25 de nov. de 2014

AC/DC - Rock Or Bust





Nota: 4,5


O AC/DC atravessa seu momento mais crítico desde a morte de Bon Scott, Malcom Young se afastou da banda devido a problemas mentais e após dilemas de parar ou continuar, eles optaram por dar continuidade e retomaram os trabalhos em estúdio.

Com uma carreira brilhante e clássicos imortais cada novo disco é um verdadeiro desafio, se em 2008 passaram na prova com o sólido Black Ice, a turma liderada agora por Angus Young não atingiu a nota de corte, é duro admitir mas Rock Or Bust é um disco fraco!

A produção é raquítica e tirou muita potência do som, o AC/DC sempre teve na pegada das guitarras seu trunfo, som simples, mas grandioso, desta vez tudo soa inofensivo e sem grandes traços de empolgação, a estética sonora de Hard Rock direto e cativante continua firme, mas mal acabada sem qualquer força.

Um dos pontos mais baixos do disco são os vocais de Brian Johnson, um dos responsáveis pela continuidade da banda sentiu o peso do tempo, e mesmo com claras alterações de pro tools o trabalho vocal ficou comprometido, Phill Rudd pouco fez além de tocar tudo com uma má vontade tremenda.

A faixa título Rock Or Bust abre o disco e já mostra que existe algo de errado, mesmo com um bom riff e solos bem colocados de Angus, alguma coisa ficou faltando..seria Malcom?

Play Ball não anima, e Rock The Blues Away é uma das piores músicas do disco, refrão fraco e vocais chatíssimos, Miss Adventure melhora o astral evocando o clássico Thunderstruck, seus corinhos infames e guitarras nervosas. Dogs Of War amplia o lado bom do disco,que se tivesse uma produção mais potente poderia ir mais longe, ao vivo pode funcionar muito bem.

A ausência de Malcom pode explicar canções menos inspiradas e as bases mais fracas, mas não podemos aceitar que Got Some Rock & Roll Thunder seja gravada por uma banda deste tamanho, palmas enfadonhas e vocais bem fracos, surfando na onda da decadência, Hard Times, é uma ode ao som inofensivo, um rockinho infantil, bonitinho.

Baptism By Fire traz mais energia, o baixo de Cliff Williams chama as guitarras do estreante Steve Young numa base empolgante, sim aqui temos o AC/DC chutando bundas e colocando a casa para baixo, pegando carona Rock The House tem pedigree da banda, com excelentes solos.

Sweet Candy e Emission Control enterram qualquer chance de reação, colocando a banda em modo automático tocando o trivial, mediano, não mais que isso.

Quer ouvir AC/DC? Coloque High Voltage, Highway To Hell, Back In Black e For Those About To Rock para rodar e seja feliz, enquanto ao Rock Or Bust... passe longe!


Play Ball



Rock Or Bust (2014)

01. Rock Or Bust
02. Play Ball
03. Rock The Blues Away
04. Miss Adventure
05. Dogs Of War
06. Got Some Rock & Roll Thunder
07. Hard Times
08. Baptism By Fire
09. Rock The House
10. Sweet Candy
11. Emission Control

A Banda

Brian Johnson (vocais)
Angus Young (guitarra)
Stevie Young (guitarra)
Cliff Williams (baixo)
Phil Rudd (bateria)

24 de nov. de 2014

Blues Pills - Blues Pills





Nota: 7,5

Na última década vimos uma explosão de de bandas resgatando os anos 60 e 70, seja no Rock Alternativo, no Hard Rock e no Heavy Metal, paradoxalmente ao panorama musical do inicio dos anos 2000 que apontava que o futuro do Rock e Metal estavam atrelados aos samplers eletrônicos e elementos industriais.

No meio desse turbilhão, muitas bandas surgiram e esse revival se banalizou , no meio de tanta mesmice surgem nomes que se destacam, no time dos vencedores vem os Blues Pills, banda multinacional (França, Suécia e Estados Unidos) captaneada pela bela vocalista Elin Larsson, que não esconde sua maior influência, Janis Joplin.

