14 de mai. de 2016

Palpites UFC 198 - Werdum x Miocic





O UFC vai realizar seu maior evento em terras brasileiras desde que desembarcou aqui em 1998, a edição 198 vai ser na Arena do Atlético Paranaense e vai abrigar um grande público que irá presenciar uma noite com excelentes nomes do mundo do MMA.

O card principal vem recheado de bons nomes e lutas bem interessantes, desde o confronto de estilos entre Ronaldo Jacaré e Vitor Belfort, luta na qual acredito mais em Jacaré pelo momento vivido, mas nunca podemos subestimar o fenômeno, a tentativa de ascensão de uma grande estrela, no caso Warlley Alves, que busca a escalada nos meio médios após vencer bons oponentes e claro a luta entre Werdum e Miocic, duelo de pesos pesados que sempre tem uma alta carga de emoção, dois lutadores que vivem um bom momento e vão depender muito de suas estratégias para impor seus estilos.

A estréia da multi campeã Cris Cyborg tem tudo para ser um passeio, lutando em casa com ampla superioridade física e técnica, a brasileira provavelmente vai se consagrar. Shogun...bem não sei o que esperar dele, virou um ex-atleta em atividade, veremos.



Warlley Alves (10-0) vs. Bryan Barberena (11-3) => Palpite: Warlley Alves vence

Mauricio “Shogun” Rua (23-10) vs. Corey Anderson (8-1)=> Palpite: Corey Anderson vence

Cris “Cyborg” Justino (15-1, 1 NC) vs. Leslie Smith (8-6-1)=> Palpite: Cyborg vence

Ronaldo “Jacare” Souza (22-4) vs. Vitor Belfort (25-11)=> Palpite: Jacaré vence

Fabricio Werdum (c) (20-5-1) vs. Stipe Miocic (14-2)=> Palpite: Werdum vence


11 de mai. de 2016

Discografia Comentada: DIO (1983-2004) - Parte 2

Claude Schanell, Vinnie Appice, Dio, Jimmy Bain e Craig Goldy


Dream Evil (1987)




Após a conturbada saída de Vivian Campbell no inicio da promoção de Sacred Heart, Dio já havia escolhido Craig Goldy para assumir as guitarras, com um estilo muito similar a Richie Blackmore com toques mais atualizados, Goldy se adaptou muito bem, sendo habilidoso e consistente além de bom compositor.

Mantendo o restante do time, com Appice, Bain e Schnell, o resultado foi um disco forte bem consistente com excelentes momentos, resgatando em parte uma sonoridade mais próxima do Rainbow com influências Heavy Metal, retomando um pouco do que foi feito nos dois primeiros trabalhos.

O inicio do disco é simplesmente demolidor, Night People, Dream Evil, Sunset Superman e All The Fools Sailed Away são clássicos absolutos do gênero, com um começo arrasador, já podemos colocar Dream Evil como um clássico, mesmo que nas faixas seguintes temos uma leve queda na intensidade, mas de forma alguma diminuiu o poder do disco. 

Musicalmente Dio tinha reencontrado o caminho após escorregar no bem sucedido, mas mediano Sacred Heart, colocando um equilíbrio entre guitarras e teclados e incluindo arranjos mais sóbrios porém mais vibrantes.

A repercussão não foi tão calorosa como os três primeiros trabalhos da carreira solo, muito devido a mudança de cenário musical, com extrema polaridade entre o Hard Rock festivo e o Thrash Metal, mas mesmo assim, Dio continuou vendendo bem e fazendo shows em grandes palcos, mas mudanças viriam a frente.

A Banda

Ronnie James Dio (Vocal e Teclado)
Craig Goldy (Guitarra)
Jimmy Bain (Baixo)
Vinny Appice (Bateria)
Claude Schnell (Teclados)


Após a tour de Dream Evil no fim de 1988, Dio dá uma pausa e pensa em uma possível reformulação interna, Craig Goldy se dedica a projetos solos e trilhas para o cinema, gerando inúmeros compromissos, Claude Schenell também se desliga após a tour, ficando Ronnie, Appice e Bain incumbidos de continuar com a banda.


Lockup The Wolves (1990)





Para a guitarra Dio ouviu centenas de músicos e quem levou a vaga foi um inglês de 17 anos, Rowan Robertson, assume o posto e impressiona a todos na banda, para os teclados Jens Johansson (na banda de Yngwei Malmsteen na época) é efetivado e assim iniciam a pré- produção do quinto disco de estúdio.

