19 de dez. de 2014

Palpites UFC FIGHT NIGHT 58 - Machida x Dollaway





O último evento do UFC no ano acabou ficando no Brasil e ocorre em Barueri, São Paulo. Devido a diversas lesões e mudanças de card ao longo do segundo semestre, para honrar esse fechamento Lyoto Machida e CB Dollaway lutam para escalar a divisão dos médios, Machida fez um grande combate com Chris Weidman e quase nocauteou o campeão, Dollaway vem superando adversários teoricamente favoritos e já aparece no top 10 da divisão.

Grande combate dentro de um bom card que tema  volta de Renan Barão, que busca reerguer sua carreira.

Vamos aos Palpites do Card Principal



Daniel Sarafian (8-5) vs. Antonio dos Santos (6-1) Palpite => Sarafian vence.


Erick Silva (16-5, 1 NC) vs. Mike Rhodes (6-3) Palpite => Erick Silva vence.

Elias Silverio (11-0) vs. Rashid Magomedov (18-1) Palpite => Magomedov vence

Antonio Carlos Junior "cara de sapato" (4-0) vs. Patrick Cummins (6-1) Palpite => Antonio vence.

Renan Barao (32-2, 1 NC) vs. Mitch Gagnon (12-2) Palpite => Barão vence.

Lyoto Machida (21-5) vs. CB Dollaway (15-5) Palpite => Machida vence.

12 de dez. de 2014

Palpites : TUF Finale Esparza x Namajunas e UFC On Fox 13 e Dos Santos x Miocic


Semana agitada no UFC, dois eventos agitam o calendário do MMA na Sexta , teremos a final do TUF Peso Palha feminino que dará o cinturão para a campeã, e o no Sábado Junior "Cigano" Dos Santos enfrenta Stipe Miocic, luta que vale muito para ambos poderem disputar o cinturão da categoria, o vencedor vai encabeçar a fila do ranking dos pesos pesados.

Como sempre, vamos aos palpites dos cards principais dos eventos, vale ressaltar que os cards são bem difíceis de opinar!








TUF Finale


Jessica Penne (11-3) vs. Randa Markos (4-2) => Palpite: Penne vence.

Joe Proctor (10-2) vs. Yancy Medeiros (10-2, 1 NC)=> Palpite: Proctor vence.

K.J. Noons (13-7) vs. Daron Cruickshank (16-5)=> Palpite:  K.J Noons vence

Jeremy Stephens (23-10) vs. Charles Oliveira (18-4, 1 NC)=> Palpite: Stephens vence

Carla Esparza (10-2) vs. Rose Namajunas (3-1)*=> Palpite: Carla Esparza vence







UFC ON FOX 13



Matt Mitrione (8-3) vs. Gabriel Gonzaga (16-8)=>; Palpite: Mitrione vence
Alistair Overeem (37-14, 1 NC) vs. Stefan Struve (25-6)=> Palpite: Overeem
Rafael Dos Anjos (22-7) vs. Nate Diaz (18-9)=>; Palpite: Rafael Dos Anjos vence.
Junior dos Santos (16-3) vs. Stipe Miocic (12-1)=> Palpite: Cigano vence.



10 de dez. de 2014

Os melhores álbuns de Hard Rock/ Metal de 2014



Faz uns bons anos que os amantes de Hard Rock e Heavy Metal vem sendo brindados com grandes safras de lançamentos, e neste ano não foi diferente, 2014 nos presenteou com uma grande quantidade de discos muito bons, diversas gerações mostraram serviço e em diversas partes do globo.

Vale ressaltar que selecionar 10 álbuns foi uma tarefa complicada e posicioná-los também não foi fácil, um grande ano com muitos lançamentos digno de aplausos.

Que assim seja 2015!

Os links com os reviews dos discos do top 10 estão disponíveis na classificação dos álbuns



#10 -  Savage Messiah - The Fateful Dark

Abrindo o top 10 dos melhores do ano vem os ingleses do Savage Messiah em seu terceiro disco. O som não traz grandes novidades, mas a forma que as músicas foram compostas e arranjadas é digna de aplausos, tudo é bem feito e direto, um Thrash Metal com toques de Power Metal que acertou o alvo. Mandaram muito bem! Destaques: Iconocaust, Hellblazer, The Fateful Dark e Zero Hour.