Entretanto, o Blues Pills tem algo a mais para atrair o ouvinte, a banda é competente e as composições cativam pela grande carga emocional que as mesmas carregam, o material é bem escrito e pode facilmente tocar nas rádios.

Logo no inicio em High Class Woman, Larsson mostra sua voz potente arrasando tudo num refrão fácil e cativante, impossível não encontrar vestígios  da já citada Janis Joplin, mas também Jimmi Hendrix, The Who e outros, mantendo a pegada up tempo com um grande riff Dorian Sorriaux, Ain't No Change é um rockão pesado nos moldes mais clássicos possíveis, outro grande momento.

Os rastros psicodélicos, e a produção cuidadosamente empoeirada pode soar forçada para ouvintes mais atentos, mas o conteúdo se sobressai no geral, a trinca com a pesada Jupiter, a semi balada ocultista Black Smoke e  a bluseira River colocam o disco num patamar elevado para a estréia, vale ressaltar que tudo é muito bem tocado e propositalmente arranjado e preparado para a voz de Elin Larsson brilhar.

Devil Man coloca mais peso e sujeira no disco, um excelente trabalho nas intrincadas viradas do baterista Corry Berry e no groove demolidor do baixo de Zack Anderson, uma paulada com outro excelente trabalho das guitarras, a sensacional balada Little Sun fecha o debut do Blues Pills de forma serena e emocional.

O Blues Pills consegue se destacar diante um cenário saturado de bandas querendo soar como seus pais na adolescência delinquente no auge da rebeldia no Rock, muito desta qualidade é atrelada a habilidade dos músicos e de uma vocalista que não deixa pedra sobre pedra com sua voz privilegiada.

Uma boa estréia.


Black Smoke




Little Sun



Blues Pills (2014)


  1. High Class Woman
  2. Ain't No Change
  3. Jupiter
  4. Black Smoke
  5. River
  6. No Hope Left For Me
  7. Devil Man
  8. Astralplane
  9. Gyspy
  10. Little Sun

A Banda

Elin Larsson (Vocais)
Zack Anderson (Baixo)
Cory Berry (Bateria)
Dorian Sorriaux (Guitarra)


20 de nov. de 2014

Slash - World On Fire




Nota: 7,5

Faz um bom tempo que Slash consegue destaque com seus trabalhos solos, desde que montou o Snakepit em 1995 até o forte e empolgante Apocalyptic Love de 2012 ele vem mostrando que sabe como poucos escrever bons discos de Hard Rock recheado de boas guitarras e aquele clima descontraído e direto que sempre norteou sua carreira.

Ao repetir a parceria com Myles Kennedy (Alter Bridge) Slash apostou numa química que funcionou muito bem em 2012 e que se repetiu com êxito agora em World On Fire, este não desbancou seu antecessor por esbarrar em 2 problemas, o primeiro, não existe grande diferença estética entre os trabalhos, o segundo, o disco é longo e se torna um pouco cansativo quando chega ao seu final, são 17 faixas  em 78 minutos, faltou filtro.

Mas dentro de mais de uma hora de música os destaques empolgam mas correm o risco de perder força se misturados a muitas faixas sem grandes propósito, impossível não se empolgar com a poderosa e frenética World On Fire  ou com a inspirada e totalmente Gunner Wicked Stone, em ambas a guitarra afiada de Slash dispara seus bons riffs e seus solos perfeitos, aula de bom gosto.

O disco emplaca mais bons riffs com a animada 30 Years To Life, destaque para a boa entonação de Myles Kennedy,  assim como na cadenciada  Bent To Fly que possuí um grande arranjo acústico no inicio e um clima de power ballad muito bem vindo,a banda de apoio formada por Todd Kerns (baixo) e Brent Fritz (Bateria, Percussão e Piano) é digna de nota.

Os problemas de World On Fire começam justamente aqui, após um bom começo, o disco perde pegada e caminha para tentar recriar Apocalypitc Love, e digamos que as coisas não funcionam tão bem, poucas faixas se destacam a partir de então até o ponto que o trabalho se aproxima do rótulo de genérico, mas felizmente consegue escapar.