Problemas com alcool e drogas tiram o baixista Jimmy Bain da banda e Appice se afasta devido a conflitos contratuais e musicais, Dio rapidamente recruta o baterista Simon Wright (AC/DC) e o baixista nova iorquino Teddy Cook, assim a banda Dio estava reformulada e finalizaria os trabalhos em estúdio.

Lockup The Wolves explora uma sonoridade diferente dos trabalhos anteriores, um pouco mais cru, com arranjos mais voltados as guitarras de Robertson que tem uma forte influência de Joe Satriani, e muita ênfase em fraseados de baixo carregado em grooves e bases do Blues, claramente Dio tentava se recolocar em um mercado em transformação.

Mesmo com uma suposta crise de identidade, Dio acerta mais do que erra por aqui, Wild One é um pancada na orelha, uma abertura que salienta a força de Robertson, um guitarrista fabuloso, e o mais técnico dos que passaram pela banda, dois temas Hard Rock emplacaram como a espetacular Born On The Sun e a cativante Hey Angel, mais acessível mas igualmente legal,  mais destaques positivos para a bela e sombria Lockup The Wolves (que solo de guitarra!) além da emocionante My Eyes, com mais uma aula de Dio nos vocais e um excelente trabalho de Jens Johansson.

Robertson, Dio, Johansson, Wright e Cook
O disco vai muito bem na Europa e mal nos Estados Unidos, mas com saldo positivo Dio já preparava mais algumas músicas com a formação estabilizada, até ser convidado por Iommi para o retorno do Black Sabbath.

* Rowan Robertson ainda foi empresariado por Wendy Dio após a saída da banda com a ida de Ronnie para o Sabbath, mas no meio do caminho se envolveu com o Jazz e o Fusion e se dedicou ao estilo quase que integralmente.

A Banda

Ronnie James Dio (Vocal e Teclado)
Rowan Robertson (Guitarra)
Teddy Cook (Baixo)
Simon Wright (Bateria)
Jens Johanson (Teclados)





Strange Highways (1993)





No final da tour de Dehuzmanizer do Black Sabbath e  troca de farpas entre Dio e Iommi/Butler referentes a abertura de shows para a banda solo de Ozzy Osbourne, Dio e Vinnie Appice deixam a banda e retomam as atividades da banda DIO, contando com Tracy G  (que tocou com Bain e Appice numa banda chamada World War III) na Guitarra e Jeff Pilson no Baixo, a nova formação começa uma nova era.

O sucesso da linha sombria de Dehumanizer fez com Ronnie alterasse a proposta de sua banda e com Tracy G, um guitarrista habilidoso e focado em um estilo mais moderno e pesado, insere uma nova característica ao som, com letras realistas e críticas, riffs pesados com uma afinação mais baixa, o resultado foi espetacular.

Strange Highways foi injustamente criticado por parte do público, ávido por mais do mesmo, as composições são fortes, os vocais de Dio são agressivos e ríspidos, abusando de drives, Tracy G comanda as guitarras com perfeição, usando muito bem suas técnicas com pedais e criatividade, a cozinha de Appice e Pilson adiciona groove e peso, de acordo com a proposta, a banda estava afiadissima.

A abertura com Jesus, Mary & The Holy Ghost é uma pedrada com um belo riff de Tracy G, um dos destaques que vem para chocar os ouvintes, Hollywood Black é um show de peso e groove,  Strange Highways é um hino Doom Metal que estaria em qualquer álbum do Black Sabbath, Pain  abusa do direito de ser macabra e a fantástica Give Her The Gun é um deleite para os fãs da voz perfeita de Ronnie Dio e um solo perfeito de Tracy G.

Com músicos de primeira e inspiração para uma reviravolta na carreira, Dio conseguiu revitalizar seu projeto solo e trazer uma nova perspectiva sonora. Por mais que alguns fãs tenha torcido o nariz, Strange Highways é um dos melhores trabalhos do baixinho com voz de gigante, simplesmente imperdível. Deixe o preconceito de lado e aprecie essa jóia.


* Strange Highways sai em uma época conturbada, inclusive tem um vídeo com uma entrevista com Ronnie no tour bus, na qual ele é brutalmente sincero, sobrou para Vivian Campbell....


