16 de jan. de 2014

Os melhores álbuns de Rock/Metal de 2013 #2

Depois de um tempão (põe tempo nisso) sem escrever, cá estou eu com o top10 de 2013 (mesmo estando em 2014 já).

O ano foi extremamente proveitoso, com discos variados, bandas de volta, retomando trabalho, bandas novas, outras com material consistente, e outras decepcionando ... (ou seja, variado mesmo).


Consegui ouvir boa parte do que eu queria ouvir, mas sem precisar forçar estar na lista, seja por nome, ou por falta de vaga... (inclusive vários medalhões desse ano não estão nesse top).

Inclusive um "intruso" no "Melhores álbuns de Rock Metal", por não se encaixar exatamente no estilo. Hehehehe....

Vamos aos Melhores álbuns de Rock/Metal de 2013, por este que vos escreve:


#10 Trivium - Vengeance Falls

Metalcore no meu top? Veja bem...:

Confesso que não é meu estilo preferido, mas o Trivium soube mesclar bem com um "pouco" de Thrash... e os vocais mais limpos, me agradaram... Outro destaque são as 2 linhas de guitarras que proporcionaram riffs e solos interessantes. Além do baterista ser monstro!

P.S.: Ironicamente esse disco foi bastante criticado pelos fãs da banda... então acho que entendi porque um disco do estilo na minha lista...

Você tem que ouvir: "Brave The Storm"


 
#09 Riverside - Shrine Of New Generation Slaves

Já conhecia essa banda da Polônia, porém achava um pouco exagerado o experimentalismo da mesma... Só que... nesse disco de 2013, eles mesclaram bem isso, com algo mais direto, as linhas vocais em alguns momentos lembram-me Pink Floyd... (não só as linhas vocais). Outro destaque fica para as linhas de baixo.

Você tem que ouvir: "The Depth Of Self-Delusion"


#08 Exivious - Luminal

Opa, esse aqui entrou aos 46 do segundo tempo, eu tinha bastante coisa pra ouvir aqui (assim como conferi muita coisa que não tinha ouvido desse ano), e bom... Que banda! QUE BANDA! É um metal Progressivo com doses de fusion, truncado, virtuoso!

Não pensei 2x em colocá-la em meu top10.

Você tem que ouvir: "Immanent"



#07 Royal Hunt - A Life To Die For

O que eu posso dizer de "A Life To Die For"? ... Royal Hunt em sua essência, sem tirar nem por. Você sente como estivesse ouvindo um novo "Moving Target"(1995) ou um "Paradox" (1997), porém, com os arranjos sinfônicos ainda mais presentes. Destaque também para produção impecável.

Você tem que ouvir: "One Minute Left To Live"



#06 The Jan Holberg Project - At Your Service

Grata surpresa, indicada por um amigo (Valeu David!), Joe Lynn Turner tá em todo tipo de projeto, pagou, ele canta. Mas esse realmente chamou minha atenção, foge um pouco do que ele costuma cantar (ainda que tem um pouco de AOR no disco), mas mescla isso, com hard rock, rock n roll classico, blues, soul e FUNK. Por sinal, convenhamos, TODAS as linhas de baixo do discos são muito boas!
... Sim, a pessoa que dá nome ao projeto, é o próprio (baixista).

Você tem que ouvir: "Sensuality"

 
#05 Stratovarius - Nemesis

Uma das principais surpresas do ano, o Stratovarius, que vivia uma reformulação, depois do "abandono" de seu principal compositor (e um dos fundadores), Timo Tolkki, A banda vinha de 2 álbuns "inconsistentes" desde a saída do antigo guitarrista e bom... nesse último disco, desgarrou-se das rédeas ditadas pela "imagem" da banda e resolveu ousar, capitaneada pelo seu novo guitarrista Mathias Kupiainen, seu som tornou-se sujo (muita distorção), riffs crus, com a parte melódica carregada pelo seu tecladista, Jens Johansson. E a mistura é algo SENSACIONAL, é uma nova banda, com som próprio.

Você tem que ouvir: "Halcyon Days"


#04 Niacin - Krush

Achamos o "intruso", JAZZ FUSION foi um dos estilos que mais ouvi esse ano (porém, nas colocações anteriores, sempre misturado com prog rock/prog metal), nesse caso, o power-trio com Billy Sheehan (baixo, integrante do Mr. Big e Winnery Dogs), John Novello (Harmmond B3, piano) e Dennis Chambers (bateria) conseguem te impressionar tamanha precisão, virtuosidade, variação, arranjos complexos, enfim ... Pra quem conhece Niacin, entregou o que a banda sempre entregou nos discos anterioes, pra quem não conhece, pode ser um bom começo. Discaço!