Mesmo não tendo músicas essencialmente ruins, encontramos muito material que poderia ter sido guardado e retrabalhado de forma mais cuidadosa,  Stone Blind tem um solo legal mas parece um recorte dos tempos de Snakepit, Too Far Gone tem muito pouco a dizer apesar do belo solo, as coisas melhoraram e muito com Beneath The Savage Sun, um refrão forte acompanhado das guitarras certeiras, especialidade de Mr Saul Hudson, faixa que lembra muito Alter Bridge do Fortress, faltou músicas com essa ousadia. A Instrumental Safari Inn mostra um pouco mais da elegância de Slash pilotando as seis cordas, mais uma boa música.

Citar as 17 faixas é desnecessário e maçante, até porque requer muitas audições para identificarmos exatamente as características do conteúdo, isso é bom porque torna o disco mais durável, mas, como é o caso, muito do que foi gravado acaba passando batido.

Em linhas gerais World On Fire é um disco de Hard Rock decente, bem gravado e muito bem tocado, mas pecou nos excessos, em um ano que muitos trabalhos excelentes foram lançados ficou difícil para Slash e Cia firmarem na lista dos melhores do ano, e mesmo sendo  legal de se, ouvir a sensação de que podem entregar mais é inegável.

Colocando em uma perspectiva mais otimista, seria um grande registro de uma banda iniciante, mas é apenas um bom registro na carreira da lenda chamada Slash.



World On Fire



World On Fire (2014)


  1. World On Fire
  2. Shadow Life
  3. Automatic Overdrive
  4. Wicked Stone
  5. 30 Years To Life
  6. Bent To Fly
  7. Stone Blind
  8. Too Far Gone
  9. Beneath The Savage Sun
  10. Withered Delilah
  11. Battleground
  12. Dirty Girl
  13. Iris Of The Storm
  14. Avalon
  15. The Dissident
  16. Safari Inn
  17. The Unholy
A Banda

Myles Kennedy (Vocais)
Slash ( Guitarra)
Todd Kerns (baixo) 
 Brent Fritz (Bateria, Percussão e Piano)

19 de nov. de 2014

Discografia Comentada: Black Country Communion (2010-2013) - Parte II


2: O Black Country Communion expande suas fronteiras




Após o debut extraordinário  Hughes, Bonamassa, Sherinian e Bonham se reuniram  com o produtor e mentor Kevin Shirley ainda em 2010 para dar inicio ao segundo trabalho lançado em 2011, mais uma vez o Hard Rock épico com influências de Blues, Soul e até Rock Progressivo impressiou quem achava que eles não conseguiriam repetir a mesma performance do disco anterior.

Em 2 o ouvinte é transportado para uma atmosfera contagiante, os talentos se uniram para entregar um grande resultado, ao mesmo tempo que evocam nomes dos clássicos como Deep Purple e Led Zeppelin o BCC possuí seu próprio estilo, e dificilmente terá um sucessor neste estilo.

Excelentes instrumentistas, composições ousadas e uma produção de primeira colocou o BCC no topo das bandas, um super time que explorou muito bem suas qualidades sem soar auto indulgente, é música boa, bem tocada e feita com alma.

A sonoridade grandiosa do primeiro álbum foi mantida, com maior presença dos teclados e de intervenções acústicas, o tom épico e até certo ponto progressivo foi mantido mas em menor grau, ao lado de pauladas como The Outsider e Man In The Middle encontramos a épica e recheada de harmonias acústicas The Battle For Handrian's Wall com Bonamassa nos vocais, a grandiosa Oridinary Son e a emocional e intrincada Cold.

O maior atributo do segundo disco dos caras é não se preocupar com padrões radiofônicos e fazer música de primeira, com ambição e grandiosidade fazendo jus  aos nomes dos evolvidos nessa jornada. Disco obrigatório assim como o debut.



