18 de nov. de 2014

Test Time Review #10 - Libertad (2007)

— MAIS um disco de 2007?

Parece que eu tenho um karma mesmo, mas a safra desse ano foi REALMENTE muito boa, se olharmos pra trás. E vou além, do meu top 5 que eu fiz na época, mudaria vários nomes, pela quantidade de material que eu conheci daquele ano, nos anos seguintes.

— MAS pelo título não é outro disco "preferido" de 2007?

Então, justamente por ter citado que mudaria muita coisa nessa lista, que entra esse disco. Ao contrário dos antigos TEST TIME REVIEWs que eu fiz, o "Libertad", do Velvet Revolver, foi um dos discos que eu NÃO gostei na época. E fui curtir anos depois. Ou seja, esse "review temporal" vai mostrar como as coisas mudam ... (ou seu gosto).


A Banda


Mantendo o mesmo time do debut ("Contraband", de 2004), capitaneado por Slash e Scott Weiland, além de Duff McKagan, Matt Sorum e Dave Kushner.

Ainda assim, com os mesmos membros, a proposta do segundo disco é BEM diferente do primeiro... (Normalmente isso acontece quando há mudanças no lineup, mudanças de integrante costumeiramente influenciam na direção musical de um novo material)


Matt Sorum, Scott Weiland, Slash, Dave Kushner e Duff McKagan, Foto promocional do Libertad.



O Disco



01. "Let It Roll"
02. "She Mine"
03. "Get Out the Door"
04. "She Builds Quick Machines"
05. "The Last Fight"
06. "Pills, Demons & Etc."
07. "American Man"
08. "Mary Mary"
09. "Just Sixteen"
10. "Can't Get It Out of My Head" (written by Jeff Lynne)
11. "For a Brother"
12. "Spay"
13. "Gravedancer" (contains hidden track "Don't Drop That Dime" from 4:40)

De cara você já percebe a produção diferente do disco anterior, feita por Brendan O'Brien (Stone Temple Pilots. Pearl Jam, Korn), e tem um trabalho diferente do que eu já tinha ouvido com o Slash e/ou trampos solos dos ex-integrantes do Guns N' Roses.

"Let It Roll" já chega chutando o pau da barraca, energética, dando um up no disco. Que continua com "She Mine" que tem um "que" groovado e com uma levada mais rock n roll, Scott dá um show nela com várias vozes.

"Get Out The Door", que foi a terceira música de trabalho da banda (mesmo disco com 3 músicas de trabalho? É, faz tempo mesmo). Refrão grudento e Slash usando talkbox no solo. Outro som bem rock n roll classicão.

Com um dos melhores clipes que já vi (e/ou um dos últimos clipes bem feitos), "She Builds Quick Machines"  chega com Duff carregando a música no baixo e Slash continuando com o riff. E outro ótimo trampo vocal do Scott. Notas altas, back vocals e tudo mais. Outro destaque fica pra levada do Matt Sorum na bateria.




Bom, na música seguinte, o riff é familiar, mas a sonoridade dele não lembra tanto o que o Slash costuma usar ... pois é, é ele usando uma ES e não a costumeira Les Paul. Além da produção deixar o som mais "vintage". "The Last Fight" é A música desse álbum. Intensa, melódica, ótima letra. E com todos os integrantes se destacando individualmente. Mesmo que a música não seja "complexa".

Com a "cozinha" (baixo/bateria) introduzindo, "Pills, Demons & ETC" é outra pra dar um up no disco, ótimo riff, ótimo "wha wha", refrão grudento, pegada da bateria seguindo a linha de "Let It Roll" e baixo alto. Ótima música. E seguindo a mesma pegada, "American Man" é mais uma que que dá moral up no disco. Pessoalmente essa música é interessante, nunca foi das minhas preferidas, mas depois de ouvir algumas vezes, viciei. O riff com o vocal do Scott são sensacionais! Além de um baita solo (digasse de passage).

Que levada de baixo é essa? (Sou suspeito, timbre que o Duff usa é um dos meus preferidos). "Mary Mary" tem uma ótima linha vocal de Scott, ótimo back do Duff/Scott. E outro baita riff. Porém o destaque fica pra levada de baixo e bateria (a cozinha desse disco é MUITO boa, e em todos os reviews que vi, na época, não davam tanto destaque a ela).