A Banda

Ronnie James Dio (Vocal e Teclado)
Tracy G (Guitarra)
Jeff Pilson (Baixo)
Vinny Appice (Bateria)


Vinny Appice, Tracy G, Dio e Jeff Pilson
Ficava claro que as mudanças entre 1987 e 1994 mostravam a busca de Dio pelo time ideal, e sua experiência com o retorno do Sabbath em 1992 mudou sua percepção sobre como iria conduzir a sonoridade da carreira a partir dali, mesmo com uma convicção o futuro mostrava que o baixinho ainda ia mudar o rumo de sua banda, mas isso fica para a terceira e última parte da discografia comentada.




5 de mai. de 2016

Haken - Affinity



Nota: 9,00


Os Ingleses do Haken despontam como uma grande banda dentro do Prog Metal, gênero que tem grandes expoentes mas que carecia de novos nomes com relevância no cenário, em seu quarto disco o sexteto planeja alçar voos mais altos.

Affinity é definitivamente o disco mais dinâmico do Haken, que sempre mesclou muitos elementos das vertentes sententistas do Rock Progressivo com nuances mais atualizadas, porém dessa vez foi dado um passo adiante em relação ao peso e a presença de riffs e solos de guitarras mais virtuosos.

Entretanto a essência do Haken se faz muito presente, evidenciando que trata-se muito mais de uma evolução sonora do que uma guinada de estilo, o que é muito bom, mostrando o amadurecimento dos músicos e o bom gosto das composições. Ross Jennings tem uma boa voz, canta muito bem e acerta nas entonações em meio as viagens capitaneadas por Richard Hensall que toca guitarra e teclados e pelo tecladista Diego Teijeda, completam o time os ótimos Charlie Griffiths nas guitarras, Conner Green com um estilo virtuoso no Baixo e o preciso baterista Raymond Hearne.

A unidade criativa e a capacidade de extrapolar os limites são as grandes molas de Affinity  que contrapõe as mais diversas nuances sonoras bebendo diretamente da fonte do grande Yes, com a explosões de peso, como na excelente Initiate, que é uma show a parte de Ross Jennings, e uma sessão instrumental fantástica.

Em 1985 o Haken traz progressões de acordes que remetem ao Rush e Dream Theater, de forma alucinante com a cozinha formada por Conner Green e Raymond Hearne, precisão e bom gosto em nove minutos de viagem embalada pela cama de teclados bem colocadas e guitarras melodiosas, Lapse é mais uma faixa curta com uma bela intro de guitarras e vocalizações bem colocadas, uma faixa clássica do Haken, suave e surpreendente, num clima de viagem que se desenrola em riffs pesados numa tensão crescente, desembocando num jazz fusion nervoso, confuso não? Ouça, é simplesmente perfeito

O disco entra numa jornada  das boas com a complexa The Architect, quinze minutos do mais clássico prog metal, remetendo ao que encontramos em Awake do Dream Theater, principalmente na interação entre as guitarras de Griffiths e Hensall e dos teclados de Teijeda, que solam com maestria e encaminham todas melodias para um clima apocalíptico muito interessante, Earthrise dá continuidade ao acento de progressivo clássico no grande jogo de vozes de Jennings, fluída e agradável.

Sem perceber chegamos a parte final de Affinity, com Red Giant explorando muitos compassos quebrados, efeitos sonoros bem construídos pelos teclados  e samplers, trata-se de uma genuína música do Haken, The Endless Knot inicia acelerando as coisas em um clima caótico e um show da bateria, e Bound By Gravitiy dá os toques finais de maneira grandiosa, épica de forma com qual os fãs dos ingleses estão acostumados.

Pois bem, estamos diante de um dos melhores discos de 2016, Affintiy coloca o Haken definitivamente no mapa das grandes bandas atuais, conseguindo unir o Rock Progressivo, o Prog Metal e as tendências mais atuais resultando em algo que podemos chamar simplesmente de "música progressiva".

Obrigatório!


Affinity (2016)




A Banda

Ross Jennings  (Vocal)
Richard "Hen" Henshall  (Guitarra, Teclados)
Charlie Griffiths   (Guitarra)
Conner Green  (Baixo)
Diego Tejeida  (Tecladoss, Sound Design)
Raymond Hearne  (Bateria)

28 de abr. de 2016

Metal Church - XI





Nota: 8,5

Mais um nome veterano retornando com força total, o Metal Church entrou em um hiato após o bom Generation Nothing de 2013, último disco contando com o vocalista Ronny Monroe, e fez um reflexão sobre o retorno a cena, o líder  Kurdt Vanderhoof não estava muito contente com os resultados obtidos e precisava de algo a mais para continuar com a banda,foi ai que o vocalista Mike Howe entrou em cena.

