O tempo se encarrega de consertar alguns erros, essa afirmação cabe perfeitamente no caso do Dark Avenger, a já veterana banda de Brasilia capitaneada pelo renomado vocalista Mário Linhares, conseguiu consertar uma das maiores injustiças do cenário nacional e dar vida a um grande registro, Alive In The Dark, gravado em São Paulo na finada Led Slay nos idos de 2003 finalmente ganhou uma versão oficial, e uma bela versão! O registro é duplo e cobre a apresentação ao vivo e mais alguns quitutes como músicas inéditas (na época) e novas versões, as perfomances dos músicos é digna das melhores bandas do mundo, e a qualidade de gravação é surpreendentemente boa se levarmos em conta toda a dificuldade para se fazer Heavy Metal no Brasil, principalmente em um projeto ambicioso como este, que contou com conjunto de cordas e elementos orquestrais. Alive in The Dark imortalizou alguns clássicos da banda, do debut auto intitulado de 1996, Dark Avenger, Die Marmaid!, e Armaggedon retratam uma banda ainda em busca de seu estilo, mas com muita personalidade, já com o então material novo, a época de Tales Of Avalon - The Terror, representado pela ótima Crown Of Thorns, Cals Myrddin, Morgana e Tales Of Avalon e as inéditas Utther Evil e Unleash Hell exploravam novas nuances de uma banda mais madura e coesa, com ambição para ser uma das maiores do Brasil.
Individualmente o Dark Avenger estava bem entrosado, Mário Linhares dispara suas vocalizações potentes e diversificadas, as guitarras de Hugo Santiago e Marcus Valls honram as tradições das duplas das seis cordas e comandam o show com grandes riffs e solos, os teclados sempre presentes nas composições são destaques com Tomaz Vital, e a cozinha formada por Gustavo Magalhães e Rafael Dantas completam muito bem o time.
No segundo disco temos as versões acústicas e orquestrais de As The Rain, The Lament, Give a Chance e Caladvwch, aqui a ousadia da banda e dos produtores foi premiada pela ótima perfomance de todos os músicos envolvidos, sabendo de todo o esforço e das adversidades é realmente gratificante ouvir o resultado final, mesmo muitos anos depois de gravado, houve um cuidado especial para entregar uma boa gravação e muito fiel a tudo que foi feito ao vivo na ocasião. O tempo passou, e muitos problemas afastaram o Dark Avenger de uma carreira mais constante, porém com o ânimo renovado e após o lançamento de Tales Of Avalon -The Lament em 2013, doze anos depois da primeira parte, a banda retornou com novos shows e um ambicioso trabalho de estúdio que será lançado em 2015, intitulado de The Beloved Bones, que será dividido em duas partes. Alive In The Dark é a representação fiel de uma grande banda em cima do palco, que mesmo com poucos recursos conseguiu grandes resultados, sim o Brasil tem excelentes bandas que merecem muito mais atenção do público. Quem sabe não teremos mais um album ao vivo em breve? Alive In The Dark (2015)
O Rainbow é uma da bandas mais cultuadas do cenário do Hard Rock mundial, tendo na figura do lendário guitarrista e compositor Ritchie Blackmore seu principal pilar de sustentação. Em suas fileiras passaram verdadeiras lendas como o baterista Cozzy Powell e o vocalista Ronnie James Dio anos áureos anos 70. Após uma década de 80 controversa (já sem Powell e Dio) Blackmore retornaria ao Deep Purple onde sairia de novo em 93, remontando o Rainbow com novos membros, tendo o talentoso vocalista escocês Doogie White como seu principal parceiro em seu disco de retorno, Stranger In US All, é até então o último disco da banda. A Banda Ritchie Blackmore (Guitarra) Doogie White (Vocal) Paul Morris (Teclados) John O Reilly (Bateria) Greg Smith (Baixo) O