"Just Sixteen" é a mais "rápida" do disco, mostrando a que veio. Outra música energética. Outro trampo vocal sensacional e um riff matador. Ah, e não podia faltar, "refrão grudendo da pora". Em contrapartida, a música seguinte quebra o rítimo, "Can't Get It Out Of My Head", acústica, intensa. E bom, o solo é típico "de Slash". Talvez isso aconteça (ter algo tão carcterístico do "cartola"), pela música ser cover do Electric Light Orchestra, música do Jeff Lynne. "For a Brother" parece uma continuação de "American Man", porém mais cadenciada, seguindo o rítimo ditado pelo disco inteiro. "Spay" é rápida, com muita distorção, muitos vocais. E com um dobro "escondido" entre os arranjos. Boa música.

A próxima música merece destaque, "Gravedancer" é a baladinha do disco. Conta com um ótimo riff (novidade...) e andamento com "wha wha" (pedal). Dave Kushner acompanha a levada muito bem (não citei muito ele aqui no review, mas fez um ótimo trampo rítmico no disco todo). Scott, novamente, faz um ótimo trabalho. 

Já a próxima música, bom ... destoa do disco todo, totalmente country, porém não soa distante não, já que é um estilo que acompanhou todos os integrantes em suas bandas anteriores. "Don't Drop That Dime" é excelente. Ela não vem creditada por estar na mesma faixa de "Gravedancer".


O disco tem 3 bônus tracks (seja versão japa, itunes e etc). E valem os créditos:  "GAS & A Dollar Laugh" lembra um pouco "Come On, Come In", música do próprio Velvet Revolver, pra trilha do filme do Quarteto Fantástico (ah, e tem jeitão de música do "Contraband").Vindo do EP "Melody And The Tyranny", "Psycho Killer" é cover do Talking Heads, ganhou um peso a mais nessa versão, e costumeiramente era tocada na turnê de 2007/2008. E claro, deixei a melhor pro final: "Messages" é outra baladinha do disco, lembra até um pouco a própria "Gravedancer", mas com andamento diferente, além da linha vocal completamente diferente. Outro show de Weiland e Slash. O destaque fica para os arranjos, com harmmond e tudo mais.


— E que DIABOS fez você mudar de opinião sobre o disco?

Acho que o problema principal para eu não ter curtido o "Libertad" foi ter esperado X e ter vindo Y. Eu esperei uma sequência do "Contraband". Que é outro discaço. Além de ter achado que tava soando muito Stone Temple Pilots (talvez a produção do Brendan O'Brien responda isso).

E numa entrevista que vi anos atrás, sobre um documentário do Velvet Revolver, um entrevistador comenta algo do tipo: "O primeiro disco foi mais punk, o segundo foi mais rock n' roll", e o Slash comenta que é um ponto de vista bem válido. Ou seja, na época, o disco não atendeu minhas expectativas, mesmo reconhecendo que haviam boas músicas no disco, vide "The Last Fight".

Depois de um tempão ... lá por 2009 (nuoss, são 5 anos já). resolvi ouvir novamente com atenção, e o disco que, por mim, não tinha uma "digestão" lá muito boa, começou a ficar mais interessante. Comecei a reparar nos arranjos mais sofisticados, a direção musical (como já dita, mais rock n roll), até a produção que me "incomodava" ficou mais "audível". A partir daí, fui gostando de mais músicas do disco (como foi o caso de "American Man", que eu citei anteriormente).

Pra finalizar, "Libertad" faz parte da lista de material que só consegui apreciar tempos depois, pior que eu meio que acredito nisso. Tem disco que você só vai curtir anos depois, quando você tiver na mesma "vibe". O que não ocorre quando o trampo saiu, seja pela sua expectativa nele, seja pelo que você tava ouvindo na época. São "n" fatores que determinam isso.

Então, eu acredito que existe um momento CERTO para que você REALMENTE consiga apreciar um trampo artístico.

17 de nov. de 2014

Resultados e UFC 180 - Werdum espera Velasquez




Após um periodo de perdas consecutivas de cinturões Fabricio Werdum interrompeu os fracassos brasileiros em lutas pelo cinturão do UFC, com exceção de José Aldo que se manteve campeão após a guerra contra Chad Mendes.