Man In The Middle




2 (2011)


  1. The Outsider
  2. Man In The Middle
  3. The Batlle For Handrian's Wall
  4. Save Me
  5. Smokestack Woman
  6. Faithless
  7. An Ordinary Son
  8. I Can See Your Spirit
  9. Little Secret
  10. Crossfire
  11. Cold

Turnê de divulgação e Live Over Europe (2011)






O Black Country Communion divulgou seu segundo disco em uma pequena turnê Européia que passou por Espanha, Holanda, Alemanha e Reino Unido, desses shows  saiu o vídeo Live Over Europe, compilado de três apresentações na Alemanha. Entre as músicas foram colocados entrevistas com os membros da banda.

Além disso a banda fez seu debut em solo norte americano com sete shows, as pequenas turnês geraram tensão e conflito de interesses entre Hughes e Bonamassa, uma vez que priorizar as carreiras solos dos integrantes inviabilizaria a continuidade do projeto.

O set  list de Live Over Europe é uma compilação dos dois trabalhos lançados pelo BCC com a adição de 2 covers, Burn do Deep Purple e The Ballad Of John Henry de Joe Bonamassa.

A banda desfila toda sua competência ao vivo, mostrando o calibre dos músicos, execução impecável amparada por um repertório digno dos grandes nomes da história do Rock. Uma pena que a banda fez poucas apresentações.


Song Of Yesterday


The Batlle For Handrian's Wall



*
1."Revolution of the Machine" (intro)Kevin ShirleyJeff Bova1:45
2."Black Country"  Glenn HughesJoe Bonamassa3:51
3."One Last Soul"  Hughes, Bonamassa4:01
4."Crossfire"  Hughes6:32
5."Save Me"  Hughes, Jason Bonham, Bonamassa, Derek Sherinian, Shirley, Chris Blackwell8:08
6."The Battle for Hadrian's Wall"  Bonamassa, Hughes, Shirley4:51
7."Beggarman"  Hughes5:12
8."Faithless"  Hughes, Bonamassa, Shirley5:20
9."Song of Yesterday"  Bonamassa, Shirley, Hughes9:10
10."I Can See Your Spirit"  Hughes, Bonamassa, Shirley5:06
11."Cold"  Hughes, Bonamassa, Shirley7:56
12."The Ballad of John Henry" (originally performed by Joe Bonamassa)Bonamassa, Mississippi John Hurt10:45
13."The Outsider"  Hughes, Bonamassa, Shirley, Sherinian5:21
14."The Great Divide"  Hughes, Bonamassa4:47
15."Sista Jane" (includes outro to The Who's "Won't Get Fooled Again")Hughes, Bonamassa, Pete Townshend7:53
16."Man in the Middle"  Hughes, Bonamassa, Shirley4:50
17."Burn(originally performed by Deep Purple)Ritchie BlackmoreDavid CoverdaleJon LordIan Paice7:57
18."Smokestack Woman" (credits)Hughes5:10
Total length:
108:35

*Track List extraído do Wikipedia.


Afterglow e o fim do Black Country Communion






Chegamos a 2012, a essa altura a relação entre Hughes e Bonamassa já não era das mais amigáveis e o pivô das tensões foi a agenda conflitante e as prioridades em relação à banda. Bonamassa  deu preferência a sua carreira solo, Hughes queria mais espaço na agenda para o BCC, esse impasse resultou no fim dessa grande banda. 

Entretanto o clima ruim, felizmente, não se transportou para o disco. Afterglow é um trabalho mais direto que o debut e o 2, mas não menos interessante, Big Train abre a todo vapor, uma pancada, que mostra a força desse timaço, Midnight Sun destila seu Hard Rock com uma levada alto astral, a zepelliana Afterglow evidencia toda elegância de Hughes/Bonamassa/Bonham/Sherinian com um grande arranjo. A emocional Circle traz a tona o feeling bluseiro de Bonamassa.

Apesar do clima de despedida e sem nenhum show de divulgação, o terceiro disco de estúdio de inéditas do BCC cumpriu seu papel em entregar um trabalho consistente, à altura da curta mas impressionante trajetória do conjunto.

Esperamos que Aferglow não seja um adeus mas apenas um até logo!