#9 - Unisonic - Light Of The Dawn

É muito bom ouvir Michael Kiske e Kai Hansen juntos novamente, mas quem é o mentor, principal compositor e produtor do Unisonic é Dennis Ward, que também pilota o baixo, Light Of The Dawn é mais consistente que o debut e consegue trazer uma gama de influências diversificadas ao Power Metal do quinteto. Destaques: Exceptional, Night Of The Long Knives, Find Shelter e Blood





#8 - Rival Sons - The Great Weastern Valkyries 

Mais um nome da nova geração, o Rival Sons faz um Hard Rock calcado nos anos 70 e pitadas do rock 60's, mesmo não sendo tão arrasador quanto o clássico Head Down (2012), The Great Western Valkyries é um grande trabalho, músicas contagiantes e um excelente trabalho em conjunto, música para qualquer hora. Destaques: Electric Man, Play The Fool, Good Things e Destination On Course.





#7 - Accept - Blind Rage

Os alemães do Accept marcam presença com um disco empolgante, Blind Rage soa vigoroso como uma banda em seu auge, excelentes composições, execução de primeira e muita energia. A velha guarda do Heavy Metal Tradicional foi muito bem representada. Destaques : Stampede, Fall Of The Empire, 200 Years e The Curse





#6 - Korzus - Legion

O Korzus representou muito bem o Heavy Metal brasileiro e lançou um dos melhores álbum de Thrash Metal dos últimos anos, uma pancada sonora vigorosa e muito bem produzida, profissionalismo e talento aliados em prol da boa música. Destaques: Vampiro, Broken, Bleeding Pride e Legion.





#5 - California Breed - California Breed

O encontro de gerações é um dos ingredientes que apimentam a mistura do California Breed, quando o veteraníssimo Glen Hughes se juntou ao já experiente Jason Bonham (que saiu da banda, infelizmente) e ao novato Andrew Watt as coisas fluíram muito bem, um power trio que faz um hard rock vigoroso com boas doses de guitarras e distorções nervosas. Obrigatório. Destaques: The Way, Midnight Oil, All Falls Down e Strong





#4 - Noturnall - Noturnall

Sem dúvidas uma surpresa muito boa do cenário brasileiro, o Noturnall surgiu da junção dos ex-integrantes do Shaman com o virtuoso baterista Aquiles Priester (ex-Angra e Hangar/Primal Fear). O debut tinha tudo para ser um disco de Power Metal sem sal, até que ao colocar o play para tocar vem um baque, som pesado, progressivo, moderno recheado de influências diversas. Um disco excelente. Destaques: Nocturnal Human Side, St Trigger, Hate!!! e  Fake Healers 





#3 - Mastodon - One More 'Round The Sun

A maior prova de que o Heavy Metal se renova constantemente é a forma que o Mastodon vem crescendo no cenário mundial, a boa fase do quarteto se extende nesse petardo, sonoridade ampla e diversificada, menos complexa que nos registros anteriores, o fato de soar mais direto foi um atrativo a mais. Confira sem medo. Destaques: Tread Lightly, The Motherload, Chimes At Midgnight e Asleep In The Deep. 




#2 - Slipknot - .5 The Grey Chapter

O Slipknot entrou em um hiato ao término da tour do disco All Hope Is Gone (2008), após a morte do baixista fundador Paul Gray e a saída do bater Joey Jordison todos davam  banda como acabada, eis que eles juntaram forças a novos membros e lançaram um álbum avassalador. O quinto disco do Slipknot é a demonstração que Heavy Metal não tem barreiras e não precisa ser ortodoxo para ser bom, nesse caso excelente. Destaques: AOV, The Devil In I, Killpop e  The One That Kills The Least 





#1 - Machine Head - Bloodstone & Diamonds

A briga pela primeira posição foi intensa durante o ano, mas desde as primeiras músicas divulgadas a turma de Robb Flynn me cativou, vindo de uma sequencia de albuns sensacionais eles não brincaram em serviço. O grau de maturidade e ambição do Machine Head transformou Bloodstone & Diamonds em um clássico instantâneo. Compre. Destaques: Now We Die, Killers & Kings, Incomes The Flood e Game Over. 