Werdum venceu Mark Hunt com um golpe espetacular, uma joelhada voadora que acertou um cheio o duríssimo neo zelandês, após um primeiro round complicado no qual Hunt dominou com ótimos golpes, o brasileiro soube administrar a pressão e até cansar Hunt quando a luta foi para o chão fazendo uma guarda ativa. 

Com o oponente mais cansado, Werdum desferia chutes e tentava derrubar Hunt, até que numa finta para entrar a queda emendou o golpe certeiro, finalizando a fatura no chão, vencendo por TKO.

Fabricio Werdum é campeão interino dos pesos pesados do UFC e aguarda Cain Velasquez para lutar pela unificação.


Werdum usou sua guarda de forma ativa para cansar Hunt

Brasileiro desferiu bons chutes

Momento do ataque certeiro


Resultado dos palpites UFC 180: 4 Acertos ( Augusto Dodger Montano, Ricardo Lamas, Kelvin Gastelum e Fabricio Werdum) 1 Erro ( Héctor Urbina)

Resultado dos palpites UFC 179: 3 Acertos
Darren Elkins, Fabio Maldonado e Jose Aldo) 2 Erros (Beneil Dariush e Phill Davis)
Placar Geral 102 acertos 51 Erros = 66,67% de Acerto





14 de nov. de 2014

Palpites UFC 180 - Werdum x Hunt




O UFC 180 marcaria a estréia do evento no México e teria como principal atrativo a volta de Cain Velasquez que defenderia seu cinturão em frente a seu povo de origem contra o brasileiro Fabricio Werdum, o palco armado para uma grande batalha foi abalado com a lesão de Cain que caiu fora da disputa sendo substituído por Mark Hunt.

Hunt é duríssimo e pode complicar as coisas para o brasileiro que é moderadamente favorito, Werdum pode resgatar parte do prestigio do MMA brasileiro que vem passando por uma renovação ingrata uma vez que grandes nomes do passado estão gradativamente saindo de cena.

Werdum pode e deve usar seu Jiu Jitsu para anular a trocação afiada e mãos pesadíssimas do neo-zelandês, se o brasileiro conseguir levar a luta para o chão vencerá, caso contrário pode se complicar.

O vencedor será o campeão interino dos pesos pesados do UFC.



Edgar Garcia (14-3-0) vs. Héctor Urbina (16-8-1) => Palpite: Garcia vence.

Augusto Dodger Montano (13-1) vs. Chris Heatherly (8-2) => Palpite: Montano vence.

Ricardo Lamas (14-3) vs. Dennis Bermudez (15-3) => Palpite: Lamas vence.

Jake Ellenberger (29-8) vs. Kelvin Gastelum (9-0) => Palpite: Gastelum vence.

Fabricio Werdum (17-5-1) vs. Mark Hunt (10-8-1) => Palpite: Werdum vence.

21 de out. de 2014

Slipknot - .5 The Gray Chapter



Nota: 9,5

Goste ou não o Slipknot é um dos maiores nomes do Heavy Metal dos últimos anos, a banda que assombrou o mundo da música pesada com uma estética sonora pouco convencional foi se transformando ao longo dos anos, do New Metal do debut Slipknot (1999) passou a soar extremamente brutal em Iowa (2001), encontrou melodias e estruturas mais tradicionais com solos de guitarras em Vol3 (2004) e viajou entre os extremos da calmaria a brutalidade em All Hope Is Gone (2008).

Muita coisa aconteceu desde o disco de 2008, a morte do baixista e fundador Paul Gray e a saída conturbada de um dos pilares da banda, o baterista Joey Jordison poderia marcar o fim do Slipknot, porém eles juntaram os cacos e lançaram o quinto capitulo dessa história.

Essa introdução é importante para entender .5 The Gray Chapter, que esteticamente consegue fundir os quatro discos anteriores,  as estruturas desconstruídas, niilistas e furiosas do debut e Iowa dão as caras, assim como os solos de guitarra, melodias e o ar melancólico de Vol 3 e All Hope Is Gone se fazem presente.