Big Train 




Afterglow (2012)


  1. Big Train
  2. This Is Your Time
  3. Midnight Sun
  4. Confessor
  5. Cry Freedom
  6. Aferglow
  7. Dandelion
  8. The Circle
  9. Common Man
  10. The Giver
  11. Crawl

A Banda

Glenn Hughes (Vocais, Baixo e Violão)
Joe Bonamassa (Guitarra, Vocal e Violão)
Jason Bonham (Bateria)
Derek Sherinian (Teclados)

Após o fim...

Após o fim do BCC, Glen Hughes e Jason Bonham montaram o California Breed com o jovem guitarrista Andrew Watt, e lançou seu debut em 2014, o review do disco pode ser lido aqui.

Bonamassa está dando prosseguimento a sua carreira solo, assim como Sherinian toca seus projetos, estando sempre ocupado. A boa noticia é que recentemente tanto Hughes quanto Bonamassa afirmaram que não nutrem sentimentos ruins entre ambos, e que se respeitam bastante. Quem sabe uma luz de um quarto registro não se ascenderá em breve?

18 de nov. de 2014

Test Time Review #10 - Libertad (2007)

— MAIS um disco de 2007?

Parece que eu tenho um karma mesmo, mas a safra desse ano foi REALMENTE muito boa, se olharmos pra trás. E vou além, do meu top 5 que eu fiz na época, mudaria vários nomes, pela quantidade de material que eu conheci daquele ano, nos anos seguintes.

— MAS pelo título não é outro disco "preferido" de 2007?

Então, justamente por ter citado que mudaria muita coisa nessa lista, que entra esse disco. Ao contrário dos antigos TEST TIME REVIEWs que eu fiz, o "Libertad", do Velvet Revolver, foi um dos discos que eu NÃO gostei na época. E fui curtir anos depois. Ou seja, esse "review temporal" vai mostrar como as coisas mudam ... (ou seu gosto).


A Banda


Mantendo o mesmo time do debut ("Contraband", de 2004), capitaneado por Slash e Scott Weiland, além de Duff McKagan, Matt Sorum e Dave Kushner.

Ainda assim, com os mesmos membros, a proposta do segundo disco é BEM diferente do primeiro... (Normalmente isso acontece quando há mudanças no lineup, mudanças de integrante costumeiramente influenciam na direção musical de um novo material)


Matt Sorum, Scott Weiland, Slash, Dave Kushner e Duff McKagan, Foto promocional do Libertad.



O Disco



01. "Let It Roll"
02. "She Mine"
03. "Get Out the Door"
04. "She Builds Quick Machines"
05. "The Last Fight"
06. "Pills, Demons & Etc."
07. "American Man"
08. "Mary Mary"
09. "Just Sixteen"
10. "Can't Get It Out of My Head" (written by Jeff Lynne)
11. "For a Brother"
12. "Spay"
13. "Gravedancer" (contains hidden track "Don't Drop That Dime" from 4:40)

De cara você já percebe a produção diferente do disco anterior, feita por Brendan O'Brien (Stone Temple Pilots. Pearl Jam, Korn), e tem um trabalho diferente do que eu já tinha ouvido com o Slash e/ou trampos solos dos ex-integrantes do Guns N' Roses.

"Let It Roll" já chega chutando o pau da barraca, energética, dando um up no disco. Que continua com "She Mine" que tem um "que" groovado e com uma levada mais rock n roll, Scott dá um show nela com várias vozes.

"Get Out The Door", que foi a terceira música de trabalho da banda (mesmo disco com 3 músicas de trabalho? É, faz tempo mesmo). Refrão grudento e Slash usando talkbox no solo. Outro som bem rock n roll classicão.

Com um dos melhores clipes que já vi (e/ou um dos últimos clipes bem feitos), "She Builds Quick Machines"  chega com Duff carregando a música no baixo e Slash continuando com o riff. E outro ótimo trampo vocal do Scott. Notas altas, back vocals e tudo mais. Outro destaque fica pra levada do Matt Sorum na bateria.




Bom, na música seguinte, o riff é familiar, mas a sonoridade dele não lembra tanto o que o Slash costuma usar ... pois é, é ele usando uma ES e não a costumeira Les Paul. Além da produção deixar o som mais "vintage". "The Last Fight" é A música desse álbum. Intensa, melódica, ótima letra. E com todos os integrantes se destacando individualmente. Mesmo que a música não seja "complexa".