Você tem que ouvir: "That's The One!" (escolher uma só é complicado, esse é pra ouvir o disco inteiro "sem perceber" qual faixa é)


#03 Masterplan - Novum Initium

Depois daquele "Review-bíblia" muita gente achou que Masterplan estaria no top1 (tá, até eu achei), ainda assim, não é AQUELE disco do Masterplan, quem sabe com esse line-up estável, esse disco venha.

Porém, Novum Initium tem seus méritos, é um recomeço para banda, com integrantes novos, com um material (e arranjos) interessantes de Roland Grapow/Axel Mackenrott. Além de seus novos integrantes já chegando e mostrando serviço, dando uma nova cara, sem abrir mão das características da banda.

Você tem que ouvir: "Betrayal"


#02 Alter Bridge - Fortress

Escolher esse segundo lugar foi difícil, mas a banda de Myles Kennedy e Mark Tremonti lançou um disco MUITO forte, um dos ápices da banda. Com influencias de trabalhos individuais anteriores, Myles (e suas notas altas com Slash) e Tremonti (solo, colocando mais peso nos arranjos) agregaram valor ao mais novo lançamento do Alter Bridge. Ficará em destaque facilmente em sua curta (porém rica) discografia.

Você tem que ouvir: "Fortress"


#01 Queensryche - Queensryche

Quando o "defeito" do disco é ser curto demais, é sinal que ele é bom, não é? Então, seus menos de 40 minutos são TUDO o que todo fã (ou quase todos) esperava de uma banda reformulada, com um um novo (e excelente) vocalista, ex-Crimson Glory, Todd La Torre.

O álbum mescla as principais características da banda pré "Promised Land" (1994) com algum toque moderno com produção impecável e influencias de seu novo vocalista (vocal rasgado/agressivo). Você vai achar sons que encaixariam-se na proposta tanto do Empire, quanto do Operation Mindcrime. Enfim, é uma FELIZ "volta aos trilhos", welcome back, Queensryche!

Você tem que ouvir: "In This Light"
(Por sinal, essa caberia fácil no "Empire"(1990))
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Então, este é meu humilde Top10 de 2013, com um belo atraso de 15 dias (aqui ainda é dia 15). Agradeço a todos pela atenção, e já tenho 2 reviews engatilhados, então... meu sumiço cessará por algum tempo (espero).

Próspero 2014 a todos!

14 de jan. de 2014

Palpites UFC Fight Night 35 - Rockhold x Philippou





O ano de 2014 já começou para os fã de MMA e como sempre os palpites do card principal do UFC estão presentes aqui no Its Electric. 

Amanhã teremos o retorno de Luke Rockhold, ex-campeão peso médio do Strikeforce que estreou no UFC sendo atropelado por Vitor Belfort, ele encara Costas Philipou ambos buscam retomar o caminho da vitória.


Cole Miller (20-8) vs. Sam Sicilia (12-3)

Luta entre dois atletas do pelotão intermediário dos pesos penas, acredito em Sam Sicilia que é mais agressivo e se vier inspirado pode nocautear, Cole Miller leva vantagem na luta agarrada. Palpite :Sam  Sicilia vence.

 
John Moraga (13-2) vs. Dustin Ortiz (12-2)

Moraga tenta voltar a disputar o cinturão dos moscas, Dustin Ortiz chega de franco atirador, luta equilibrada nos pesos moscas. Palpite: John Moraga vence.

Yoel Romero (6-1) vs. Derek Brunson (11-2)

Yoel Romero parece ser uma promessa dos pesos médios, com base na luta agarrada, é explosivo e muito forte, Derek Brunson também é explosivo mas com menos recurso técnico. Palpite: Yoel Romero vence.

T.J. Dillashaw (8-2) vs. Mike Easton (13-3)

Ambos vem de derrota mas Dillashaw é mais consistente, apesar de Mike Easton ter mais experiência, combate complicado nos pesos penas. Palpite: Dikkashaw.

Lorenz Larkin (14-1) vs. Brad Tavares (11-1)

Equilibrio evidente entre os dois pesos médios, ambos são lutadores que buscam um espaço no top 10 da divisão, luta difícil de opinar. Palpite: Lorenz Larkin vence.