Contexto Blackmore apostou suas fichas em um time composto por músicos muito talentosos mas pouco conhecidos no mainstream, reforçando o conjunto mas tendo em mente ser a grande referência musical do trabalho, e agora sem tentar agradar as paradas de sucesso como fez na década anterior. Em uma época de grande fragmentação musical dentro do Rock, Stranger In Us All repaginava o Hard Rock com influências barrocas do inicio com levadas Hard Rock que embalaram os anos 80, sem se importar com o que ocorria na época, Ritchie trouxe um "novo velho"Rainbow de volta a ativa. A cobrança por um grande disco era grande, uma vez que após o excelente Perfect Strangers (1984) com o retorno do Deep Purple, Blackmore estava devendo, mesmo com bons momentos do Rainbow pós fase clássica, e com o Purple no fim dos 80's e inicio dos 90's, o guitarrista mergulhava em uma crise de identidade considerável. O disco deveria ser um trabalho solo de Blackmore, mas acabou levando o nome de Ritchie Blackmore's Rainbow por indicação da gravadora. As impressões do passado
Stranger In Us All foi lançado mediante muitas especulações e dúvidas sobre como soaria a nova encarnação do Rainbow, e quando o disco saiu, foi relativamente bem recebido, Blackmore conseguiu equilibrar bem as coisas e musicalmente o disco tem traços de todas as fases da carreira do guitarrista, tudo devidamente atualizado pelos padrões musicais da época. Ao mesmo tempo que a ótima abertura com Wolf To The Moon remete ao Rainbow clássico com toques do Metal europeu dos anos 90, temas como Cold Hearted Woman e Hunting Human (Insatiable) se aproxima do hard rock orientado aos riffs e ótimas linhas vocais com refrão marcante. Mesmo com o começo forte, e uma perfomance convincente dos músicos, principalmente de Doogie White, que honrou bem o posto de vocalista, faltava uma grande música para ser chamada de clássico e Ariel se encarregou da função, uma power ballad épica com ótimos riffs e harmonias orientais disparadas por Blackmore, acompanhadas de belos arranjos de teclados e uma interpretação digna de aplausos de Doogie White e ótimas vocalizações da esposa de Blackmore Candice Night. As influências renascentistas se aprofundam em Black Masquerade com uma ótima interação entre as guitarras e os teclados de Paul Morris, mais um sinal de que Blackmore ainda tinha muitas cartas na manga. Apesar de não ter alcançando o ápice dos três primeiros discos, o Rainbow conseguiu entregar um trabalho sólido e boa parte dos fãs aprovaram o disco, uma tour mundial se seguiu, e a banda voltava forte no cenário Europeu e Sul-americano. Como o álbum envelheceu? Se no passado o disco teve um relativo sucesso, o passar do tempo foi um pouco injusto com Stranger In Us All, musicalmente o disco faz muito sentido hoje, principalmente sabendo que Blackmore abandonaria o Rock, mas a falta de mais um trabalho para solidificar a formação e principalmente a boa perfomance de Doggie White fez com que muitos fãs esquecessem do trabalho, uma pena. Musicalmente é um dos trabalhos mais elaboradas do Rainbow, tem uma produção de primeira, músicos jovens que deram um novo ânimo as composições, se comparado com Down To Earth e Difficult To Cure, os dois melhores discos sem Dio até então, Stranger In Us All larga na frente, e isso não é pouca coisa, uma vez que estamos falando de excelentes registros. Mas a época de transição no cenário musical e e as derrapadas de Blackmore criou um distanciamento da banda com sua base de fãs. Ao meu ver estamos diante de um grande trabalho que merecia (e merece) mais atenção dos fãs, o até então último disco do Rainbow é sim, um dos melhores de sua carreira.