Com a "cozinha" (baixo/bateria) introduzindo, "Pills, Demons & ETC" é outra pra dar um up no disco, ótimo riff, ótimo "wha wha", refrão grudento, pegada da bateria seguindo a linha de "Let It Roll" e baixo alto. Ótima música. E seguindo a mesma pegada, "American Man" é mais uma que que dá moral up no disco. Pessoalmente essa música é interessante, nunca foi das minhas preferidas, mas depois de ouvir algumas vezes, viciei. O riff com o vocal do Scott são sensacionais! Além de um baita solo (digasse de passage).

Que levada de baixo é essa? (Sou suspeito, timbre que o Duff usa é um dos meus preferidos). "Mary Mary" tem uma ótima linha vocal de Scott, ótimo back do Duff/Scott. E outro baita riff. Porém o destaque fica pra levada de baixo e bateria (a cozinha desse disco é MUITO boa, e em todos os reviews que vi, na época, não davam tanto destaque a ela).

"Just Sixteen" é a mais "rápida" do disco, mostrando a que veio. Outra música energética. Outro trampo vocal sensacional e um riff matador. Ah, e não podia faltar, "refrão grudendo da pora". Em contrapartida, a música seguinte quebra o rítimo, "Can't Get It Out Of My Head", acústica, intensa. E bom, o solo é típico "de Slash". Talvez isso aconteça (ter algo tão carcterístico do "cartola"), pela música ser cover do Electric Light Orchestra, música do Jeff Lynne. "For a Brother" parece uma continuação de "American Man", porém mais cadenciada, seguindo o rítimo ditado pelo disco inteiro. "Spay" é rápida, com muita distorção, muitos vocais. E com um dobro "escondido" entre os arranjos. Boa música.

A próxima música merece destaque, "Gravedancer" é a baladinha do disco. Conta com um ótimo riff (novidade...) e andamento com "wha wha" (pedal). Dave Kushner acompanha a levada muito bem (não citei muito ele aqui no review, mas fez um ótimo trampo rítmico no disco todo). Scott, novamente, faz um ótimo trabalho. 

Já a próxima música, bom ... destoa do disco todo, totalmente country, porém não soa distante não, já que é um estilo que acompanhou todos os integrantes em suas bandas anteriores. "Don't Drop That Dime" é excelente. Ela não vem creditada por estar na mesma faixa de "Gravedancer".


O disco tem 3 bônus tracks (seja versão japa, itunes e etc). E valem os créditos:  "GAS & A Dollar Laugh" lembra um pouco "Come On, Come In", música do próprio Velvet Revolver, pra trilha do filme do Quarteto Fantástico (ah, e tem jeitão de música do "Contraband").Vindo do EP "Melody And The Tyranny", "Psycho Killer" é cover do Talking Heads, ganhou um peso a mais nessa versão, e costumeiramente era tocada na turnê de 2007/2008. E claro, deixei a melhor pro final: "Messages" é outra baladinha do disco, lembra até um pouco a própria "Gravedancer", mas com andamento diferente, além da linha vocal completamente diferente. Outro show de Weiland e Slash. O destaque fica para os arranjos, com harmmond e tudo mais.


— E que DIABOS fez você mudar de opinião sobre o disco?

Acho que o problema principal para eu não ter curtido o "Libertad" foi ter esperado X e ter vindo Y. Eu esperei uma sequência do "Contraband". Que é outro discaço. Além de ter achado que tava soando muito Stone Temple Pilots (talvez a produção do Brendan O'Brien responda isso).

E numa entrevista que vi anos atrás, sobre um documentário do Velvet Revolver, um entrevistador comenta algo do tipo: "O primeiro disco foi mais punk, o segundo foi mais rock n' roll", e o Slash comenta que é um ponto de vista bem válido. Ou seja, na época, o disco não atendeu minhas expectativas, mesmo reconhecendo que haviam boas músicas no disco, vide "The Last Fight".