A nova empreitada do Slipknot é pretensiosa e foi idealizada para ser o disco que colocará a banda no topo de sua carreira, tarefa complicada, mas se não conseguiu seu objetivo chegou bem perto. .5 The Gray Chapter é um grande registro.

Apesar de todo o peso e sujeira, o Slipknot sempre primou por estruturas conceitualmente complexas, a música é pouco convencional, mas brilha em momentos que combinam um turbilhão de emoções como a melancólica e agonizante abertura com  XIX que serve de introdução para a caótica Sarcastrophe, que parece ter saído do debut Slipknot, um começo forte e empolgante.

Mais uma pedrada vem na sequencia com a thrash AOV que já caiu no gosto dos fãs os efeitos de Craig Jones complementam as guitarras da dupla James Root e Mick Thomson, vale destacar a bateria enfurecida do batera (especula-se que seja Jay Weinberg) que substitui Jordison.

The Devil In I foi divulgada antes do lançamento fazendo uso dos vocais limpos de Corey Taylor, que brilha com sua voz bem postada e um refrão bem fácil, a música feita para suceder Duality e Psychosocial. Killpop explora novas sonoridades com  muita melodia aliada ao ritmo e percussão de Shawn Carhan,Chris Fehn e do misterioso batera, destaque para o grande solo de guitarra.

Dando sequencia vem a esquistona e barulhenta Skeptic recheada de efeitos e distorções se aproximando do que faziam no inicio da carreira, Lech da continuidade ao padrão desconstrutivo da faixa anterior, um metal industrial furioso recheado de acordes dissonantes, a calmaria se faz presente com a bem arranjada Goodbye. 

Seguindo viagem no universo doentio dos mascarados, Nomadic é o retorno aos tempos do aclamado Vol 3, linhas de vocais grudentas de Taylor aliada ao timbre sujo das guitarras  de Root e Thomson que despejam bons solos, guitarras essas que brilham em The One That Kills The Least e sua alternância angustiante entre calmaria e agressividade, uma das melhores do disco.

Custer chuta tudo para o alto trazendo o Slipknot mais enlouquecido do que nunca, os grooves do baixo carregam os efeitos e percussões montando uma massa sonora impiedosa como um rolo compressor, a breve Be Prepared For Hell introduz outro massacre, o primeiro single The Negative One presenteia o ouvinte com mais uma aula de Metal Industrial. Para fechar o disco, a sombria e melódica If Rain Is What You Want encerra com competência um dos discos mais empolgantes de 2014.

Para quem acha que só as bandas clássicas fazem Heavy metal de qualidade é bom atualizar suas playlists e coleções, o Slipknot é um gigante que parece mais forte do que nunca.



The Negative One



The Devil In I



.5 The Gray Chapter (2014)

  1. XIX
  2. Sarcastrophe
  3. AOV
  4. The Devil In I
  5. Killpop
  6. Skeptic
  7. Lech
  8. Goodbye
  9. Nomadic
  10. The One That Kills The Leaste
  11. Custer
  12. Be Prepared For Hell
  13. The Negative One
  14. If Rain Is What You Want
A Banda

(#0) Sid Wilson  turntables
(#3) Chris Fehn  percussão, backing vocals
(#4) Jim Root  guitarra, baixo
(#5) Craig "133" Jones  sampler, teclado
(#6) Shawn "Clown" Crahan – percussão, backing vocals
(#7) Mick Thomson – guitarra, baixo
(#8) Corey Taylor  vocal

Alessandro Venturella - baixo 
Jay Weinberg (provavelmente, mas ainda não confirmado pela banda) - bateria


18 de out. de 2014

Accept - Blind Rage






Nota: 8,5


A vitalidade que o Accept demonstra desde seu retorno em 2010 é admirável, um dos maiores nomes do Heavy Metal mundial não sente o peso do tempo, pelo contrário, o hiato de 1996 a 2010 em discos de estúdio renovou as energias e trouxe uma banda preparada para entregar aos fãs grandes trabalhos.

Blind Rage é o terceiro disco com Mark Tornillo nos vocais, um dos responsáveis pela banda soar tão vigorosa atualmente além da sessão instrumental do Accept que sempre foi aclamada  graças ao talento de Wolf Hoffman que tem nas melodias das guitarras seu grande diferencial, são riffs e solos de muito bom gosto.