Quando foi anunciado o retorno do segundo vocalista da banda, os fãs ficaram eufóricos, Howe gravou três discos no passado sendo dois excelentes, Blessing In Disguise (1988) e Human Factor (1991) e o razoável Hanging On The Blance (1993), com um passado glorioso a frente, o vocalista saiu da aposentadoria para ajudar o velho amigo, e não há dúvidas, o resultado foi excelente.

Em XI, o Metal Church se aproxima mais do Heavy Metal com pés no Thrash Metal, e se reconecta muito bem com sua origem, não que os discos com Monroe não preservassem a identidade da banda, mas era claro que havia um certo distanciamento de sua essência, para o bem e para o mal.

A trinca inicial Reset, Killing Your Time e No Tomorrow,  mandam um claro recado de retorno, com os riffs cortantes de Vanderhoof e Van Zandt além do vocal áspero e melodioso de Howe que tem a voz perfeita para a banda, inclusive para cantar o material de David Wayne. Destaque também para Jeff Plate na bateria que tem pegada pesada e desce o braço sem dó.

O petardo não dá descanso e segue em ritmo forte , mas consegue equilibrar o clima com grandes canções cadenciadas  Sky Falls In e sua indefectível influência de Black Sabbath e a grooveada Shadow que tem no baixo de Steve Unger seu grande trunfo.

Quando as últimas notas da explosiva e raivosa Suffer Fools (que remete a Spell Can't Be Broken de Blessing In Disguise) dão as caras fica evidente que Vanderhoof acertou em cheio em convidar Howe para uma jam de retorno uma vez que e o encontro dos velhos amigos resultou em um baita disco.

Um dos grandes discos de 2016, o retorno de Mike Howe ascendeu a chama do Metal Church, tomara que não fique só nesse disco, vale lembrar que as vendas das duas primeiras semanas nos Estados Unidos foram surpreendentes. Vida longa ao Metal Church.

XI (2016)





A Banda

Mike Howe (Vocal)
Kurdt Vanderhoof (Guitarra)
Rick Van Zandt (Guitarra)
Steve Unger (Baixo)
Jeff Plate (Bateria)



26 de abr. de 2016

UFC 197 - Jon Jones não impressiona



Jon Jones fez seu retorno após mais um ano de suspensão, e ao enfrentar Ovince St Preux colocou mais dúvidas do que certezas na cabeça de quem acompanha o MMA. Não titubeio na afirmação de que Jones é o maior peso meio pesado da história da modalidade, fez e desfez numa categoria tida como muito concorrida e bateu grandes adversários, tendo nos confrontos com Gustaffson e Cormier os combates mais equilibrados, mas mesmo assim saiu com o ouro.
Jones Dominou a distância
Porém sendo seu maior inimigo Jones perdeu um tempo precioso quando se envolveu em um grande número de presepadas, problemas com as drogas e com as leis pesaram e em seu retorno ficou evidente que, se Cormier não estivesse lesionado venceria Jones de maneira convincente. O ex-campeão que subiu no óctagon do MGM Grand Garden Arena passou longe do lutador versátil e perigoso, executando um jogo burocrático contra um adversário que teve 3 semanas para se preparar, e convenhamos 

Jones não mostrou muito, o que é compreensível treinar é uma coisa, por mais duro o que o faça, lutar para voltar ao topo sempre será mais difícil, questões técnicas e psicológicas explicam isso, a luta transcorreu de forma morna por cinco rounds, St Preux chegou a balançar o ex-campeão com um potente direto, que respondeu bem e no quarto round aplicou bem seu jogo de quedas e o domínio das ações. 
E aplicou seu jogo de wrestling no quarto round

No fim das contas, Jones venceu os cinco rounds, é considerado o campeão interino e terá Cormier pela frente em uma batalha que promete, 'é quase certeza que veremos outro atleta em ação, o atual campeão perdeu uma chance de ouro de dar uma bela surra em Jones e lavar sua alma. 




Veremos o que o futuro nos reserva, enquanto isso Demetrious Johnson pode superar Anderson Silva em número de defesas de cinturão, o Might Mouse vai indo muito bem reinando tranquilo nos pesos moscas.