Quase entraram

Kyng - Burn The Serum 

Um nome da nova geração que promete alçar voos mais altos, o Kyng é um power trio que pratica um Hard/Heavy com influências de Black Sabbath e Soundgarden. Um grande trabalho.

Sanctuary - The Year The Sun Died

O retorno do Sanctuary veio em boa hora, uma vez que o Nevermore encontra-se em estado de coma profundo. Mesmo bem diferente dos dois discos anteriores, The Year The Sun Died consegue remeter ao passado mas com um pé no futuro.

Adrenaline Mob - Men Of Honor

Mesmo com a saída de Mike Portnoy, Russell Allen e Mike Orlando tocaram o barco adiante e lançaram um grande disco, dinâmico e cativante, mais um disco que poderia estar facilmente no top 10.

Black Stone Cherry - Magic Mountain

Da safra de novas bandas de Southern Rock, o BSC vem em uma grande fase, música cativante e feita com alma, simplicidade a favor da boa música.
Decepção

Judas Priest - Redeemer Of Souls

Sempre espero grandes trabalhos de lendas como o Judas Priest, mas também entendo quando as coisas não saem exatamente como esperávamos, Redeemer Of Souls não é uma tremenda porcaria mas com uma produção bem ruim e músicas pouco inspiradas conseguiu derrubar muitas expectativas.

Pior Resultado

AC/DC - Rock Or Bust

Eis aqui a definição de "abacaxi do ano" o AC/DC sempre primou por uma produção de primeira, timbres fortes e energia lá em cima, mesmo em discos menos inspirados no passado a coisa funcionava com dignidade. Rock Or Bust é inofensivo, raquítico e totalmente maquiado com pro tools. Esqueça esse disco.


Concorda? Discorda? Fiquem a vontade e postem suas listas!

9 de dez. de 2014

UFC 181- Lawler e Pettis coroados!

O último sábado foi especial para os fãs de MMA, uma grande noite com duas disputas de cinturões agitaram a noite de lutas em Las Vegas que acabou com polêmica na luta principal.



Anthony Pettis foi implacável





Anthony Pettis e Gilbert Melendez prometia um duelo de estratégias, Pettis iria buscar uma luta mais dinâmica e Melendez encurtaria para derrubar e controlar o campeão, e mesmo com a estratégia acertada no primeiro round Melendez cometeu um grande erro, ao invés de golpear Pettis e depois entrar na queda, ele buscava derrubar o campeão fintando com golpes sem qualquer pretensão de causar dano.

O campeão mesmo acuado acertava Melendez com mais precisão e mesmo perdendo o primeiro round sabia que bastava bons golpes para liquidar o desafiante, no segundo round a luta caminhou exatamente para onde Pettis queria, frustando as investidas de Gilbert e acertando golpes duros, até que em uma troca franca, Melendez tonteou e Pettis encaixou uma linda guilhotina, raspando e caindo na montada com o golpe definidor, Anthony Pettis finalizou Melendez.

Robbie Lawler se consagra em luta polêmica






Em Março deste ano, Lawler e Hendricks travaram uma guerra, Lawler quase nocauteou, mas acabou derrotado em decisão polêmica, e mais uma vez o episódio se repetiu mas a favor de Lawler, que venceu Hendricks na decisão dividida mas com algumas ressalvas, vale avaliar round a round

Round 1 : Lawler começa a luta como um trem desgovernado e quase nocauteia Hendricks, que conseguiu administrar a pressão e no fim do round arrancou uma queda e segurou o ímpeto do desafiante, mas insuficiente para vencer. 10 x 9 Lawler

Round 2: Hendricks vem mais ligado na luta e começa aos poucos a encaixar combinações de socos e chutes baixos, Lawler aparentemente passivo e cansado aceita Hendricks pressiona-lo na grade. 10x9 Hendricks

Round 3: A mesma tônica do round anterior, Hendricks pressiona, Lawler passivo, sem soltar golpes. 10x9 Hendricks

Round 4: A luta caminhava para a monotonia, até Lawler defender mais uma investida de Hendricks na queda, ele defendeu e no fim do round aplicou golpes na cabeça do campeão que acusou o ataque e mantinha a pressão na grade, mesmo sendo duramente castigado.

