18 de mar. de 2016
Palpites UFC Fight Night 85 - Hunt X Mir
A Austrália é a próxima parada do UFC, com um card recheado de novos nomes buscando mais uma vez uma aproximação com outros mercados, no que tange ao card principal podemos destacar uma luta de veteranos, Frank Mir enfrenta Mark Hunt na divisão dos pesos pesados, uma luta interessante, mas que denota a falta de novos nomes na categoria.
Vamos aos palpites do card principal
Bec Rawlings (6-4) vs. Seo Hee Ham (16-6) => Palpite:Bec Rawlings vence.
James Te Huna (18-8) vs. Steve Bosse (10-2) => Palpite: James Te Huna vence.
Daniel Kelly (10-1) vs. Antonio Carlos Junior (6-1, 1 NC) => Palpite :Antonio Carlos Junior vence.
Jake Matthews (9-1) vs. Johnny Case (22-4) => Palpite: Johnny Case vence.
Neil Magny (17-4) vs. Hector Lombard (34-4-1, 2 NC) => Palpite: Hector Lombard vence.
Mark Hunt (11-10-1) vs. Frank Mir (18-10) => Palpite: Mark Hunt vence.
15 de mar. de 2016
Last in Line - Heavy Crown
Nota: 8,5
Quando Vivian Campbell, Jimmy Bain (RIP) e Vinny Appice anunciaram que montariam um projeto em tributo a Ronnie James Dio, o mundo se voltou para eles esperando quem seria o vocalista que participaria de uma série de shows, e Andrew Freeman foi escolhido, ele participou de três turnês com o Lynch Mob, e tocou guitarra ao vivo com o The Offspring entre outros, e foi muito bem.
Com a formação definida, foram ao estúdio e a mágica da line-up original do Dio falou mais alto e Heavy Crown é um disco excelente, muito bom de ouvir, trazendo de volta um Hard'N Heavy com levadas empolgantes riffs e solos emocionantes e excelentes vocalizações, sim Freeman se destaca ao cantar linhas vocais bem escritas com muita influência do som oitentista.
Vale destacar como é bom ouvir Vivian Campbell tocando um material mais pesado e cru do que executa há muitos anos no Def Leppard, o guitarrista irlandês tem bom gosto, técnica e sabe compor como poucos, falar da cozinha formada por Appice e Bain é dispensável, eles acertam em ditar o ritmo e impor toda a cadência necessária para o estilo.
O material é farto de grandes momentos, a abertura Devil In Me não deixa nada em pé, Andrew Freeman canta versos empolgantes de forma magistral, Martyr é um ode a Stand Up And Shout, e sua pegada up tempo indefectível. Com uma abertura desse porte, toda e qualquer desconfiança é demolida pelo talento dos caras.
A dupla Starmaker e Burn This House Down colocam os pesados riffs em evidência, a influência do mestre Tony Iommi pode ser ouvida, juntamente com o tom melódico dos vocais que remetem aos momentos de Dio no Sabbath, tudo devidamente atualizado com toques mais pesados aqui e ali.
Voltando com o pé no acelerador I Am The Revolution coloca dupla Bain/Appice em primeiro plano martelando nossos ouvidos com um Heavy Metal clássico, Blame It On Me já avança em direção ao som puxado no Hard Rock atual recheado de grooves e um belo solo de Campbell, a essa altura fica evidente que mesmo após tantos anos esses caras não perderam o entrosamento.
O disco passa rápido, e audição é agradável, In Flames carrega a mão em peso e compassos mais quebrados na bateria de Appice, Already Dead dá continuidade ao abrir uma ponte para o futuro, sem acertadamente soar extremamente saudosista mas preservando o lado melódico que consagrou a formação clássica do Dio.
Ainda temos a ótima faixa título, Heavy Crown pega carona em uma sonoridade que remete a Whitesnake com um acento mais pesado e excelentes linhas vocais de Freeman, grande melodias e um refrão pra lá de empolgante.
Ao fim do disco fica aquela sensação de que o dever foi cumprido e o legado de Ronnie James Dio honrado com louvor, e ainda apontando para um futuro que pode nos presentear com mais momentos como esse. Uma pena Jimmy Bain ter falecido antes do lançamento.
Heavy Crown (2016)
A Banda
Andrew Freeman (Vocal)
Vivian Campbell (Guitarra)
Jimmy Bain (Baixo)
Vinny Appice (Bateria)
11 de mar. de 2016
UFC Fight Night 84 e UFC 196 - O preço da arrogância.
Os dois últimos finais de semana foram agitados para o UFC, dois dos maiores astros da organização, do passado temos Anderson Silva e do presente Conor McGregor, duas figuras controversas, lutadores carismáticos e talentosos que explodiram em popularidade.
Mesmo que em momentos distintos da carreira, Anderson já é consagrado está a pouco tempo de sua aposentadoria, McGregor chegou tomando o UFC de assalto e deu um grande impulso em um momento que a organização precisa de novos ídolos.
