





18 de dez. de 2013

Os melhores álbuns de Rock/Metal de 2013


O Ano de 2013 foi excelente para os fãs de Hard Rock e Heavy Metal,muitos lançamentos  colocaram um sorriso no rosto dos fãs, bandas de várias gerações fizeram bonito!

Falando em gerações, na minha lista tentei mesclar bandas de todas as épocas  desde dinossauros como Black Sabbath e o fenomenal 13, até o Scorpion Child, que debutou esse ano e tem tudo para explodir.

Geograficamente também encontramos diversidade razoável, tendo os Estados Unidos como predominante devido ao tamanho do mercado por lá, mas ainda vimos Ingleses, Dinamarqueses, Alemães e Brasileiros temos Hard Rock e Heavy Metal de alta qualidade sendo feito em todo o mundo.

A lista dos que quase entraram é quase outro top 10, foi complicado deixá-los de fora, mas escolhas tiveram que ser feitas!

Diivrtam-se




#10 - Masterplan - Novum Initium - Após anos de turbulência e instabilidade Roland Grapow remontou o Masterplan e gravou um disco digno de uma dos grandes nomes do Power Metal mundial. Retomando arranjos intrincados e muitas melodias, Novum Initium traz Rick Altzi nos vocais, que supera as expectativas, grandes composições, execução perfeita. Destaques: Keep Your Dream Alive, Betrayal, Return From Avalon e Novum Initium.





#09 - Volbeat -Outlaw Gentlamen & Shady Ladies - Os Dinamarqueses do Volbeat continuam sua saga de misturar Heavy Metal, Hard Rock e Rockabilly, com temáticas baseadas em Western Horror a banda vem crescendo e tem tudo para ser uma das maiores do mundo. Gentlemen & Shady Ladies fez bonito, mostrando personalidade. Destaques: Dead But Rising, Room 24, Lola Montez e Lonesome Rider.




#08 - Scorpion Child - Scorpion Child - O debut desses texanos é um sucesso de critica, com uma sonoridade que mescla o Hard Rock Setentista com o Heavy Metal praticado na NWOBHM chamou a atenção, mesmo soando retrô, conseguiram entregar um disco com personalidade. Possuem muito futuro. Destaques: Polygon Of Eyes, Salvation Slave, Liquor e Paradigm




#07 - Dream Theater - Dream Theater - O Dream Theater vem reconstruindo sua carreira após a perda de Mike Portnoy, com um disco auto intitulado forte que consegue resgatar parte da magia dos primeiros anos mesclados as influências dos registros recentes. Visivelmente mais inspirados e fluentes na parte criativa, o Dream Theater emplacou um grande disco de Prog Metal. Destaques: The Enemy Inside, The Looking Glass, Surrender To Reason e Illumination Theory





#06 - Hibria - Silent Revenge - O Brasil foi muito bem representado, o Hibria chutou o balde em Silent Revenge, um disco furioso, que pega o ouvinte de primeira. Maturidade, experiência e talento fizeram a diferença. Power Metal feito com inteligência. Destaques: Silent Revenge, Deadly Vengeance, Silence Will Make You Suffer e The Way It is.





#05- Stone Sour - House Of Gold..pt 2 -  Corey Taylor & cia retornaram com seu álbum conceitual recheado de mistérios e viagens sobrenaturais, performances inspiradas e um bom repertório levaram o Stone Sour a outro patamar. Para quem quer ouvir um Hard/Heavy pesado e bem feito esse é o disco! Destaques: Black John, Grave Send, The Uncanny Valley e Do Me a Favor





#04-  The Winery Dogs - The Winery Dogs - Mike Portnoy, Billy Sheehan e Ritchie Kotzen montaram um power trio espetacular, musicalidade fluída, composições que acertam o alvo, meclando bem a habilidade dos músicos e o bom gosto! Grande estréia. Destaques : Elevate, Desire , I'm No Angel e Not Hopless 



#03- Queesnrÿche - Queensrÿche - Chutar Geoff Tate foi a melhor coisa para a banda, com energia renovada entregaram um álbum excelente que resgatou suas origens e atualizou a sonoridade. Todd LaTorre foi uma peça importante para levar a banda para essa nova fase. Destaques: Where Dreams Go To Die, In This Light, Redemption e Open Road.





#02- Black Sabbath - 13 - Os criadores do Heavy Metal voltaram com força total, revisitando a fase  clássica, mostram vitalidade e capacidade de criar música de extrema qualidade. Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Geezer Butler fizeram bonito! Destaques: End Of The Begining, God Is Dead?, Loner e Zeigeist.





#01- Alter Bridge - Fortress - Surpreendente como o Alter Bridge conseguiu dar um passo adiante após o denso AB 3. Apostando em uma dinâmica sonora diversificada, focaram na complexidade e no peso, com um estilo próprio e sem as amarras de seguir fórmulas consagradas que infestam o Heavy Rock atual. Eles continuam ganhando muitos admiradores ao redor do globo. Destaques : Cry of Achilles, Addicted to Pain, Water's Rising e Fortress.

Quase entraram

Trivium - Vengeance's Fall

O Trivium é um grande nome da nova geração, com uma carreira sólida vem amadurecendo e incorporando elementos de Heavy Metal clássico em seu som, em Vengeance's Fall uniram melodia e peso de forma exemplar. Confiram!


Stratovarius - Nemesis

Nemesis figurou no meu top 10 ao longo do ano, mas com a safra boa, alguns nomes ficaram de fora, dei prioridade a nomes como o Volbeat e Scorpion Child. Nemesis é excelente e mostrou a banda revigorada explorando novas sonoridades no Power Metal. Retornaram revigorados.