Round que mudou a luta, 10x9 Lawler ou 10x10 

Round 5: Hendricks seguia pressionando, até que no fim do round Lawler aplica uma sequencia avassaladora com Hendricks grampeado em suas pernas, ao se livrar , Lawler segue golpeando e acuando o campeão. Lawler venceu a luta nesse round.

10x9 Lawler

Resultado Lawler levou na decisão dividida, 2 rounds a 1 

Resultado dos palpites UFC 181: 3 Acertos (Todd Duffee, Travis Browne, Anthony Pettis ) 2 Erro ( Tony Ferguson, Robbie Lawler)

Placar Geral 105 acertos 53 Erros = 66,45% de Acerto

5 de dez. de 2014

Palpites UFC 181 - Lawler x Hendricks II



Eu já estava sentindo falta de uma boa pancadaria, o UFC deu uma parada, muitas lesões e suspensões bagunçaram o evento dos irmãos Fertittas, mas sábado Las Vegas vai tremer com um evento de primeira.

Com dois cinturões em disputa o público vai delirar com combates de alto nível, Anthony Pettis defende o cinturão dos pesos leves após uma lesão que o tirou do circuito por um ano, seu adversário Gilbert Melendez, ex-campeão do Strikeforce, tenta pela segunda vez ser coroado no evento mais importante do MMA. Luta duríssima, dois lutadores vindos de inatividade pode gerar um embate equilibrado.

No main event, Johnny Hendricks encara Robbie Lawler pela segunda vez, a revanche é merecida uma vez que Lawler quase nocauteou Hendricks no primeiro encontro, combate duríssimo que pode coroar Lawler ou consagrar Hendricks como um campeão sólido dos meio médios.

Outras boas lutas vão rechear o card principal, vamos aos palpites



Tony Ferguson (16-3) vs. Abel Trujillo (12-5) => Palpite: Abel Trujillo vence.
Todd Duffee (8-2) vs. Anthony Hamilton (13-3)=>Palpite: Todd Duffee vence.
Travis Browne (16-2-1) vs. Brendan Schaub (10-4) =>; Palpite: Travis Browne vence.
Anthony Pettis (17-2) vs. Gilbert Melendez (22-3)=>; Palpite: Anthony Pettis vence.
Johnny Hendricks (16-2) vs. Robbie Lawler (24-10-1)=> Palpite: Johnny Hendricks



4 de dez. de 2014

Test Time Review #11 - Reinventing the Steel (2000)





A Banda 

Phil Anselmo – Vocal
Dimebag Darrell – Guitarra
Rex Brown – Baixo
Vinnie Paul – Bateria



O Contexto

No final dos anos 90 o Pantera passava por um momento crucial em sua história, todos viviam de exagero: Rex atolado no álcool, Phil perdido nas drogas e os irmãos Abbott gastando fortunas em  festas regadas a muitas bebidas, drogas e strippers. Gravar o nono e último álbum não foi das tarefas mais fáceis, os integrantes não conseguiam dividir o mesmo ambiente por muito tempo e o clima estava cada vez mais tenso.

No ano 2000 o mundo experimentava o New Metal, estilo que segundo a mídia especializada ditaria o rumo do Metal desse período em diante. No Brasil as rádios e a emissora MTV empurravam esse som goela abaixo dos novos ouvintes, porém o Power Metal era o estilo em alta. Era comum ver bandas alemãs e finlandesas com apresentações sold out, tendo que abrir noites extras nas luxuosas casas de shows das capitais, para satisfazer o público fanático.