Entretanto a maior força do Accept está no conjunto e suas composições, não espere aqui um disco de vanguarda, mas sim um som tradicional calcado nos anos 80 muito bem atualizado nos timbres pesados na mixagem poderosa de Andy Sneap, que faz os alemães soarem atualizados, diferentemente do Judas Priest que  mostrou uma grande fragilidade em Redeemer Of Souls, os veteranos da terra de Mario Gotzë  estão como sua seleção de futebol, fortes e imponentes.

Stampede é uma pedrada up tempo com grande destaque para as guitarras de Hoffman e Herman Frank, Last Of Dying Breed convoca Balls To The Wall destilando coros grudentos. Um ótimo começo.

 A solidez da bateria de  Schwarzmann e o Baixo estrondoso de Peter Batles fazem a alegria dos fãs na recheada de groove Fall Of The Empire, um dos melhores momentos do disco.

A proposta de Blind Rage é diferente de Stalingrad, que era mais épico, pesado e veloz, o novo disco é mais cadenciado e melodioso, essa alternância é muito bem vinda! Eles voltam a pisar  no acelerador na demolidora Trail Of Tears, com um pé no Power Metal, estilo que a banda ajudou a desenvolver no clássico Fast As A Shark em Restless And Wild (1982), ressalto a perfomance arrasadora de Tornillo nesta faixa.

É dificil desassociar o Accept das guitarras matadoras, Wolf Hoffman tem um arsenal de melodias geniais e seu talentoso  parceiro Herman Frank complementa com maestria o setor das seis cordas, 200 Years é o símbolo disso, riffs matadores, dueto de guitarras e um solo evocando a música clássica.

O disco passa rápido, é divertido e contagiante, em sua parte final o ritmo não cai, e a qualidade é mantida sem grande esforço, From The Ashes We Rise flerta com o hard rock e acerta com melodias muito bonitas, The Curse vem com acordes dissonantes e um grande som de baixo na introdução, épica, um grande momento que evoca o mega clássico  Head Over Heels, mais uma vez o bom gosto impera com uma forte e emocionante entonação da voz  de Mark Tornillo, foi bom Udo ter ficado de fora.

Sim, os caras são veteranos e não precisam provar mais nada, mas ao contrário de muitos grandes nomes do estilo, o Accept mostrou relevância, não deixou a preguiça e o comodismo tomar conta e de forma inspirada entregou uma grande obra. 

Um disco genuinamente Heavy Metal, compre sem pensar, de preferência a versão dupla com DVD com um show inteiro gravado no Chile na tour de Stalingrad.






Stampede






Blind Rage (2014)


  1. Stampede
  2. Last Of Dying Breed
  3. Dark Side Of My Heart
  4. Fall Of The Empire
  5. Trail Of Tears
  6. Wanna Be Free
  7. 200 Years
  8. Bloodbath Mastermind
  9. From The Ashes We Rise
  10. The Curse
  11. Final Journey


A Banda

Mark Tornillo (Vocais)
Wolf Hoffmann (Guitarra)
Herman Frank (Guitarra)
Peter Baltes (Baixo)
Stefan Schwarzmann (Bateria)



13 de out. de 2014

Unisonic - Light Of Dawn






Nota: 8,00

Quando os primeiros acordes de Your Time Has Come surgem podemos perceber como o Unisonic tem uma evidente aura do Helloween dos anos 80,  um pouco daquela magia apareceu  e fez os fãs dos abóboras adotarem a banda que juntou Michael Kiske e Kai Hansen novamente após 15 anos, mas se engana quem pensa que a eles se limitam a emular o percursor do Power Metal.

O Unisonic é mais que isso,  a fusão do passado bem calcado no Hard Rock de Dennis Ward (baixo) Kosta Zafiriou (bateria) e Mandy Meyer (guitarra), com as influências pop e folk de Kiske e o Heavy Metal de Hansen criam uma atmosfera diversificada e agradável.

Denis Ward conseguiu deixar o Unisonic mais homogêneo,  sem perder sua essência ao mixar o trabalho de forma mais direta e metalizada em relação ao debut, ponto para o baixista/produtor.