Luke Rockhold (10-2) vs. Constantinos Philippou (12-3, 1 NC)

Luke Rockhold chegou ao UFC como um grande nome, ex- campeão do Strikeforce tinha tudo para furar fila e lutar pelo título até que Vitor Belfort acabou com os planos dele, Philippou é um lutador limitado, com muita raça e poder de nocaute, Rockhold tem mais recursos e se usar sua movimentação e combinação de luta agarrada e trocação afiada tem tudo para vencer. Palpite: Rockhold vence.



9 de jan. de 2014

Electric Age - Good Times Are Coming



Nota: 7,5 

Quem gosta de Hard Rock e de novidades tem motivos para sorrir nos últimos anos, muitas bandas novas vem surgindo na cena e entregando grandes lançamentos. Seguindo essa onda os paulistas do Electric Age surgiram com tudo, a banda é nova, de 2011 e em 2013 soltou o ep Good Times Are Coming, eles também se destacaram tocando no Monsters Of Rock como banda escolhida pelo público, um grande começo!

Os caras mostram maturidade e sabem onde querem chegar, as influências de Rainbow Deep Purple, Led Zeppelin e Van Halen (fase David Lee Roth) norteiam o trabalho do Electric Age, um prato cheio para quem curte Hard Rock clássico.

O material é bem produzido e os músicos estão em boa forma, provando a evolução das bandas brasileiras no quesito produção.

Junior Rodrigues tem um bom alcance vocal e interpretações legais, canta muito bem,e mesmo com alguns excessos (propositais em alguns momentos)  soa autêntico, as guitarras de Luiz Felipe aparecem em destaque, com influências de clássicos como Richie Blackmore e Eddie Van Halen consegue aliar bem a técnica afiada e a sensibilidade de grandes guitarristas.  O baixista Otávio Cintra tem um estilo calcado em grooves e ritmos suingados, lembrando Neil Murray e Rudy Sarzo, Rafael Nicolau "The Boss" honra a tradição de grandes bateristas brasileiros e mostra suas armas com ritmos quebrados, peso nas mãos e muita precisão.

 A Intro Rise tem um som de teclado alá Jon Lord abre e  espaço para um pequeno suite instrumental que se liga com a empolgante e forte Snake Eater, com vocais bem legais de Junior que usa bem os drives e timbres agudos, algo próximo de Axl Rose.

Na progressiva Echoes Of Insanity   Otávio e The Boss mostram todo o groove de um bom hard rock,  a pegada "Van Haliana" de All Night Long é um dos pontos altos do EP, em um clima festivo tem nas guitarras de Luiz Felipe seu ponto forte, investindo em um timbre afiado e com grandes harmonias, o interlúdio lento lembra o saudoso Diamond Head, The Boss quebra tudo.  A melhor faixa do trabalho.

Dreamer começa com teclados de forma  épica com andamento cadenciado, os vocais de Junior remetem a Lenny Wolf do Kingdom Come, as harmonias orientais das guitarras e a sessão rítmica pulsante ampliam o clima viajante da canção que mais uma vez flerta bem com o rock progressivo.

Aumentando a rotação temos a faixa título, Good Times Are Coming é acelerada e adiciona uma dose extra de peso e virtuose no instrumental, música descontraída e excelente escolha para fechar essa prévia para um futuro debut.

Confesso que senti falta de uma grande balada, não que seja obrigatório, mas é um bom componente para expor a banda ao grande público, entretanto, o trabalho é forte e o profissionalismo é algo que diferencia o Electric Age. Resta agora espaço para divulgar sua música e uma oportunidade para alcançar o grande público. O potencial é muito grande.



All Night Long




Good Times Are Coming (2013) (EP)


  1. Rise
  2. Snake Eater
  3. Echoes Of Insanity
  4. All Night Long
  5. Dreamer
  6. Good Times Are Coming



A Banda

Luiz Felipe Cardim  (Guitarra)
Otavio Cintra  (Baixo)
Rafael Nicolau "The Boss" (Bateria)

Junior Rodrigues (Vocal) 
Produzido Por Tadeu Degrigo, Marcelo Pompeu e Heros Trench
Agradeço ao Electric Age que cedeu o material para a resenha!

8 de jan. de 2014

Trivium - Vengeance Falls




Nota: 7,5

Se você é daqueles fãs que em pleno ano de 2014 acha que  Heavy Metal de qualidade só foi feito nos anos 80 pode começar a rever seus conceitos, muitas bandas surgidas nas últimas décadas vem carregando o legado da música pesada e renovando o público, um dos maiores nomes dessa geração é o Trivium.