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| Bisping foi guerreiro |
Entretanto com mais volume, Bisping levou a luta (mesmo com um suposto nocaute no terceiro round, com uma joelhada em que Anderson saiu comemorando) e o brasileiro que podia ter vencido em diversos momentos, saiu derrotado.
Já McGregor enfrentou Nate Diaz na categoria dos meio medios, 77 kgs, duas categorias acima do peso, uma vez que estava sem adversário após a lesão de Rafael dos Anjos, a luta foi franca, McGregor acertou golpes duros e venceu o primeiro round. Diaz aproveitou sua envergadura e resistência, acertou potentes golpes e joelhadas, McGregor derrubou Nate, foi raspado, tomou a montada e finalização por mata-leão, Diaz estragou a festa de McGregor.
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| Diaz baixou a bola de McGregor |
Resultado dos palpites UFC Fight 84 e UFC 196: 4 Acertos ( Tom Breese, Gerard Mousasi, Corey Anderson, Ilir Latifi, ) 5 Erros (Brad Pickett, Michael Bisping, Amanda Nunes, Misha Tate e Nate Diaz) Placar Geral: 12 Acertos, 11 Erros => 52% de acerto.
4 de mar. de 2016
Palpites UFC 196 - McGregor x Diaz
O que parecia um evento perdido, ou melhor, MAIS um evento perdido por causa de lesões o UFC 196 foi salvo por Nate Diaz, que encara o atual campeão dos penas, Conor McGregor em luta válida no peso de 77 Kgs, vale lembrar que Diaz teve 2 semanas para entrar no páreo, uma vez que a luta seria entre McGregor e Rafael dos Anjos pelos pesos leves, valendo o cinturão que está em poder do brasileiro.
Com tantas polêmicas e problemas o UFC montou um bom card que ainda tem Holy Holm defendendo seu cinturão contra Misha Tate, vale acompanhar!
Vamos aos palpites do card principal
Amanda Nunes (11-4) vs. Valentina Shevchenko (12-1) Palpite => Shevchenko vence.
Corey Anderson (7-1) vs. Tom Lawlor (10-5) Palpite => Corey Anderson vence.
Gian Villante (14-6) vs. Ilir Latifi (11-4) Palpite => Ilir Latifi vence.
Holly Holm (c) (10-0) vs. Miesha Tate (17-5) Palpite => Holy Holm vence.
Conor McGregor (19-2) vs. Nate Diaz (18-10) Palpite => Conor McGregor vence.
27 de fev. de 2016
Palpites UFC Fight Night 84 - Silva x Bisping
Anderson Silva está de volta, e no luger onde se consagrou pela primeira vez, em Londres, onde se sagrou campeão do extinto Cage Rage e aterrorizou a Europa entre 2004 e 2005, antes de ser o maior atleta de MMA da história, seu adversário, o inglês Michael Bisping é um dos lutadores mais queridos do velho continente e recebe o ex-campeão dos médios em uma luta que promete bons momentos, apesar da longa inatividade devido ao doping o mundo ainda aposta no Spider, mesmo sabendo que ele já tem 40 anos e está perto de se aposentar, e convenhamos Bisping, que não é nenhum garoto.
A Luta é boa para Anderson, uma vez que o Inglês não é um nocauteador nato, muito menos um especialista em Jiu Jitsu ou Wrestling, mas é dotado de um excelente preparo físico e tem uma boa técnica de mãos e pés, veremos se o brasileiro está realmente em ritmo de competição.
Vamos aos palpites do card principal
Francisco Rivera (11-5, 1 NC) vs. Brad Pickett (24-11) => Palpite: Rivera vence.
Tom Breese (9-0) vs. Keita Nakamura (31-6-2, 1 NC) => Palpite: Tom Breese vence.
Gegard Mousasi (37-6-2) vs. Thales Leites (25-5) => Palpite: Gerard Mousasi vence.
Anderson Silva (33-6, 1 NC) vs. Michael Bisping (27-7) => Palpite: Anderson Silva vence.
18 de fev. de 2016
Dystopia - Megadeth
Nota: 8,5
Fico imaginando como é difícil para Dave Mustaine escrever um novo álbum para uma banda como o Megadeth, são mais de 30 anos de história, infindáveis clássicos e fãs ávidos por material novo e tão bom quanto os melhores momentos do passado, nessa trajetória encontramos de tudo, ou seja, discos imbatíves e material dispensável, e Dystopia chega para integrar a ala dos clássicos.
Kiko Loureiro (Angra) estreou na guitarra no lugar de Chris Broderick e Chris Adler (Lamb of God) pegou a vaga de Shawn Drover na bateria, com eles podemos dizer que Mustaine e Ellefson estão muito bem acompanhados.