Os arranjos diversificados se espallham ao longo do disco, os teclados do sexto membro Güntter Werno criam boas atmosferas, fazendo a chamada "cama sonora" para as guitarras de Meyer e Hansen brilharem, aliás, o fundador do Helloween não vive um grande momento no Gamma Ray mas a parceria com Ward e Kiske trouxe oxigênio para carreira dele.

Impossível não se empolgar com as linhas vocais impressionantes de Exceptional, um show de Kiske, mesmo sem apresentar nada de especial For The Kingdom é um tema que caberia perfeitamente nos discos do Helloween.

Night Of Long Knives é o simbolo do Unisonic, grandes vocalizações e arranjos que passeiam entre o Metal e o Hard Rock sem pudor, uma das melhores faixas de Light Of Dawn ao lado da empolgante Find Shelter, outro bom momento vem com a eclética e pop Blood , um prato cheio para os fãs da carreira solo de Michael Kiske.

Mas existem algumas escorregadas como a arrastada When The Deed Is Gone, dispensável, Throne Of The Dawn reascende com um som de baixo potente e guitarras cortantes, o clima up tempo combina com a voz de Kiske,  mais uma vez a dupla Hansen/Meyer brilha nos riffs e solos.

Fechando o disco temos a agradável Manhunter e a balada "Kiskeana" You And I  que destila um pouco mais da qualidade vocal do aclamado cantor.

O Unisonic conseguiu em seu segundo trabalho superar o debut auto intitulado, com grandes músicos e uma atmosfera agradável Light Of Dawn é o esforço bem sucedido de uma banda e não apenas mais um projeto de Michael Kiske e Kai Hansen.

Vale a pena conferir


Exceptional




Light Of Dawn (2014)
  1. Vanite 2.0
  2. Your Time Has Come
  3. Exceptional
  4. For The Kingdom
  5. Not Gonna Take Anymore
  6. Night Of Long Knives
  7. Find Shelter
  8. Blood
  9. When The Deed Is Done
  10. Throne Of Dawn
  11. Manhunter
  12. You And I

A Banda

Michael Kiske (Vocais)
Denis Ward (Baixo)
Kai Hansen (Guitarra)
Mandy Meyer (Guitarra)
Kosta Zafiriou  (Bateria)



10 de out. de 2014

10 discos dos anos 2000 (não tão) óbvios de Thrash Metal





O Thrash metal é um estilo que explodiu na década de 80 e 90 fundindo o Heavy Metal, Punk Rock e traços de Hardcore, grandes bandas americanas como Metallica, Slayer, Megadeth, Anthrax (chamados de big four recentemente) costumam  ser mais lembrados como referências e tem seus álbuns figurando em listas essenciais como muita justiça, mas o que existe além dessas feras todas? 

Tem muitas coisas legais para conhecer desse sub gênero desde veteranos até novidades. Vou listar  10 álbuns dos anos 2000 em diante, a idéia é mostrar várias gerações, para quem conhece vale a menção, quem ainda não ouviu, pode ganhar novas opções.

Vale lembrar que não citarei nada do Big Four aqui, mesmo tendo discos muito bons no período. 

A ordem não implica em comparações de bandas apenas minha preferencia dentre os citados.




# 10 - Savage Messiah - The Fateful Dark (2014)




Os novatos ingleses do Savage Messiah fizeram bonito, já resenhei esse disco aqui no Its Electric, é uma banda da nova safra que tem como matriz o Thrash Metal mas com influências tradicionais e mais melódicas. Vale conferir, tudo muito bem tocado, e com composições bem interessantes.

Destaques: Iconocaust, Hellblazer, Fateful Dark


Hellblazer




#09 - Woslom - Evolustruction (2013)




Grata revelação, o Woslom é uma das novidades do cenário nacional, a banda é de São Paulo e vem se firmando, já excursionou 2 vezes na Europa. Evolustruction foi destaque do ano passado, um Thrash Metal que remete ao Testament devido a mescla de arranjos complexos com passagens bem pesadas. Composições boas, boa produção e competência.

Destaques: Evolustruction, Pray To Kill, New Faith.