Nota: 8,5 Quando o guitarrista Chirs Broderick e o baterista Shawn Drover deixaram o Megadeth e anunciaram a intenção de trabalharem juntos, os fãs do Thrash Metal ficaram na expectativa do que poderia vir,o projeto começou tomar forma quando o vocalista Henry Derek (ex- Scar Of Martyr) e o baixista Matt Bachand foram anunciados, sob o nome de Act Of Defiance iniciaram os trabalhos do debut. A experiência dos músicos somados a composições inspiradas fazem de Birth And The Burial um disco muito forte, carregando a mão em levadas pesadas da bateria reta e potente de Drover juntamente com as guitarras indefectíveis de Broderick que faz riffs marcantes, solos técnicos e passagens acústicas muito ricas. Os vocais de Derek são versáteis e alterna passagens guturais e melódicas remetendo ao estilo adotado por Chuck Billy do Testament. Throwback foi a primeira música divulgada e impressiona, aqui Dave Mustaine deveria ter dado mais ouvidos aos seus companheiros de banda, um petardo marcante esbanjando o que faltou em Super Collider, peso e potência. A avalanche sonora é mantida com as fortes Legion Of Lies, dotada de um belo trabalho vocal de Henry Derek, enquanto Thy Lord Belial não economiza no peso insano imposto pelo quarteto, mas é em Refrain and Re-Fracture que o Act of Defiance explora suas maiores qualidades, uma bela intro acústica de Broderick, levada matadora da cozinha com Drover e Bachand derrubando as paredes e Derek explorando bem sua voz. Sem dar tempo para respiros, Dead Stare acelera na faixa mais "Megadeth" do disco, até nas linhas vocais, um Thrash Metal ultra técnico que poderia estar em Endgame, aliás Broderick é um monstro das guitarras, Desastrophe promove o encontro da sonoridade mais moderna do Groove Metal com o Thrash clássico como faz o Lamb Of God, mais um grande momento.
Explorando mais nuances da música pesada Poison Dream poderia estar em um disco do Nevermore graças aos arranjos intrincados e melodias que passam muita tensão antes de explodir em partes pesadas, destaque para o baixo cavalar evidenciado pelo ótimo trabalho do produtor Zeuss.
Chegando ao final do debut, Obey The Fallen é dotada de um riffs daqueles (é Mustaine, você deveria te ouvido os caras ao invés de produtores mágicos) e um das melhores perfomances de Shawn Drover que amassa seu kit sem cerimônias. Crimson Pslam aprofunda incursões no groove e vocais limpos em um ritmo hipnótico, quanto a faixa título é dotada de um riff épico com grande destaque aos vocais de Henry Derek que tem sua melhor perfomance. O Act of Defiance tem tudo para se firmar no cenário e dar continuidade a sua proposta simples e eficiente, fazer Thrash Metal com muita qualidade e influências diversificadas, o primeiro passo já foi dado e com certeza Shawn Drover e Chris Broderick mostraram que eram muito mais do que músicos coadjuvantes do Megadeth. Que venham mais discos.
Throwback
The Birth And The Burial (2015)
A Banda Henry Derek (Vocal) Chris Broderick (Guitarra e Violão) Shawn Drover (Bateria e Backing Vocals) Matt Bachand (Baixo e Hacking Vocals)
Os dois eventos do UFC neste mês de Novembro mostraram uma boa diversidade de nomes, desde gigantes consagrados como Henderson e Belfort, estrelas em ascensão como Ronda Rousey e surpresas como Holy Holm, em meio a tantos combates quem saiu vencedor foi o fã de MMA que foi presenteado com dois bons eventos. No Brasil Dan Henderson e Vitor Belfort fizeram o tira-teima dos veteranos, Henderson venceu Belfort em 2006, Belfort bateu Henderson em 2013, ambos estavam envolvidos na polêmica do TRT e fizeram terceira luta sem a terapia de reposição. Ficou claro que Belfort estava melhor fisicamente do que sua luta contra Chris Weidman, e que a idade de Henderson começou a pesar, ambos veteranos começaram se estudando e o americano disparou alguns low kicks para abrir o combate, o brasileiro de forma paciente aguardou o momento para disparar um chute alto certeiro, levando o oponente a nocaute sendo complementado com potentes golpes no chão.