Depois de um tempão ... lá por 2009 (nuoss, são 5 anos já). resolvi ouvir novamente com atenção, e o disco que, por mim, não tinha uma "digestão" lá muito boa, começou a ficar mais interessante. Comecei a reparar nos arranjos mais sofisticados, a direção musical (como já dita, mais rock n roll), até a produção que me "incomodava" ficou mais "audível". A partir daí, fui gostando de mais músicas do disco (como foi o caso de "American Man", que eu citei anteriormente).

Pra finalizar, "Libertad" faz parte da lista de material que só consegui apreciar tempos depois, pior que eu meio que acredito nisso. Tem disco que você só vai curtir anos depois, quando você tiver na mesma "vibe". O que não ocorre quando o trampo saiu, seja pela sua expectativa nele, seja pelo que você tava ouvindo na época. São "n" fatores que determinam isso.

Então, eu acredito que existe um momento CERTO para que você REALMENTE consiga apreciar um trampo artístico.

17 de nov. de 2014

Resultados e UFC 180 - Werdum espera Velasquez




Após um periodo de perdas consecutivas de cinturões Fabricio Werdum interrompeu os fracassos brasileiros em lutas pelo cinturão do UFC, com exceção de José Aldo que se manteve campeão após a guerra contra Chad Mendes.

Werdum venceu Mark Hunt com um golpe espetacular, uma joelhada voadora que acertou um cheio o duríssimo neo zelandês, após um primeiro round complicado no qual Hunt dominou com ótimos golpes, o brasileiro soube administrar a pressão e até cansar Hunt quando a luta foi para o chão fazendo uma guarda ativa. 

Com o oponente mais cansado, Werdum desferia chutes e tentava derrubar Hunt, até que numa finta para entrar a queda emendou o golpe certeiro, finalizando a fatura no chão, vencendo por TKO.

Fabricio Werdum é campeão interino dos pesos pesados do UFC e aguarda Cain Velasquez para lutar pela unificação.


Werdum usou sua guarda de forma ativa para cansar Hunt

Brasileiro desferiu bons chutes

Momento do ataque certeiro


Resultado dos palpites UFC 180: 4 Acertos ( Augusto Dodger Montano, Ricardo Lamas, Kelvin Gastelum e Fabricio Werdum) 1 Erro ( Héctor Urbina)

Resultado dos palpites UFC 179: 3 Acertos
Darren Elkins, Fabio Maldonado e Jose Aldo) 2 Erros (Beneil Dariush e Phill Davis)
Placar Geral 102 acertos 51 Erros = 66,67% de Acerto





14 de nov. de 2014

Palpites UFC 180 - Werdum x Hunt




O UFC 180 marcaria a estréia do evento no México e teria como principal atrativo a volta de Cain Velasquez que defenderia seu cinturão em frente a seu povo de origem contra o brasileiro Fabricio Werdum, o palco armado para uma grande batalha foi abalado com a lesão de Cain que caiu fora da disputa sendo substituído por Mark Hunt.

Hunt é duríssimo e pode complicar as coisas para o brasileiro que é moderadamente favorito, Werdum pode resgatar parte do prestigio do MMA brasileiro que vem passando por uma renovação ingrata uma vez que grandes nomes do passado estão gradativamente saindo de cena.

Werdum pode e deve usar seu Jiu Jitsu para anular a trocação afiada e mãos pesadíssimas do neo-zelandês, se o brasileiro conseguir levar a luta para o chão vencerá, caso contrário pode se complicar.

O vencedor será o campeão interino dos pesos pesados do UFC.



Edgar Garcia (14-3-0) vs. Héctor Urbina (16-8-1) => Palpite: Garcia vence.

Augusto Dodger Montano (13-1) vs. Chris Heatherly (8-2) => Palpite: Montano vence.

Ricardo Lamas (14-3) vs. Dennis Bermudez (15-3) => Palpite: Lamas vence.

Jake Ellenberger (29-8) vs. Kelvin Gastelum (9-0) => Palpite: Gastelum vence.

Fabricio Werdum (17-5-1) vs. Mark Hunt (10-8-1) => Palpite: Werdum vence.