 New Faith





#08 -  Exodus - Tempo Of The Dammed (2004)





O Exodus é um dos pilares do Thrash Metal e uma das pioneiras do estilo quando lançou o clássico Bonded By Blood (1985), após mudanças e um hiato de 12 anos o Exodus voltou a ativa com um dos melhores registros da carreira. Tempo Of The Dammed é uma pedrada, Gary Holt liderou a banda para um novo caminho, a produção de Andy Sneap ressaltou o peso e a agressividade, o vocalista Steve "Zetro" Souza fez seu melhor trabalho a frente da banda até o momento. Clássico!

Destaques: Scar Spangled Banner, Black List, Tempo Of The Dammed


Tempo Of The Dammed





#07 -  Overkill - Ironbound (2010)





O Overkill é incansável, Bobby Blitz (vocal) e DD Verni (baixo)  lideram a banda desde o inicio dos anos 80, os nova iorquinos já possuem muitos clássicos em sua vasta discografia e Ironbound representa um clássico mais atual, com a mesma pegada insana e muita energia eles arrebentaram tudo com riffs inspirados, vocais rasgados e uma cozinha demolidora. Ouça, vale a pena!

Destaques: Ironbound, Bring Me The Night,  Endless War




Bring Me The Night





#06 - Soulfly - Dark Ages (2005)





Quando Max Cavalera decidiu reduzir os experimentos do Soulfly e caminhar para suas raízes tomou a decisão correta, Dark Ages é um marco na carreira da banda, encontrando o equilíbrio entre experimentos e agressividade notamos toda a qualidade de Max como mastermind. Um som pesado, recheado de grooves e grandes arranjos. Thrash Metal moderno com muita qualidade. estaque para os solos de Mark Rizzo.  Um Petardo!

Desatques: Babylon, Arise Again, Frontline



Arise Again




#05 - Evile - Skull  (2013)





Mais um nome da nova geração, os ingleses do Evile praticam um Thrashão clássico, bebendo diretamente das fontes do Metallica e Slayer, a influência desses nomes é latente. O grande trunfo dos caras é acertar a mão nas composições, as músicas empolgam e a performance dos músicos é um atrativo a mais. Um grande disco do gênero.

Destaques: Skull, Tomb, What You become


Skull




#04 - Nevermore - This Godless Endeavor (2005)




O Nevermore faz uma falta tremenda para quem gosta de um som pesado e obscuro, em This Godless Endeavor a turma de Seattle caprichou, estruturas grandiosas, velocidade, peso e momentos melancólicos como de costume, grandes músicas e um conteúdo lírico complexo. Excelente, um dos melhores discos dos caras.

Destaques: Born, My Acid Words, This Godless Endeavor

Born 





#03 -  Korzus - Discipline Of Hate (2010)





O Korzus é uma das instituições do metal brasileiro, na ativa há 30 anos eles não perderam a mão, pelo contrário seus registros mais recentes soam mais fortes do que nunca, após o excelente Ties of Blood (2004) eles voltaram ainda mais afiados, Discipline Of Hate é uma aula de Thrash Metal, e pode ser colocado facilmente como um dos grandes registros do gênero. A produção assinada por Marcelo Pompeu e Heros Trench é digna de aplausos. Não conhece? Faça um favor a você mesmo!

Destaques: Discipline Of Hate, 2012 , Raise Your Soul


Discipline Of Hate





#02 -  Testament - Dark Roots Of  Earth (2012)





Mais um ícone do estilo, o Testament tem uma rica discografia recheada de clássicos eternos da música pesada, em Dark  Roots Of Earth eles não brincaram em serviço e trouxeram um disco forte, pesado e altamente técnico. Se você ainda não ouviu não sabe o que está perdendo. (Acessem o review que fiz do disco aqui)
Destaques: Native Blood, True American Hate, Cold Embrace


Native Blood




#01 - Machine Head - The Blackening (2007)





O Machine Head teve seus altos e baixos desde sua estréia em 1994, aos poucos Robin Flynn foi reencontrando sua inspiração até chegar no imponente The Blackening, um dos melhores discos de Heavy Metal da década passada. O registro é emblemático e brinda os ouvintes com uma sonoridade destruidora carregada de melodias irrepreensíveis. James Hetfield citou The Blackening como um dos melhores discos que ele ouviu nos últimos anos. Obrigatório!


Destaques: Clenching The Fists Of Dissidents, Wolves, Farewell To Arms


Clenching The Fists Of Dissidents