Já no último sábado Ronda Rousey e Holy Holm fizeram a luta principal do UFC 193, e Holm quebrou a banca de apostas, Ronda era favorita e ostentava lutas vitórias fulminantes no Strikeforce e UFC, Holm é multi campeã mundial de Boxe. Rousey vinha demonstrando agressividade e precisão, Holm havia feito duas lutas e vencido sem grande brilho, porém tudo mudou no último sábado. A então campeã demostrou afobação quando atingida pela desafiante e mesmo soltando golpes potentes pouco ou nada fez para neutralizar a maior envergadura e a trocação mais afiada de sua oponente. Méritos total a Holy Holm, que estudou Rousey e junto com seu técnico, Greg Jackson, montou um jogo, baseado em sua envergadura, que implodiu a judoca, no primeiro Round a desafiante acertou bons golpes e absorveu bem quando foi atingida, e na etapa seguinte finalizou a fatura com ótimas esquivas e um chute alto devastador. Ronda foi nocauteada e perdeu o título, parte da derrota ficou por conta de uma estratégia errada (ou falta de uma estratégia) Holm mostrou-se fria e tecnicamente brilhante. O Peso galo feminino tem uma nova campeã.
Troca franca
O golpe certeiro
A nova campeã
Resultado dos palpites UFC FIGHT NIGHT 77 e UFC 193: 7 acertos (Anderson, Oliveira, Thomas Almeida, Golver Teixeira e Belfort) 4 Erros ( Rachid Magomedov, Jared Rosholt, Robert Whittaker e Holy Holm) Placar Geral: 69 Acertos, 40 Erros - 63,3 % de Acerto
As mulheres vem dando um show a parte no UFC, mostrando carisma, dedicação e lutas movimentadas as atletas vem despontando como estrelas no mundo do MMA, e a maior de todas, Ronda Rousey tenta mais uma defesa de cinturão, desta vez contra a boxer e multi campeã de boxe Holly Holm, também invicta, tem uma missão complicada parar Rousey. A luta pode ser equilibrada se Holm conseguir manter Rousey afastada, porém o favoritismo da campeã é considerável. O card ainda conta com boas lutas como a segunda luta entre Mark Hunt e Antonio Pezão pelos pesos pesados, um combate que promete bastante adrenalina. Como sempre vamos aos palpites do card principal
Stefan Struve (26-7) vs. Jared Rosholt (13-2) => Palpite: Sturve Vence. Uriah Hall (12-5) vs. Robert Whittaker (14-4) => Palpite: Hall Vence. Mark Hunt (10-10-1) vs. Antonio “Bigfoot” Silva (19-7-1)=> Palpite: Hunt Vence. Joanna Jedrzejczyk (10-0) vs. Valerie Letourneau (8-3)=> Palpite: Jedrzecjczyk vence. Ronda Rousey (12-0) vs. Holly Holm (9-0)=> Palpite: Rousey vence.