Formado no inicio dos anos 2000 na Flórida, o Trivium pratica uma mistura de Metal Extremo com Heavy Metal Tradicional, muitas vezes (erroneamente) rotulados de Metalcore.  Entretanto a banda nunca ligou muito para subdivisões e se estabeleceu no cenário fazendo música pesada de qualidade como nos já clássicos Shogun (2008) e In Waves (2011).

O  Vocalista e Guitarrista Matthew Heafy é a figura central que compõe grande parte das músicas além de excelente guitarrista e ótimos vocais, o Guitarrista Corey Beaulieu divide os riffs e solos além de fazer os vocais guturais de apoio, o baixista Paolo Gregoletto e o baterista Nick Augusto compõe uma sessão rítmica  precisa que faz inveja a qualquer medalhão do Heavy Metal.

Vengeance Falls é um álbum pesado e intenso, consegue contrapor muito bem a parte extrema com melodias, arranjos intrincados, grandes refrães e guitarras afiadas, os riffs despejados pela dupla Heafy e Beaulieu são as engrenagens do disco junto com os duetos nos solos. O Trivium vem mostrando consistência e boas doses de originalidade.

Quando Brave This Storm explode nos alto falantes já notamos que eles não estão de brincadeira, a metralhadora nos bumbos de Augusto e o groove das bases de guitarras e do baixo é um convite para os mosh pits.

Com o inicio forte, Vengeance Falls vem na seqüência com um ritmo mais quebrado lembrando Disturbed seguida de  um refrão fácil. O primeiro single Strife é outra pedrada, os riffs matadores no inicio  culminam em harmonias bem legais no refrão repleto de vocais melodiosos, o baixo de Gregoletto  acerta em cheio, tamanho peso e densidade sonora, pontos para a produção de David Draiman.

Apesar de uma ligeira queda em relação ao inicio, temos boas canções no meio para o final do disco,  a melodiosa At The End Of This War é uma grande música, a  cadenciada Through Blood and Dirt And Bone adiciona um bom toque de diversidade e é um dos destaques do álbum, Nick Augusto é espetacular.

Chegando a parte final temos a melancólica Wake ( The End is Nigh) que capricha nos vocais guturais e na quebradeira no instrumental, as vocalizações dinâmicas no refrão ficaram bem legais coma sobreposição de vozes e não podiam faltar os solos demolidores de Beaulieu e Heafy, uma das melhores duplas de guitarra da atualidade.

O  Trivium não economiza em nada, produção de primeira linha, instrumental grandioso e vocais poderosos produzem bons resultados trazendo uma boa dose de modernidade ao Heavy Metal ao mesmo tempo que mostra a nova geração duetos de guitarras, refrães marcantes e muita melodia do estilo clássico oitentista, um paradoxo muito produtivo para a música pesada.


Strife

Vengeance Falls (2013)


  1. Brave This Storm
  2. Vengeance Falls
  3. Strife
  4. No Way To Heal
  5. To Believe
  6. At The End Of This War
  7. Through Blood And Dirt And Bone
  8. Villainy Thrives
  9. Incineration: The Broken World
  10. Wake (The End Is Nigh)
A Banda

Matt Heafy (Vocais, Guitarras)
Corey Beaulieu (Guitarras, Backing Vocals)
Paolo Gregoletto (Baixo)
Nick Augusto (Bateria)


31 de dez. de 2013

UFC 168 - O fim de uma era

No último Sábado presenciamos o que podemos chamar de fim de um ciclo  na revanche entre Anderson Silva  e Chris Weidman, com uma fratura na canela o brasileiro pode estar bem próximo da aposentadoria após 7 anos de domínio absoluto dentro do UFC.

Apesar do final frustrante, pudemos acompanhar um grande evento, lutas bem movimentadas e intensas, no co main event Ronda Rousey dominou Miesha Tate em um combate movimentado que acabou com um arm lock justo no terceiro round, valeu o ingresso.

Na  luta principal, Anderson Silva e Chris Weidman tinham algo a provar. O brasileiro queria apagar a imagem de fanfarrão e debochado que lhe custou o cinturão, Weidman lutava para espantar a desconfiança de uma vitória com méritos mas com algumas resslavas (todas por parte de Anderson Silva).

O primeiro round foi como quem acompanha lutas previa, Weidman aplicando uma pressão absurda em Anderson, com um knockdown do clinch o Americano aplicou sua postura e golpeou bem, o brasileiro sobreviveu bem, e até ensaiou um triângulo no fim do round. Weidman venceu com sobras 10 x9.