Entretanto o Pantera mesmo vivenciando um período conturbado não abria mão de seu estilo. Enquanto os californianos do Metallica tentavam fazer engrenar os experimentais “Load”, “ReLoad” e posteriormente o “St. Anger”, os rapazes  de Arlington seguiram fiel ao peso proposto desde “Cowboys From Hell”.


As impressões do passado

Após quatro discos com Terry Date como produtor, os quatro integrantes (e Terry) concluíram que era hora do quarteto andar sozinho. Vinnie Paul, que já havia sido co-produtor em “...Trendkill”, dividiu essa função com o irmão Dimebag. Além disso, o estúdio pertencia aos irmãos Abbott, ou seja, sem ter que gastar com produtor e estúdio, toda grana dada pela gravadora tinha como objetivo exclusivo os exageros do quarteto. 

A intenção era voltar ao estilo de “Cowboys” e “Vulgar”, mas seria uma mudança muito radical, conseguiram então soar pouco menos pesados do que álbum antecessor. Na produção Rex recebeu mais volume em seu baixo, deixando a cozinha mais recheada. Tocar Thrash Metal com apenas uma guitarra, para muitos é impossível nos momentos dos solos, mas para o Pantera isso nunca foi problema nem em estúdio e muito menos ao vivo. 

“Hellbound” poderia estar tranquilamente em CFH, era a prova de que a banda estava nos trilhos, apesar das dificuldades pessoais. Mesclando uma levada cadenciada com momentos mais rápidos era possível notar algumas das várias faces dos vocais de Phill. A segunda faixa cravava em seus bridges:  “Your trust is in whiskey and weed and Black Sabbath, it's goddamn electric” e depois “Your trust is in whiskey and weed and Slayer, it's goddamn electric”. Reverenciavam e assumiam suas influências em "Goddamn Electric", além de contar com solo de Kerry King, do Slayer. Black Sabbath sempre esteve óbvio nos riffs bem construídos por Dime. Por falar em riffs, “Revolution Is My Name” é um coletivo de riffs, que Tony Iommi assinaria embaixo com muito orgulho. 

Dime estava no ápice de sua técnica, os solos estavam mais criativos e elaborados, além de contar com o apoio que Rex e Vinnie davam na retaguarda. Darrell deve ter encontrado em alguma caixa perdida um pedal flanger. Utilizou-o na introdução da faixa de abertura e apareceu novamente com esse efeito antes do solo de “Death Rattle”. Ah “Death Rattle”... a sexta faixa era a prova musical que o quarteto do Texas tinha muita lenha para queimar ainda. Era tão boa – senão melhor – do que muitas coisas que eles haviam feito nos outros quatro discos. Em “Yesterday Don't Mean Shit” e “It Makes Them Disappear” acertaram em cheio, dando liga e deixando a obra completa.


Como o álbum envelheceu?

Pantera teve a trinca “nota 10” em sua discografia composta por “Cowboys from Hell”, “Vulgar Display of Power” e “Far Beyond Driven”. Era impossível manter esse nível por mais um ou dois discos. “The Great Southern Trendkill” foi um ponto meio que fora da curva, mais cru e extremo, foi o álbum de pior digestão por parte dos fãs. A banda entendeu o recado e conseguiu com “Reiventing the Steel” reinventar seu próprio estilo. O título fala disso, da busca nas raízes que os consagraram. 

Com quase 15 anos de idade o nono e último disco do quarteto soa mais coerente hoje em dia. O tempo ajudou os fãs a entenderem o que foi proposto nessas dez faixas e guardaram com certo carinho esse CD na prateleira, pois foi o último registro dos quatro rapazes juntos. A história dessa banda que revolucionou não só o cenário do Metal, mas sim a história da música mundial, foi freada por desavenças, drogas, álcool e por um fanático imbecil que atirou e enterrou todas as possibilidades de uma reunião posterior. O que viria como décimo álbum jamais saberemos, Dime era parte de uma engrenagem perfeita. O fato é que “Reiventing the Steel”, clichês à parte, fechou com chave de ouro a história de uma das maiores e mais pesadas bandas que já pisaram nos palcos mundiais. Revolução era o nome deles.