Korn - Paradigm Shift

Um álbum que quase bagunçou meu top 10, o Korn acertou ao resgatar um som mais orgânico e menos voltado ao dubstep e eletrônico do álbum anterior. Mais visceral e pesado focou numa pegada mais direta e pulsante. Um grande álbum.

Alice In Chains - The Devil Put Dinosaurs Here

O Alice In Chains continua sua trajetória de sucesso em TDPDH, caprichando no peso e na densidade. Viajando entre peso e melancolia o quarteto de Seattle mandou bem e soube moldar seu estilo  para enfrentar mais uma década. Vale a pena ouvir!


Decepção 

Megadeth - Super Collider

Esperava mais de Mustaine & Cia, com músicos excelentes e entrosados todo mundo achava que o Megadeth viria com um trabalho nos moldes de Endgame, mas o que vimos foi um álbum sem testosterona, que acerta em muitos momentos mas falha feio quando tinha que engatar uma marcha mais alta. Quem sabe no próximo álbum....

Pior resultado

Queensrÿche Geoff Tate - Frequency Unknown 

Desastre anunciado de 2013, Geoff Tate criou uma versão bastarda do Queensrÿche e jogou seu nome (que já andava abalado devido a presepadas recentes) na lama. Disco fraco, mal produzido e remendado, faça um favor a você mesmo, não ouça essa porcaria.


11 de dez. de 2013

Hibria - Silent Revenge



Nota: 8


A satisfação de ouvir uma banda como o Hibria vinda de nosso país é enorme, profissionais e capazes de desenvolver um som com personalidade eles conseguiram uma enorme projeção ao tocarem no Palco Sunset do Rock In Rio 2013 ao lado do Almah, e seguraram o rojão com muita competência.

Entretanto, antes desse grande show, em Junho foi lançado Silent Revenge, álbum que foi muito bem aceito no meio da música pesada. Apresentando uma sonoridade vigorosa e com a experiência adquirida nos últimos anos, o Hibria amadureceu sem perder o pique, ao mesmo tempo que estão presentes algumas bases intrincadas podemos ouvir um Power Metal furioso lembrando em alguns momentos o Rage e um pouco de Primal Fear.

Mesmo com uma proposta bem definida os caras não se amarraram em fórmulas batidas, pelo contrário, com muita personalidade chegaram chutando tudo. Iuri Sanson é um vocalista competente, canta muito bem e tem potência na voz, as guitarras de Abel Camargo e Renato Osório estão afiadas, bem timbradas e vieram carregadas com um arsenal de grandes riffs e solos, falar da cozinha formada pelos excelentes Benhur Lima (baixo) e Eduardo Baldo (bateria) é desafiador, ouça, simples assim, eles destroem tudo.

O grande trunfo do Hibria é que mesmo atuando em dentro do saturadíssimo Power Metal  eles mostram novos caminhos, como a sofisticação de arranjos e na adição de bases bem pesadas. Silent Revenge é um bom referencial de como uma banda profissional deve soar.

Quando os primeiros acordes de Silent Revenge saem dos alto falantes notamos a consistência da banda, um grande trabalho em termos de peso aliado a técnica, Benhur Lima dá um show a parte com seu baixo de 6 cordas. Uma música pesada e cheia de groove.

Sem tempo para respirar Lonely Fight mantém a pegada com sua cadência mid tempo bem sacada, Iuri Sasson se destaca tanto na parte técnica quanto na interpretação, Deadly Vengeance engata uma marcha adiante com mais uma pancada Power Metal,  a melodia no refrão aliada aos riffs que beiram o Thrash Metal levantam o ouvinte, a parte cadenciada foi muito bem colocada, os solos estão matadores.

A intensidade das composições é latente, tanto que Walking To Death mantém a rotação alta, peso no talo, vale destacar que Eduardo Baldo é um rolo compressor na bateria, Silence Will Make You Suffer abre com um riff bem forte, e abaixa a pressão mas amplia a melodia, com um refrão fácil e muito bem montado, um dos destaques do disco, repleta de variações.

Shall I Keep On Burning vem num clima de balada melancólica, bem colocada no track list preenche bem seu papel, os primeiros acordes em The Place That You Belong devolvem mais peso na cabeça do ouvinte, calcada no groove mesclado com tempos insanos nos bumbos, mostram alternância de climas com um instrumental sofisticado

Para finalizar duas grandes músicas, as guitarras alá Iron Maiden no começo The Scream Of An Angel soam bem, assim como a sessão ritmica sofisticada, Benhur Lima e Eduardo Baldo não sabem brincar.  Em The Way It Is ouvimos a maior diversidade sonora de todo o registro, desde a pegada Thrash Metal até um interlúdio Jazzistico, Iuri Samson atinge notas altas com facilidade e potência, mais de 8 minutos de bom gosto.

Silent Revenge tem potencial para alavancar a carreira do Hibria que já desfruta de boa popularidade no Japão e China, além de um crescimento considerável por aqui. Com uma boa discografia e muita qualidade ao vivo os gaúchos tendem a crescer ainda mais. 

Quem gosta de Heavy Metal tem que conhcer!



Silent Revenge





Silence Will Make You Suffer









Silent Revenge (2013) 

1. Silent Revenge
2. Lonely Fight
3. Deadly Vengeance
4. Walking To Death
5. Silence Will Make You Suffer
6. Shall I Keep On Burning
7. The Place That You Belong
8. The Scream Of An Angel
9. The Way It Is

A Banda

Iuri Sansom (Vocais)
Abel Camargo (Guitarra)
Renato Osório (Guitarra)
Benhur Lima (Baixo)
Eduardo Baldo (Bateria)