Contando a primeira luta, Weidman já desbancava Anderson em 3 rounds,e a estratégia seria derrubar e partir para o ground and pound e finalização. O Spider veio agressivo no segundo round, com dois bons chutes abalou a base do campeão, sabendo do risco o americano bloqueou mais dois low kicks, no segundo a canela de Anderson quebrou, gerando imagens fortes.

Chris Weidman venceu a revanche e assumiu o topo dos pesos médios,  Anderson Silva se recupera de cirurgia e provavelmente irá se aposentar com um legado impressionante. Vitor Belfort é o próximo na linha e promete fazer estrago. Mais uma vez o campeão Chris Weidman vai ter que provar seu valor, o qual muitos ainda desconfiam, eu venho falando há tempos, Weidman não é um lutador qualquer.

Weidman pressionou Anderson


Imagem da TV, impressionante.



Resultado dos palpites  : 2 Acertos (Jim MIller e Ronda Rousey  3 Erros ( Dustin Poirier, Travis Browne e Chris Weidman)

Placar Geral de 2013: 102 Acertos e 61 Erros =  63,00% de Acerto

Fica registrado o desejo de melhoras para Anderson Silva, um dos maiores lutadores de todos os tempos.

O Its Electric deseja um feliz 2014 a todos! Já voltaremos com força total em Janeiro!!

25 de dez. de 2013

Palpites UFC 168 - Silva x Weidman II




Anderson Silva e Chris Weidman vão fazer a esperada revanche, após um final surpreendente o americano destronou o brasileiro ficou com o cinturão dos Pesos Médios. Ambos retornam ao MGM Grand Garden Arena em Las Vegas para o tira teima.

Como fiz durante todo o ano de 2013 vamos aos palpites do card principal do último UFC de 2013!!

Dustin Poirier (14-3) vs. Diego Brandão (18-8)

Luta equilibrada, dois atletas versáteis que buscam ascensão nos pesos penas, difícil prever um resultado. Pode ir para qualquer um dos lados. Palpite: Diego Brandão vence.

Jim Miller (22-4, 1 NC) vs. Fabricio Camões (14-7-1)


Jim Miller chegou a bter na porta de uma titule Shot, Fabricio Camões luta para se firmar no UFC, Miller tem um bom jogo de chão e troca bem em pé, Camões tem um Jiu Jitsu afiado mas é inconsistente. Palpite: Jim Miller vence.

Travis Browne (15-1-1) vs. Josh Barnett (33-6)


Lutas entre pesos pesados são imprevisíveis, dois lutadores de alto nível que buscam o top 3 da divisão vão lutar por destaque rumo ao cinturão em poder de Cain Velasquez. Josh Barnett é perigoso, tem poder de nocaute, bom jogo de chão e experiência, Browne tem força e explosão, é rápido pelo tamanho que tem. Barnnet é um lutador de elite e tem muitas formas de vencer a luta. Palpite: Josh Barnett vence.

Ronda Rousey (7-0) vs. Miesha Tate (13-4)

Não acho que Ronda Rousey seja uma lutadora completa, seu jogo é bem previsível mas eficaz, derrubar, ajustar a posição e atacar o braço, mas sua precisão é tamanha que não apostaria contra ela, mesmo que Miesha Tate já sabe de tudo isso e pode vencer se apostar na troca de golpes. Palpite: Ronda Rousey vence.

Chris Weidman (10-0) vs. Anderson Silva (33-5)

Cada luta tem sua história, Weidman provou que pode vencer qualquer um, mas Anderson não lutou o que poderia na primeira luta entre eles, mesmo acreditando em um combate duríssimo, é muito complicado ir contra Anderson Silva. Acho que Weidman pode vencer, mas Anderson tem mais meios para retomar o cinturão. Luta equilibrada. Palpite: Anderson Silva vence.


23 de dez. de 2013

Almah - Unfold


Nota: 8,00

O Almah é a maior prova de que ainda existe criatividade dentro do que podemos chamar de Power Metal, mesclando influências diversas que caminham entre o Hard Rock, Progressivo e até alguns toques de Thrash Metal. Mesmo com tanta diversidade eles conseguem soar coesos e autênticos.