Revolution Is My Name


3 de dez. de 2014

Machine Head - Bloodstone & Diamonds




Nota: 9,5


Desde que ouvi as faixas Now We Die e  Killers & Kings como single digital eu tinha uma certeza, Bloodstone & Diamonds era o melhor disco de 2014, e por que eu sabia disso sem mesmo ouvir o restante? Simples, Robb Flynn é o músico mais versátil e inspirado do Metal atualmente.

Contando com um time vencedor, músicos talentosos como instrumentistas e compositores o Machine Head hoje é a prova de que Heavy Metal bem feito, inspirado e até com doses cavalares de ambição geram resultados espetaculares.

O processo de composição e produção de Bloodstone & Diamonds foi desafiador  por dois motivos: 1) Após os excelentes Through The Ashes Of Empire (2003), The Blackening (2007) e Unto The Locust (2012) seria muito difícil entregar algo no mesmo nível. 2) Adam Duce, baixista e um dos fundadores da banda, saiu brigado e processando Flynn exigindo uma grana alta. O que poderia afundar o projeto surgiu como um catalisador de inspiração, a banda soa forte e imponente, o Machine Head superou as expectativas e os problemas fazendo um disco impecável.

Duvidam?  Então ouçam o petardo de cabo a rabo, as já citadas faixas abrem o disco de forma exemplar, sem deixar pedra sobre pedra. No embalo a ambiciosa e cativante Ghosts Will Haunt My Bones evidencia todo o poder criativo do Machine Head, as guitarras de Flynn e Phill Dammel escancaram o entrosamento de dez anos de parceria, um clássico imediato.

Então somos surpreendidos com mais um clássico Night Of The Long Knives, que fala sobre Charles Manson, munida de um baita refrão e da linha de bateria feroz de  Dave McClain. Dando sequencia, a soturna Sail Into The Black é um respiro após o massacre imposto no início, uma alternância muito bem vinda.

Outros destaques vão para angustiante e pesada Eyes of The Dead, Beneath The Silt é um ode ao Pantera, o groove imposto pelo estreante Jared MacEachern é um soco no queixo, vale ressaltar as linhas vocais que se aproximam do trabalho feito no polêmico e excelente The Burning Red.

O disco é sim pretensioso, e os arranjos orquestrados e teclados de Incomes The Flood expõem as ambições da turma de Robb Flynn, Demage Inside serve de interlúdio para a furiosa e quase Hardcore Game Over, um momento de ternura que Flynn "homenageia" Adam Duce, pedrada das boas, vocais ensandecidos, guitarras furiosas e uma cozinha sutil como uma explosão.

Imaginal Cells é instrumental e fechando esse petardo temos Take Me Through The Fire, bem direta e remete diretamente a Unto The Locust, com coro de vozes no refrão, andamento mid tempo e uma overdose de peso.

Bloodstone & Diamonds é a maior prova de que o Heavy Metal ainda  tem muito a dizer e quando uma banda se dispõe a escrever de forma livre, sem amarrações, rótulos e fórmulas pré fabricadas percebemos a efervescência do estilo. O Machine Head  pode se orgulhar de possuir diversos registros clássicos em sua conceituada discografia. 

Reitero, o melhor disco de Metal de 2014. Compre a versão digibook de preferência! Confira aqui


Now We Die





Bloodstone & Diamonds (2014)


  1. Now We Die
  2. Killers & Kings
  3. Ghosts Will Haunt My Bones
  4. Night Of The Long Knives
  5. Sail Into The Black
  6. Eyes of The Dead
  7. Beneath The Silt
  8. Incomes The Flood 
  9. Demage Inside
  10. Game Over
  11. Imaginal Cells
  12. Take Me Through The Fire 
A Banda

Robb Flynn ( Vocais e Guitarras)
Phill Dammel (Guitarras e Backing Vocals)
Dave McClain (Bateria)
Jared MacEachern (Baixo e Backing Vocals)