Quando os primeiros acordes de The Threat Is Real são tocados notamos a diferença de postura da banda em relação ao mediano Super Collider (2013), é Megadeth, brutal, técnico e transpirando Heavy Metal, Kiko Loureiro brilha nos solos de Dystopia, a faixa titulo remete ao que a banda fez em Countdown To Extincion, e suas variações exploram diversas fases da banda, o duo Mustaine/Loureiro é bem forte.
Se em Endgame, Mustaine tinha atingido um novo patamar de qualidade, podemos notar que no novo disco voltamos a ouvir um Megadeth revigorado como no disco citado, Fatal Illusion é furiosa com sua pegada alá Peace Sells e Death For Within explora a marcação forte da bateria de Adler e o baixo marcante de David Ellefson.
A confiança no novo time foi tão grande que Mustaine abriu espaço para composição para Kiko em três ótimas músicas, Post American World é soturna e orientada para um riff pesada e grooves marcantes, mais um grande trabalho da cozinha formada por Adler/Ellefson, Posionous Shadows tem partes em piano, passagens com harmonias diferentes do padrão e dedilhados de guitarra, claramente temos um toque de Loureiro aqui e ali, ótima música e Conquer Or Die! é uma faixa instrumental com uma overdose de guitarras.
Fecham o disco, Lying in State, The Emperor e o cover Foreign Policy (Fear), mostrando que o Megadeth se recupreou do escorregão que levou em Super Collider e conseguiu se reestruturar após a perda de dois membros. Dystopia é um dos melhores discos da extensa discografia da banda de Dave Mustaine e deixou os fãs orgulhosos!
Ouça No Spotify
A Banda
Dave Mustaine (Vocal e Guitarra)
Kiko Loureiro (Guitarra, Piano)
David Ellefson (Baixo)
Chris Adler (Bateria)
13 de fev. de 2016
Os melhores álbuns de Hard Rock/ Metal de 2015 #2
É rpz, pulei 2014 por uma "alienação" musical... (ok, estava viciado na discografia incontável do Buckethead e os discos que eu mais esperavam naquele ano, me decepcionaram), volto com o Top 10 de 2015, um ano REALMENTE cheio de opções, variedade de bandas, e uma nova geração promissora!
Por sinal, a lista a seguir mescla bem, bandas novas, com artistas já conceituados. Apesar que a maioria das bandas "novas" são de gente já conhecida, fazendo material novo, ou fugindo de suas bandas "padrões".
Vamos ao que interessa!
#10 Pyramaze - Disciples Of The Sun
#9 The Lizards - Reptilicus Maximus
Soube com uma grata surpresa que ia ter disco novo do grupo de Mike DiMeo & Bobby Rondinelli, já que "soube" pelo próprio DiMeo que a banda tinha acabado (isso, lá por 2013, acho). Bom, se você gosta de hard rock setentista, é um prato cheio, altas doses de groove, de teclado. Aqueele feeling de guitarra bluesada ... Destaques: "Evil Eyes", "Crash" (solo de Vinnie Moore), "Wild West".
#8 Joe Satriani - Shockwave Supernova
#7 Queensryche - Condition Human
Depois de um grande disco (meu preferido de 2013), o novo lineup do Queensryche vem para esse segundo disco, mais entrosado, buscando identidade, aliando a sonoridade característica da banda nos anos 80, com elementos, produção atuais. Destaques para o trabalho do Scott Rockenfield, e de Todd La Torre, mais solto na banda. Além de claro, das guitarras "duo" de Wilton/Parker. Se você é fã de Queensryche do Rage for Order e tal, certeza que vai curtir esse disco. Destaques: "Guardian", "Eye9", "Bulltetproof"
#6 Riverside - Love, Fear and the Time Machine
Se eu falar que ia deixando passar esse disco? Acontece que na época que eu ouvi, eu tava numa época bem atribulada... vim ouvir nesse final de ano, começo de 2016... O último disco deles fez parte do meu top de 2013, e bom, só confirmou a direção, fincando o pé no Prog Rock (já que teve material que eles deram uma migrada na direção de Prog Metal). Sobre o material em si, primoroso, pra mim, o "Pink Floyd" da geração atual, arranjos bem encaixados, timbres diferentes, variação melódica, enfim, os poloneses estão de parabéns! Destaques: Lost (Why Should I Be Frightened By a Hat?), Caterpillar and the Barbed Wire, Time Travellers, Found (The Unexpected Flaw of Searching) *
* Essa não deu, tive que por 4 músicas.
#5 Vintage Trouble - 1 hopeful Road
#4 Act of Defiance - Birth And Burial
#3 Zierler - Esc
#2 Steven Wilson - Hand.Cannot.Erase.
#1 Art Of Anarchy - Art Of Anarchy
P.S.: Era pra eu tá postando isso começo do ano, ainda posso dizer "Feliz 2016?", se bem que 2016 começou agora mesmo, depois do carnaval ... Então: FELIZ 2016!
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