Resultado dos palpites Resultado dos palpites UFC 197   Placar Geral: 17 Acertos, 16 Erros => 52% de acerto.


22 de abr. de 2016

Palpites UFC 197 - Jones x Saint Preux





O UFC volta a Las Vegas e coloca um dos maiores nomes da atualidade volta para tentar reconquistar seu reinado, Jon Jones iria originalmente lutar contra Daniel Cormier, mas com a lesão do atual campeão, Saint Preux se encarregou de dar as boas vindas ao ex campeão e lutador mais dominante dos Meio Pesados.

O combate tende a ser muito favorável a Jones, mas Saint Preux pode incomodar com seus chutes de esquerda e sua boa envergadura, o ex-campeão tem no wrestling e nas cotoveladas seus pontos mais fortes, luta bem casada, com um sensível favoritismo para Jon Jones.

O campeão dos pesos moscas Demetrious Johnson coloca seu título e sua ampla série de defesas contra Henry Cajudo no co-main event da noite

Vamos aos palpites do card principal


Yair Rodriguez (7-1) vs. Andre Fili (15-3) => Palpite: André Fili vence.

Robert Whittaker (16-4) vs. Rafael Natal (21-6-1)
=> Palpite: Roberto Whittaker vence.


Anthony Pettis (18-4) vs. Edson Barboza (16-4)=> Palpite: Anthony Pettis vence.

Demetrious Johnson (c) (23-2-1) vs. Henry Cejudo (10-0)=> Palpite: Johnson vence.

Jon Jones (21-1) vs. Ovince Saint Preux (19-7)=> Palpite: Jon Jones vence.




3 de abr. de 2016

Anthrax - For All Kings


Nota: 7,5

O Anthrax é um dos gigantes do Thrash Metal americano, ostentando três décadas nas costas o quinteto já passou por tudo, grandes momentos, mudanças drásticas, recomeços explosivos e até algumas escorregadas, mas convenhamos, com tanto tempo no mundo do show bussiness é impossível passar ileso.

For All Kings de fato não tem a mesma potência e intensidade do anterior Worship Music, mas consegue manter o legado com muita dignidade e ainda trazendo elementos que empolgam os fãs da música pesada.Esse é o segundo disco com Joey Belladona nos vocais após seu retorno, além da estréia do  novo guitarrista Jon Donais (Shadows Fall) que assume o lugar de Rob Caggiano que foi para o Volbeat, e dá conta do recado.

Em You Gotta Believe o DNA clássico do Anthrax está presente com  a bateria furiosa de Charlie Benante e os riffs demolidores de Scott Ian, a pegada pesada e melodiosa é uma constante ao longo do play, Monster At The End é cadenciada, melódica e cheia de grooves do baixo de Frank Bello, e a faixa título For All Kings exibe Joey Belladona em boa forma, sua voz  característica sempre traz memórias dos bons tempos, é o homem certo para o posto, apesar de admirar John Bush.

O viés mais melódico pode não agradar quem espera o Anthrax veloz e com flertes hardcore, mas dentro da proposta Breathing Lightning é acertada, com um bom riff, levada mid tempo e um refrão graúdo, ainda temos bons momentos com as porradas Suzerian e Evil Twin

Mas vou ressaltar  um senão do disco, falta algo a mais, um grande som, mas em contrapartida não temos faixas essencialmente ruins, Blood Eagle Wings sintetiza isso, arrastada, dotada de groove com uma mudança de andamento liderada por Benante, cativa mas não consegue ser um novo clássico.

O bom trabalho é mantido e sons como Defend/Avenge e Zero Tolerance honram o legado dos nova iorquinos, entretanto quem esperava mais que isso pode se decepcionar, For All Kings é um disco sólido, tem grandes músicas, e perfomances excelente dos músicos, algo corriqueiro para uma banda de tal porte. 

Se você gosta de um som pesado, recheado de grooves e boas melodias, vale a audição, só não espere um novo Among The Living ou The Sound of White Noise.  


Ouça no Spotify

For All Kings (2016)


A Banda 

Joey Belladona (vocais)
Scott Ian (Guitarra e Backing Vocals)
Charlie Benante (Bateria, guitarra ritimica)
Frank Bello (Baixo e Hacking Vocals)
Jon Donais (Guitarra)