Vitor Belfort e Dan Henderson estão entre os maiores lutadores da história do MMA, oriundos de uma geração pré popularização da modalidade, ambos colecionam títulos, vitórias avassaladoras e momentos de baixa, mas o legado dos campeões é enorme. Em termos de combate temos a imprevisibilidade como maior fator, ninguém sabe como os veteranos vão se portar, vale lembrar que os dois faziam uso da terapia de reposição hormonal de testosterona (TRT) que era permitido e passou a ser proibido pela NASC. Polêmicas a parte acredito em um ligeiro favoritismo de Belfort, mas é uma luta difícil e altamente imprevisível. No co main event, Glover Teixeira e Patrick Cummins lutam no top 10 da divisão dos Meio Pesados, uma luta que promete emoções, Glover, pode combinar suas mãos pesadas com seu jogo de quedas e bom Jiu Jitsu, Cummins é um especialista em wrestling com muita potência e velocidade, não pode ser subestimado. Como sempre vamos aos palpites do card principal
Fabio Maldonado (22-8) vs. Corey Anderson (6-1) => Palpite: Corey Anderson vence. Gilbert Burns (10-0) vs. Rashid Magomedov (18-1)=> Palpite: Gilbert Burns vence. Alex Oliveira (12-2-1, 1 NC) vs. Piotr Hallman (15-4)=> Palpite: Alex Oliveira vence. Thomas Almeida (20-0) vs. Anthony Birchak (12-2)=> Palpite: Thomas Almeida vence. Glover Teixeira (23-4) vs. Patrick Cummins (8-2)=> Palpite: Glover Teixeira vence. Vitor Belfort (24-11) vs. Dan Henderson (31-13)=> Palpite: Vitor Belfort vence.
Em um piscar de olhos já estamos no fim de 2015, e como todos os anos as listas de melhores lançamentos começam a pipocar em todos os sites do gênero na Internet e revistas especializadas, aqui no Its Electric também faremos a nossa como todos os anos, mas enquanto dezembro não vem, preparei mais uma série de recomendações de discos para curtir, não necessariamente deste ano, mas sim uma mistura de estilos e épocas, uma pequena visita em minha coleção trouxe a inspiração para tentar adicionar coisas novas para os leitores e até redescobrir aquele disquinho que ficou esquecido por algum tempo. Vale dar uma orelhada! Jack White - Blunderbuss (2012)
Quem já assistiu a um show do ótimo Jack White (Guitarrista, Tecladista e Vocalista, ex-lider dos White Stripes) conhece as esquisitices e excentricidades de sua música, um caldeirão de influências que viaja do Blues antigo,Country, Soul, Rock , Folk e afins. A sonoridade peculiar de seu debut solo impressiona, eclético porém coeso e empolgante. Destaques: Missing Pieces, Sixteen Saltiness, Blunderbuss, I'm Shakin'.
Missing Pieces
Slave To the System - Slave To The System (2002)
Talvez pouca gente tenha ouvido falar no Slave to The System, um projeto formado em 2000 pelos então companheiros de Queensrÿche Scott Rockenfield (Bateria) e Kelly Grey (Guitarra, que substituia Chris Desarmo na época) se juntando ao guitarrista e vocalista Damon Johnson (Brother Cane, ex- Thin Lizzy, ex-Alice Cooper e atual Black Star Rider) e ao baixista Roman Glick (Brother Cane). O som praticado aqui é um Hard rock com uma pegada pesada com um pé no alternativo, algo próximo ao Soundgarden com toques de Hard Rock moderno, o trabalho é interessante, energético, e pesado, uma boa pedida fora da mesmice. Destaques: Ruby Wednesday, Slave To The System, Desinfected e Leaves.
Leaves
Danzig - Danzig I (1988)
O Debut da carreira solo do vocalista Glen Danzig (ex-Misfits) é um petardo daqueles, um ode ao som pesado que os mestres do Black Sabbath deram inicio com influências Punk Rock e as vocalizações graves e desesperadas de Glen, a parceria com o guitarrista John Christ funciona muito bem. Confiram! Destaques: Twist Of Cain, Soul On Fire, Am I Demon e Mother
Mother
Thin Lizzy - Jailbreak (1976)
Toda coleção que se preze tem que ter alguns discos essenciais do estilo ao qual o colecionador é fã, visto isso, Jailbreak é um dos pilares do Hard Rock e Heavy Metal que explodiria na década seguinte, guitarras gêmeas, baixo pulsante, empolgação nas batidas da batera e linhas vocais inesquecíveis, aqui a turma de Phill Lynot deu uma aula. Absolutamente imperdível. Destaques: Jailbreak, Warrior, The Boys Are Back In Town e Cowboy Song.