A experiência de Edu Falaschi é o grande diferencial, que após ir do céu ao inferno no Angra soube capitalizar toda bagagem adquirida e desenvolver o Almah, que era um projeto em 2009 e virou sua principal banda já nos idos de 2012, mesmo caminhando na complicada estrada de bandas de Metal Brasleiras, o Almah vem crescendo de maneira interessante.

Atuando com grandes músicos e investindo numa produção de qualidade o Almah conseguiu dar um passo a frente com Unfold, todos os músicos são ótimos e sabem se expressar, o equilíbrio entre técnica e sensibilidade é o ponto forte dos caras, que conseguem escapar dos clichês que assola o Heavy Metal. 

Marcelo Barbosa e Gustavo Di Pádua  são guitarristas excelentes e um dos alicerces do álbum, tendo grande destaque. Marcelo Moreira é um baterista completo e sabe variar andamentos e descer o braço quando necessário, o baixista Raphael Dafras é discreto e bem postado, adiciona bom balanço ao som e tem uma técnica refinada, Edu Falaschi é sim um grande vocalista, apesar de um certo desgaste na voz, vem se recuperando bem e já voltou a cantar em alto nível, dentro de sua extensão vocal.

Unfold é versátil, caminha entre extremos de forma legal, peso, melodia, refrães compõe uma estrutura intrincada mas de fácil assimilação, quem gostava dos discos de Edu no Angra, vai gostar de Unfold, quem não curtia, pode passar a apreciar. In My Sleep é um power metal  intrincado e vocais agressivos, um ótimo cartão de visitas e um sopro de criatividade para o estilo, caminhando por outra via Beware The Stroke tem uma pegada mais Hard Rock e toques de Metal Progressivo, o contraste entre a pegada simples e direta com viradas instrumentais sofisticadas é o ponto forte por aqui.

The Hostage é carregada nos grooves e timbres ótimos das guitarras afiadas da dupla Gustavo Di Pádua e Marcelo Barbosa, a balada Warm Wind tem grande potencial, com bons arranjos e vocais certeiros de Edu Falaschi, lembrando as baladas do Angra fase Rebirth.

Mantendo o clima mais leve, Raise The Sun, primeiro single,  tem estrutura simples e cadenciada, com arranjos de piano mesclado com guitarras bem pesadas, Marcelo Moreira adiciona uma boa dose de variação mostrando todo a classe dos bateristas brasileiros, excelente prova de que simplicidade gera grandes resultados, Cannibals In Suits quebra o clima com frases densas feitas pelo baixo de Raphael Dafras, uma paulada que mescla o Power Metal com Thrash Metal em um encontro interessante.

A alternância de suavidade e peso é a aposta do Almah, em Wings of Revolution o Hard Rock com acento mais pop é seguida pela típica power metal Believer, com presença forte dos riffs de guitarra e até alguns blasting beats de Moreira, viaja entre técnica e peso com uma grande e bem feita parte instrumental.

I Do é cadenciada, se aproximando de uma balada carregada de peso, lembrando o Masterplan,  principalmente no refrão carregado de melodias, You Gotta Stand tem grandes linhas vocais de Edu, puxando para um som mais suingado e progressivo, vale destacar que os dois guitarristas despejam grandes solos.

Fechando o álbum temos Treasure Of The Gods que começa folk e desemboca em um prog power que lembra o clássico Temple Of Shadows do Angra, aqui temos o melhor trabalho vocal de Edu, e uma levada matadora da cozinha formada por Marcelo Moreira e Raphael Dafras com seu baixo soando pesado e em destaque, um tema  épico. Farewell fecha o álbum de maneira súttil.

Com Unfold o Almah soou melhor, mais coeso e capaz de crescer, Motion de 2011 já mostrava originalidade e solidez, desta vez podemos ouvir uma banda em busca de algo maior, mais ambicioso. Edu ainda não está soando 100% como em seu auge, mas vem resgatando sua saúde e qualidade vocal abalada após 10 anos de Angra.  

Sim, o Power Metal ainda tem salvação!



Raise The Sun


Cannibals In Suits


Unfold (2013)

01. In My Sleep
02. Beware The Stroke
03. The Hostage
04. Warm Wind
05. RaiseThe Sun
06. Cannibals In Suits
07. Wings Of Revolution
08. Believer
09. I Do
10. You Gotta Stand
11. Treasure Of The Gods
12. Farewell


A Banda

Edu Falaschi (Vocais, Teclados, Produção)
Marcelo Barbosa ( Guitarra)
Gustavo Di Pádua (Guitarra)
Raphael Dafras (Baixo)
Marcelo Moreira (Bateria)